E lá vão os homens e mulheres
Produzindo sonhos, construindo o dia-a-dia...
Marchando em prol de um Progresso exterior
Automatizados pela ambição que gera desigualdades.
Pobres de nós,
Proclamamos aos céus - Progresso!
E temos sido tão culpados pela Ilusão de nossa Sociedade Robotizada.
Talvez o silêncio, talvez a dor
Quem sabe essa própria existência,
Marcada tão profundamente por Maia
Seja um estágio, umaetapa de Evolução para a Claridade.
Claudio Pierre
Do livro de Poesias Caminho(s)
Meu comentário => Não vejo com bons olhos a luta de classes buscando a ostentação a partir do Ter.
Essa tônica move a vida da maioria das pessoas e reproduzem a "zona", dessa Sociedade tão estressada e distanciada dos valores do Ser.
FOME ZERO - proclamou um partido político que só vizava o Poder.
A fome não é unicamente de comida, mas também de HUMANIDADE => respeito ao Ser Humano, o que nada tem a ver com o Poder Humano voltado as "panelinhas" e "apadrinhamentos".
Se essa Fome não for saciada, tudo será meramente uma questão de Compra e Venda.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
A DANÇA DOS DEUSES
Pus toda a minha alma numa canção
que cantei para os homens. E os homens se riram!
Tomeu meu alaúde, fui sentar-me no topo de uma
montanha
e cantei para os deuses a canção que os homens
não tinham entendido.
O sol baixava. Ao ritmo da minha canção, os Deuses
dançaram
nas nuvens encarnadas que flutuavam no céu.
Li Po
- extraído do livro Poemas chineses
(tradução Cecília Meireles)
que cantei para os homens. E os homens se riram!
Tomeu meu alaúde, fui sentar-me no topo de uma
montanha
e cantei para os deuses a canção que os homens
não tinham entendido.
O sol baixava. Ao ritmo da minha canção, os Deuses
dançaram
nas nuvens encarnadas que flutuavam no céu.
Li Po
- extraído do livro Poemas chineses
(tradução Cecília Meireles)
segunda-feira, 21 de maio de 2012
A UNIDADE DA VIDA
Por volta de 1982 eu trabalhava em um escritório de uma Editora de livros jurídicos.
Certa vez o responsável pelo escritório levou seu filho, que tinha aproximadamente 12 anos, e que era uma criança muito estudiosa e inteligente.
Tivemos um diálogo que resumidamente consistiu no seguinte conteúdo:
Perguntei a ele o que ele fazia e estudava, e ele me apontou uma série de atividades e interesses voltados para sua formação geral, inclusive estudo de idiomas.
Era um menino considerado popularmente "cdf" ou "Nerd" nos padrões sociais.
Porém em minha avaliação se tratava de alquém que tinha o estímulo adequado e proporcional com total apoio dos Pais.
Mas o mais interessante, foi quando ele me perguntou:
E você tio? Quais são as suas atividades e interesses?
Foi quando lhe falei que entre 10 e 11 anos, tinha iniciado meu estudo de Violão e Teoria Musical, e a partir daí vinha adicionando ao longo do caminho áreas de interesse voltadas para as Artes e Meditação.
Foi quando ele retrucou:
- Tio você não me entendeu, quiz dizer o que Sr. faz de "ÚTIL".
//
Sempre que posso reproduzo esse diálogo, para contextualizar algo que minha experiência só vem a confirmar, à despeito do que alguns dizem por aí.
As áreas abstratas, ou seja, as "áreas inúteis" não tem o devido respeito de uma sociedade estruturada materialmente.
E o grande problema ao meu ver consiste simplesmente na divisão que estabelecemos da Unidade.
De modo que as páginas desse Blog, não são meramente "palavras inúteis"; bem como todo o rico Universo Artístico que move qualquer pessoa que busque traduzir o sentimento subjetivo ao seu redor.
É esse o sentido que prevalece em meu caminho - Ser um instrumento da Arte nas atividades que desenvolvo.
Poexistência é valorizar a Consciência da Unidade - que vem a rebater a ignorância da divisão do que é "útil" e "inútil".
Claudio Pierre
Certa vez o responsável pelo escritório levou seu filho, que tinha aproximadamente 12 anos, e que era uma criança muito estudiosa e inteligente.
Tivemos um diálogo que resumidamente consistiu no seguinte conteúdo:
Perguntei a ele o que ele fazia e estudava, e ele me apontou uma série de atividades e interesses voltados para sua formação geral, inclusive estudo de idiomas.
Era um menino considerado popularmente "cdf" ou "Nerd" nos padrões sociais.
Porém em minha avaliação se tratava de alquém que tinha o estímulo adequado e proporcional com total apoio dos Pais.
Mas o mais interessante, foi quando ele me perguntou:
E você tio? Quais são as suas atividades e interesses?
Foi quando lhe falei que entre 10 e 11 anos, tinha iniciado meu estudo de Violão e Teoria Musical, e a partir daí vinha adicionando ao longo do caminho áreas de interesse voltadas para as Artes e Meditação.
Foi quando ele retrucou:
- Tio você não me entendeu, quiz dizer o que Sr. faz de "ÚTIL".
//
Sempre que posso reproduzo esse diálogo, para contextualizar algo que minha experiência só vem a confirmar, à despeito do que alguns dizem por aí.
As áreas abstratas, ou seja, as "áreas inúteis" não tem o devido respeito de uma sociedade estruturada materialmente.
E o grande problema ao meu ver consiste simplesmente na divisão que estabelecemos da Unidade.
De modo que as páginas desse Blog, não são meramente "palavras inúteis"; bem como todo o rico Universo Artístico que move qualquer pessoa que busque traduzir o sentimento subjetivo ao seu redor.
É esse o sentido que prevalece em meu caminho - Ser um instrumento da Arte nas atividades que desenvolvo.
Poexistência é valorizar a Consciência da Unidade - que vem a rebater a ignorância da divisão do que é "útil" e "inútil".
Claudio Pierre
domingo, 20 de maio de 2012
MAIA
Como posso ser normal se minha mente não se alimenta de
esperanças,
Naquilo que minha potencialidade me conduz.
Se a escola me deseduca de aprender Liberdade.
Onde o conhecimento é chave em mãos de um deus vulgar e
mesquinho, que vende a idéia de superioridade - uns sobre os
outros.
Como posso Ter Energia, satisfação pessoal - sensibilidade e
alegria pela vida, se sou projetado para ser como um barco à deriva,
naufragando em um Oceano que não me conduz a lugar nenhum.
Claudio Pierre
(do livro de Poesias Caminho(s)
=> meu comentário: Quando o acesso a "educação" ao "diploma formal" é apenas uma condição de mercado para "ganhar mais"... Quando o "conhecimento" passa a ser adquirido sob a "pretensão" de superioridade de "uns sobre os outros", e não como ferramenta para transformação e valorização da humanidade - ao meu ver, perdemos a conexão com a nossa natureza humana.
Por essas e por outras é que a Arte, e consequentemente o Artista que busca desenvolver elementos relacionados com a sensibilização da essência do Ser, tem sua expressão geralmente "atropelada" e "sufocada" por uma "estrutura de mercado" que não concede espaço para o subjetivo, e com isso "padroniza" o que considero indústria de entretenimento a serviço de uma única diretriz voltada exclusivamente para o lucro material.
Nesse contexto pouco importa o valor e a qualidade da mensagem artística, desde que atenda aos princípios de um determinado "modelo de sucesso".
É então que para aquele mais desavisado: - "Qualquer coisa serve"...
esperanças,
Naquilo que minha potencialidade me conduz.
Se a escola me deseduca de aprender Liberdade.
Onde o conhecimento é chave em mãos de um deus vulgar e
mesquinho, que vende a idéia de superioridade - uns sobre os
outros.
Como posso Ter Energia, satisfação pessoal - sensibilidade e
alegria pela vida, se sou projetado para ser como um barco à deriva,
naufragando em um Oceano que não me conduz a lugar nenhum.
Claudio Pierre
(do livro de Poesias Caminho(s)
=> meu comentário: Quando o acesso a "educação" ao "diploma formal" é apenas uma condição de mercado para "ganhar mais"... Quando o "conhecimento" passa a ser adquirido sob a "pretensão" de superioridade de "uns sobre os outros", e não como ferramenta para transformação e valorização da humanidade - ao meu ver, perdemos a conexão com a nossa natureza humana.
Por essas e por outras é que a Arte, e consequentemente o Artista que busca desenvolver elementos relacionados com a sensibilização da essência do Ser, tem sua expressão geralmente "atropelada" e "sufocada" por uma "estrutura de mercado" que não concede espaço para o subjetivo, e com isso "padroniza" o que considero indústria de entretenimento a serviço de uma única diretriz voltada exclusivamente para o lucro material.
Nesse contexto pouco importa o valor e a qualidade da mensagem artística, desde que atenda aos princípios de um determinado "modelo de sucesso".
É então que para aquele mais desavisado: - "Qualquer coisa serve"...
sábado, 19 de maio de 2012
ALERTA
Há um alerta estampado em cada rosto, trancafiado no fundo de cada consciência:
- Estamos mal, somos produtos do medo...
Não adianta taparmos o sol com a peneira,
A vergonha pelo orgulho de sermos "tidos" criadores,
Se nem ao menos podemos viver em paz.
Quando a solidão de uma existência vazia nos sufoca - recorremos ao sonho que embriaga.
Onde estão nossos meninos de rua, nossa alienante idéia de "curtir a vida"
Nossa herança de aflitos - prostrados na telinha que faz plim-plim
- vampiro eletrônico de nossa Energia.
Onde nossa Esperança; nossa Redenção; nosso poder de construção.
E pensar que toda essa capacidade criadora tem sido sugada por uma estrutura corrupta:
De governo, de políticos, de Imperialismo; a troco de uma Ilusão tão fugaz e vazia
- O poder dos poucos sobre os muitos - Zumbis do sempre.
Não se constrói a Esperança por detrás da estrutura imbecil de que fazemos parte.
Não dá prá enxergar um novo horizonte a reboque de tanta trapalhada.
O Alerta parte da consciência Individual, sem esse barulho infernal de nossa Natureza Robotizada.
Claudio Pierre
=> do livro de Poesias Caminho(s)
=> meu comentário: Transformar ou mesmo contribuir de alguma forma para melhorar o mundo - essa é a "sugestão" que recebemos ao longo de nossas vidas juntamente com o conceito de que somos realmente os "cidadãos da sociedade"; contudo, as próprias estruturas da sociedade não desenvolvem e efetivamente possibilitam o exercício prático dessa condição.
Assim, essa "programação da globalização" acentua a solidão sinalizando para uma padronização de uma única forma de Pensar e seguir em uma única direção.
Ao mesmo tempo a telinha com sua "programação alienante", contribui para a imbecilização da consciência sobre valores do Ser.
Nesse contexto as cidades acentuam em muito os problemas sociais, a violência e a desumanidade de forma geral; afinal, vivemos sob a "ilusão" de que o que se passa exteriormente, ou seja, no plano material represente a Realidade; enquanto que aquele movimento subjetivo e interior de nossa consciência transcendente seja ignorado.
Esse é o efeito da "Roda Viva" tão bem caracterizado por Chico Buarque.
No entanto, sou daqueles que acreditam que o poder da Consciência Interior seja bem mais real do que se supõe.
- Estamos mal, somos produtos do medo...
Não adianta taparmos o sol com a peneira,
A vergonha pelo orgulho de sermos "tidos" criadores,
Se nem ao menos podemos viver em paz.
Quando a solidão de uma existência vazia nos sufoca - recorremos ao sonho que embriaga.
Onde estão nossos meninos de rua, nossa alienante idéia de "curtir a vida"
Nossa herança de aflitos - prostrados na telinha que faz plim-plim
- vampiro eletrônico de nossa Energia.
Onde nossa Esperança; nossa Redenção; nosso poder de construção.
E pensar que toda essa capacidade criadora tem sido sugada por uma estrutura corrupta:
De governo, de políticos, de Imperialismo; a troco de uma Ilusão tão fugaz e vazia
- O poder dos poucos sobre os muitos - Zumbis do sempre.
Não se constrói a Esperança por detrás da estrutura imbecil de que fazemos parte.
Não dá prá enxergar um novo horizonte a reboque de tanta trapalhada.
O Alerta parte da consciência Individual, sem esse barulho infernal de nossa Natureza Robotizada.
Claudio Pierre
=> do livro de Poesias Caminho(s)
=> meu comentário: Transformar ou mesmo contribuir de alguma forma para melhorar o mundo - essa é a "sugestão" que recebemos ao longo de nossas vidas juntamente com o conceito de que somos realmente os "cidadãos da sociedade"; contudo, as próprias estruturas da sociedade não desenvolvem e efetivamente possibilitam o exercício prático dessa condição.
Assim, essa "programação da globalização" acentua a solidão sinalizando para uma padronização de uma única forma de Pensar e seguir em uma única direção.
Ao mesmo tempo a telinha com sua "programação alienante", contribui para a imbecilização da consciência sobre valores do Ser.
Nesse contexto as cidades acentuam em muito os problemas sociais, a violência e a desumanidade de forma geral; afinal, vivemos sob a "ilusão" de que o que se passa exteriormente, ou seja, no plano material represente a Realidade; enquanto que aquele movimento subjetivo e interior de nossa consciência transcendente seja ignorado.
Esse é o efeito da "Roda Viva" tão bem caracterizado por Chico Buarque.
No entanto, sou daqueles que acreditam que o poder da Consciência Interior seja bem mais real do que se supõe.
sábado, 12 de maio de 2012
Dedicatória
Árvore genealógica - herança que recebemos ao longo das gerações que nos antecederam: Nossos avós, pais, tios, irmãos, da qual se originam nossos filhos que nos sucederão...
Dedico esse livro a esta corrente sem começo e fim, na qual consciente ou inconscientemente se estabelecem nossos passos.
Claudio Pierre
=> Dedicatória que abre o meu livro de Poesias Caminho(s).
Comentário => Dentre as coisas belas nessa Vida as lembranças que guardamos de nossos entes queridos.
Deixo essa dedicatória para complementar os registros de Prosa e Poesia que foram feitos anteriormente aqui no Poexistência sobre uma das personagem mágicas de nossas vidas que são nossas Avós.
A todos os que tiveram a oportunidade de registrar no coração essa saudade sempre presente.
Dedico esse livro a esta corrente sem começo e fim, na qual consciente ou inconscientemente se estabelecem nossos passos.
Claudio Pierre
=> Dedicatória que abre o meu livro de Poesias Caminho(s).
Comentário => Dentre as coisas belas nessa Vida as lembranças que guardamos de nossos entes queridos.
Deixo essa dedicatória para complementar os registros de Prosa e Poesia que foram feitos anteriormente aqui no Poexistência sobre uma das personagem mágicas de nossas vidas que são nossas Avós.
A todos os que tiveram a oportunidade de registrar no coração essa saudade sempre presente.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Vó Sofia
Quando minha avó materna não estava de acordo com alguma coisa, dizia: Eu passo! (como se diz em uma rodada de cartas, no buraco). Também fazia a melhor sopa de feijão e o melhor bolo de aipim que já comi. Ela era cearense, de família numerosa, tendo trabalhado na agricultura e em fábrica de filó ainda adolescente, quando a família se deslocou para Pernambuco por falta de condições locais. Até hoje me lembro de minha avó e minha tia contando sobre a Societé Cottonière du Nordest du Brésil, localizada em Morenos (PE) – possivelmente uma precursora da SANBRA (Sociedade Algodoeira do Nordeste do Brasil, hoje vendida à holandesa Bunge, um conglomerado multinacional de alimentos e fertilizantes). Pelo visto, o nordeste do Brasil ainda é holandês ...
Voltando ao tema principal, minha avó Sofia era realmente uma pessoa sábia: apesar de só ter a educação básica, era a pessoa mais serena e equilibrada que já conheci. Fazia umas toalhas de crochê maravilhosas, algumas para vender, com o que complementava o minguado orçamento doméstico (minha tia Yvette, com quem vivia, era professora do SESI: dava aulas na comunidade do Turano na Tijuca e trabalhava no Juizado de Menores, mas o salário, ó ...). Vó Sofia gostava de jogar paciência e sueca e, talvez como resquício de alguma ancestralidade indígena desconhecida, também gostava de mascar tabaco - o que fazia escondido, para não ser censurada.
Adorava torrada e era incapaz de jogar pão fora, por motivos meio religiosos. Quando sobrava pão demais em casa, até mesmo para fazer torrada, e não havia ninguém a quem dá-lo, ia jogar os farelos no Rio Maracanã ('para os peixes', segundo ela). Acredito que naquela época já não havia peixes naquele rio, mas vejo hoje que era um ato simbólico: ela, que chegara a passar privações na infância, não admitia jogar pão no lixo, além de ver no pão o corpo de Jesus.
Sinto falta dela, de sua cadeira de balanço, do seu jeito calmo e bem humorado. Era, a meu ver, uma pessoa iluminada, sinônimo de bondade e paz. Abro essa janela de prosa na poesia só para falar dela.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Vi olhares desconfiados
Sobre a espontaneidade da pureza
Infantil do Ser que vivia a Liberdade.
Percebi a altivez nas relações interpessoais, como se
Todos fossem inimigos entre si e se mascarassem da real
Identidade d´alma.
Ouvi um sem número de vozes...
Excesso de teorias, erudição, mera competição de retórica, de conhecimento.
Um ruído angustiado que sufocava a mais significativa
Oração de silêncio, pela pacificação Interior.
Suportei um lapso de existência que não me permitiu
Vibrar integralmente minha sina, meu caminho.
Fui feliz por aceitar a oportunicade de errar, de voltar, de me unir.
- Optei pelo Amor!
Claudio Pierre => do livro de Poesias Caminho(s)
Meu comentário => Sob certo ângulo, parece que estamos lutando uns contra os outros, seja dissimuladamente, seja diretamente... Os valores "Globalizados do Ter" suplantam o Ser em cada Coração.
A desconfiança sobre o "outro", muitas vezes, reflete a incapacidade de realmente transformar a Sociedade em que vivemos, exercendo nossa capacidade de discernimento sobre a qualidade das relações humanas.
E decididamente essa não pode ser apenas uma mera expressão de retórica.
Sobre a espontaneidade da pureza
Infantil do Ser que vivia a Liberdade.
Percebi a altivez nas relações interpessoais, como se
Todos fossem inimigos entre si e se mascarassem da real
Identidade d´alma.
Ouvi um sem número de vozes...
Excesso de teorias, erudição, mera competição de retórica, de conhecimento.
Um ruído angustiado que sufocava a mais significativa
Oração de silêncio, pela pacificação Interior.
Suportei um lapso de existência que não me permitiu
Vibrar integralmente minha sina, meu caminho.
Fui feliz por aceitar a oportunicade de errar, de voltar, de me unir.
- Optei pelo Amor!
Claudio Pierre => do livro de Poesias Caminho(s)
Meu comentário => Sob certo ângulo, parece que estamos lutando uns contra os outros, seja dissimuladamente, seja diretamente... Os valores "Globalizados do Ter" suplantam o Ser em cada Coração.
A desconfiança sobre o "outro", muitas vezes, reflete a incapacidade de realmente transformar a Sociedade em que vivemos, exercendo nossa capacidade de discernimento sobre a qualidade das relações humanas.
E decididamente essa não pode ser apenas uma mera expressão de retórica.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
....
Ânsia de chegar
Sentido de competir.
Correr, ser o melhor
Por quê?!
O Relógio Humano é um pouco assim
- Apressa a pulsação natural dos Corações.
A Humanidade é um pouco assim
- Se atropelando, se autodevorando, pela ilusão fugaz da medida do tempo.
Claudio Pierre => do livro de Poesias Caminho(s)
Meu comentário => Grande parte da ilusão programada vem da idéia de: "Ser o melhor, nisso ou naquilo..."...
Somos estimlados a "correr" para competir sempre e subjugar numa corrida contra o Relógio Humano, pois afinal - "tempo é dinheiro!".
Nunca me conformei com essa "programação" - por isso busquei um espaço interior de controle sobre a ansiedade. Creio na pulsação natural do coração. Nesse sentido, compreendi que não estou aqui para competir e correr, mas sim para buscar a felicidade possível em meus sonhos mais profundos e singelos.
Como diria um amigo músico baiano que conheci: "Sou atochado por isso..."
Sentido de competir.
Correr, ser o melhor
Por quê?!
O Relógio Humano é um pouco assim
- Apressa a pulsação natural dos Corações.
A Humanidade é um pouco assim
- Se atropelando, se autodevorando, pela ilusão fugaz da medida do tempo.
Claudio Pierre => do livro de Poesias Caminho(s)
Meu comentário => Grande parte da ilusão programada vem da idéia de: "Ser o melhor, nisso ou naquilo..."...
Somos estimlados a "correr" para competir sempre e subjugar numa corrida contra o Relógio Humano, pois afinal - "tempo é dinheiro!".
Nunca me conformei com essa "programação" - por isso busquei um espaço interior de controle sobre a ansiedade. Creio na pulsação natural do coração. Nesse sentido, compreendi que não estou aqui para competir e correr, mas sim para buscar a felicidade possível em meus sonhos mais profundos e singelos.
Como diria um amigo músico baiano que conheci: "Sou atochado por isso..."
quinta-feira, 3 de maio de 2012
FEIJÃO DE SOL
tinha um gosto
só dela
desses
de quem detesta cozinhar
mas não sabe
nada fazer
sem colocar
suas pitadas
de sol
(não me lembro nunca das jantas)
nas panelas pretas
desde que ela
parou de cozinhar
às voltas com memória curta
e pernas cansadas
eu não como mais feijão
ninguém entende
meu jejum antigo
minha cara de nojo
diante dos caroços aguados
é tempero pronto
alho
cebola
etc
nada tem graça
tudo sem graça
falta a pitadinha
de sol
da minha avó
(Fabiana Esteves)
só dela
desses
de quem detesta cozinhar
mas não sabe
nada fazer
sem colocar
suas pitadas
de sol
(não me lembro nunca das jantas)
nas panelas pretas
desde que ela
parou de cozinhar
às voltas com memória curta
e pernas cansadas
eu não como mais feijão
ninguém entende
meu jejum antigo
minha cara de nojo
diante dos caroços aguados
é tempero pronto
alho
cebola
etc
nada tem graça
tudo sem graça
falta a pitadinha
de sol
da minha avó
(Fabiana Esteves)
quarta-feira, 2 de maio de 2012
IMPROVISO (Homenagem ao Zen Budismo)
Sonhei que o vôo da Alma
Era como uma seta
Que mirava o Alvo na Direção do vazio...
Ao Encontro da Extensão do Ser Sobre-humano que Habita em Nós.
Claudio Pierre - do livro de Poesias Caminho(s)
Meu comentário => Registrei uma frase interessante de um dos grandes músicos que admiro Winton Marsalis, ele disse: "Todos querem ser heróis, mas no entanto, poucos se dispõem a enfrentar o dragão"...
O vôo da Alma não permite concessões => "acomodações" próprias de uma "programação mental" que sinaliza para apenas uma direção da idéia daquilo que seria viver confortavelmente...
Quem se dispõe a viver no Caminho da Arte não pode evitar o confronto com o dragão.
Era como uma seta
Que mirava o Alvo na Direção do vazio...
Ao Encontro da Extensão do Ser Sobre-humano que Habita em Nós.
Claudio Pierre - do livro de Poesias Caminho(s)
Meu comentário => Registrei uma frase interessante de um dos grandes músicos que admiro Winton Marsalis, ele disse: "Todos querem ser heróis, mas no entanto, poucos se dispõem a enfrentar o dragão"...
O vôo da Alma não permite concessões => "acomodações" próprias de uma "programação mental" que sinaliza para apenas uma direção da idéia daquilo que seria viver confortavelmente...
Quem se dispõe a viver no Caminho da Arte não pode evitar o confronto com o dragão.
sábado, 28 de abril de 2012
ILUSÃO DO TEMPO
Vivi outrora
Buscando uma Certeza no Futuro,
Uma Resposta no Passado...
Como se a Certeza do Passado,
Fosse única e inabalável.
Como se a Resposta do Futuro
Preenchesse, enfim, o Vazio da Espera...
Quando rompi com as Respostas e Certezas - preenchi minhas
expectativas com a Ação presente.
Fiz da Ilusão do tempo
Um devaneio presente.
Abri um portal mais amplo:
Holístico e Atemporal.
Claudio Pierre
do Livro de Poesias Caminho(s)
Buscando uma Certeza no Futuro,
Uma Resposta no Passado...
Como se a Certeza do Passado,
Fosse única e inabalável.
Como se a Resposta do Futuro
Preenchesse, enfim, o Vazio da Espera...
Quando rompi com as Respostas e Certezas - preenchi minhas
expectativas com a Ação presente.
Fiz da Ilusão do tempo
Um devaneio presente.
Abri um portal mais amplo:
Holístico e Atemporal.
Claudio Pierre
do Livro de Poesias Caminho(s)
terça-feira, 24 de abril de 2012
ALÉM DA DOR
Deixei o tempo passar...
Preferi entender o silêncio...
As respostas estavam lá
- No Curso do Tempo.
Deixei a ferida sangrar...
Acompanhei o Curso do Sangue...
- As respostas estavam lá!
Claudio Pierre
Meu comentário => Nesse plano, costumamos "dividir" a Unidade... No entanto, não há como separar no curso da jornada que nos cabe nesta nossa caminhada - os traços da Unidade contidos na Dor e Amor que vivenciamos em nosso tempo subjetivo.
E a palavra é o elemento mágico com o qual expressamos esse "mistério" pela Poesia...
Preferi entender o silêncio...
As respostas estavam lá
- No Curso do Tempo.
Deixei a ferida sangrar...
Acompanhei o Curso do Sangue...
- As respostas estavam lá!
Claudio Pierre
Meu comentário => Nesse plano, costumamos "dividir" a Unidade... No entanto, não há como separar no curso da jornada que nos cabe nesta nossa caminhada - os traços da Unidade contidos na Dor e Amor que vivenciamos em nosso tempo subjetivo.
E a palavra é o elemento mágico com o qual expressamos esse "mistério" pela Poesia...
terça-feira, 17 de abril de 2012
O Tempo (que já não volta)
Cada dia é o dia,
Cada minuto importa,
Cada segundo, cada hora,
Cada esperança morta.
Não vês que hoje é o dia?
Não sentes que esta é a hora?
Não percebes o tiquetaquear
Batendo à tua porta?
Imagina a tua vida,
Construída de momentos,
Cada segundo é o templo,
Do tempo que já não volta.
Sede bons enquanto é tempo,
Sede bons, é o que importa.
Aproveitai bem o tempo,
O tempo que já não volta.
Flávio Prieto
segunda-feira, 16 de abril de 2012
A PEQUENA FESTA
Apanho uma garrafa de vinho e vou bebê-la entre as
flores.
Somos sempre três - incluindo minha sombra e
minha amiga, a luz brilhante.
Felizmente a lua não entende nada de beber, e minha
sombra nunca tem sede.
Quando canto, a lua me ouve em silêncio.
Quando danço, minha sombra dança também.
Findas as festividades, os convidados precisam se
separar;
Essa tristeza eu não conheço.
Quando volto para casa, a lua vai comigo e minha
sombra me acompanha.
Poesia Chinesa Autor => Li Po
. extraída do livro Taoísmo - O Caminho do Místico - J.C. Cooper
flores.
Somos sempre três - incluindo minha sombra e
minha amiga, a luz brilhante.
Felizmente a lua não entende nada de beber, e minha
sombra nunca tem sede.
Quando canto, a lua me ouve em silêncio.
Quando danço, minha sombra dança também.
Findas as festividades, os convidados precisam se
separar;
Essa tristeza eu não conheço.
Quando volto para casa, a lua vai comigo e minha
sombra me acompanha.
Poesia Chinesa Autor => Li Po
. extraída do livro Taoísmo - O Caminho do Místico - J.C. Cooper
sábado, 14 de abril de 2012
VERSOS
Como uma imensa onda
Eles vão e vem,
Irradiando minha face reflexiva e mística.
Meus versos são
soltos _ loucos...
Eles acompanham meu
espaço:O menino de outrora, trancafiado entre as grossas grades da Ilusão,
E o menino de hoje – voando pelo vento com as asas da Liberdade...
Eles acompanham
O menino aflito –
sozinho e indefeso.O menino livre – Imenso de sensibilidade e Amor.
Não; sei que não
serei o único...
Os versos na
verdade, pertencem a VidaE só a ela eles respondem.
Serão a Esperança e
a Ventura,
A Imensa Força, que
encoraja e consolaO imenso peito,
Sem jeito...
De um Pensante a crer perpetuamente em uma nova Aurora.
Rio,21/11/80.
Claudio Pierre => do Registro de Poesias Mostragem
Meu comentário => 1980/ 2012 = > 20 anos / quase 52 anos... - O menino ainda está comigo...
Como perder a essência?
Perdemos a essência, quando permitimos que o "peso das horas" sufoque o sentido subjetivo do nosso fluir no tempo...
terça-feira, 10 de abril de 2012
CATÓN (JORNALISTA MEXICANO) MEDINDO AS RIQUEZAS DO SER HUMANO
Escrito de por
Catón, jornalista mexicano
Fabuloso
texto escrito por Catón, jornalista mexicano.
Aparecem: o sultão de Brunei, os herdeiros de Sam Walton e
Mori Takichiro.
E eu sou um homem rico, imensamente rico. Como não, vou
mostrar a vocês:
Eu tenho vida, que eu recebi não sei porquê, e saúde, que conservo
não sei como.Eu tenho uma família, esposa adorável, que ao me entregar sua vida me deu o melhor para a minha; meus filhos maravilhosos dos quais só recebi felicidades, netos com os quais pratico uma nova e boa paternidade.
Eu tenho irmãos que são como meus amigos, e amigos que são
como meus irmãos.
Tenho pessoas que sinceramente me amam, apesar dos meus
defeitos, e a quem amo apesar dos meus defeitos.
Tenho quatro leitores a cada dia para agradecer-lhes porque
eles lêem o que eu mal escrevo.
Eu tenho uma casa, e nela muitos livros (minha esposa iria
dizer que tenho muitos livros e entre eles uma casa).
Eu tenho um pouco do mundo na forma de um jardim, que todo
ano me dá maçãs que iria reduzir ainda mais a presença de Adão e Eva no Paraíso.
Eu tenho um cachorro que não vai dormir até que eu chegue, e
que me recebe como se eu fosse o dono dos céus e da terra.
Eu tenho olhos que vêem e ouvidos para ouvir, pés para andar
e mãos que acariciam; cérebro que pensa coisas que já ocorreram a outros, mas
que para mim não haviam ocorrido nunca.
Eu sou a herança comum dos homens: alegrias para apreciá-las
e compaixão para irmanar-me aos irmãos que estão sofrendo.
E eu tenho fé em Deus que vale para mim amor infinito.
Pode haver riquezas maiores do que a minha?
Por que, então, a revista "Fortune" não me colocou
na lista dos homens mais ricos do planeta? "
E você, como se considera? Rico ou pobre?
Há pessoas pobres, mas tão pobres, que é a única coisa que possuem
é ... DINHEIRO.
Armando Fuentes Aguirre (Catón)
segunda-feira, 9 de abril de 2012
CHEIRO MEL
- têm gosto de mel!!
Mas, mesmo que não tivessem cheiro ou gosto,
Preencheriam as manhãs com seu aroma sem perfume.Adoçariam o paladar com o seu gosto sem mel.
Porque, ambas têm seu próprio Espaço,
Seu particular cheiro e sabor.- Tocam na Alma daquele que se sensibiliza.
Se não podem agradar a todos, conterem a Imensidão
dos mundos,
Ao menos são como: Um cheiro, Um mel.Claudio Pierre - do livro de Poesias Caminho(s)
Meu comentário => Penso que Artista, o Poeta têm uma grande responsabilidade em sua Obra, na medida em que compreende ou até diria - faz a opção por expressar sua Arte traduzindo sua linguagem interior, ou buscando primeiramente agradar a todos; obviamente com sentido de prestígio e poder, e na maioria das vezes a serviço de um grande apelo de mercado.
Enfim é uma opção, e cabe ao leitor exercer seu livre arbítrio de discernimento.
domingo, 8 de abril de 2012
FRAGMENTOS
FRAGMENTOS
-
Essa luta desenfreada, que não conduz a lugar nenhum.
Que produz bem mais do que a dissonância - alimenta a disritmia entre os
caminhos.
Em fragmentos de perseverança, busquei aprender aquilo que me foi sugado pela farsa do “social”
Reaprendi o valor da vida, do sonho e do precioso silêncio interior.
Tênue, limitada – porém apaixonada!!!
Claudio Pierre => do Registro de Poesias Fragmentos
Nasci dissonante
Na corda bamba de
uma frágil estrutura
-
Terra de desenganos, colônia de aflitos...
As rédeas do poder
– são como esporas – sangrando as potencialidades – de ternura, de carinho e
evolução para todos os Corações – todos os Sonhos.
Se todos os Cantos
pudessem se entrelaçar – em constantes rearmonizações – sem fronteiras e sem
barreiras. Ruiriam, enfim, as bases da ignorância que gera – egoísmo e ganância
.
Cresci dissonante,
Entendendo pelo
avesso, reescrevendo minha essência.Em fragmentos de perseverança, busquei aprender aquilo que me foi sugado pela farsa do “social”
Reaprendi o valor da vida, do sonho e do precioso silêncio interior.
Como tudo foi
dissonante
-
Me foi doído e longo o processo, o qual compreendi
irremediavelmente inacabado.
Fragmentos de
minha dissonância,
Refletem algo como
uma SinaTênue, limitada – porém apaixonada!!!
Esse canto, me
harmoniza com minha dança solitária
Este sopro
dissonante conecta de alguma forma minha Alma de Lua com a Harmonia da Unidade.
Claudio Pierre => do Registro de Poesias Fragmentos
sábado, 7 de abril de 2012
RETRATO DE FÉ
RETRATO DE FÉ
Meu destino – meus caminhos.
Quem sabe um dia...
A Esperança, a Fé e a Luz.
Meus passos – serão
retos,
Minha estrada –
mais clara,Meus Ideais de Amor e Fé – mais presentes.
Os anseios sublimes
flutuam com o tempo...
Rebuscam na
motivação interior, uma realidade pura,Exterior...
Um dia...
Quem sabe um dia...- Minha Fé.
Claudio Pierre - do Registro de Poesias Mostragem
Meu comentário=> Encontramos o Caminho da Fé quando percebemos que necessariamente ela sempre esteve presente ao nosso alcance. E esse não é o final, senão o ponto de partida para seguirmos o destino, o caminho...
quarta-feira, 4 de abril de 2012
ÁGUA E FOGO
Tua alma cinza
destrutíves um pelo outro .
O número perfeito -um -
Sobram cinzas ?
Há quem diga que sim ,
devemos recolhê-las
o mais breve possível
se aposse delas
e as ame assim ,
a primeira vez .
(Fabiana Esteves)
CORAÇÕES INFANTIS
CORAÇÕES INFANTIS
Deveriam ser livres em plenitude.
Mas, como um coração ter liberdade
Se as Asas são cortadas pela razão da Sociedade Humana.
Temos um coração infantil,
Na maioria das vezesSufocado pela ilusão da maioridade.
A inocência se mascara
Sob Arquivos de memória, sobre a prepotência da
experiência acumulada- Marcas do tempo sangrando.
Ao perdermos a pureza do Coração Infantil, julgamos
que Crescemos.
Na verdade, atrofiamos o canal do sentir.
Os rituais de crescimento,
Pulsam mais forte do que a Emoção de Ser o que
somos - Um coração infantil.
terça-feira, 3 de abril de 2012
.
A Pobreza gera ignorância,
A ignorância gera desigualdades.
No mundo em que vivo, o Materialismo gera Ilusão,
A ilusão gera egoísmo,O Egoísmo gera Poder.
No mundo em que vivo – a Riqueza e a Pobreza
“classificam”o Homem.
A ignorância e a desigualdade desnivelam o homem.O materialismo e a ilusão escravizam o homem,
O egoísmo e o poder orgulham o homem.
. Do Livro Caminho(s) Claudio Pierre
=> meu comentário:
Uma reação em cadeia desafia a Consciência sobre a nossa Condição de Humanidade...
Riqueza Pobreza; Materialismo Ilusão; Egoísmo Poder = visões da "dualidade" proporcionadas "pelas pessoas (em nós)"...
Defendo uma visão da Unidade, que se origina do encontro com a nossa capacidade subjetiva de discernimento sobre o Mundo que nos cerca...
Mas no fundo percebo que o Mundo que me cerca é bem maior do que meu limitado sopro poético de alma de lua.
domingo, 1 de abril de 2012
FRAGMENTOS
F R A G M E N T O S
Luz, Câmera, Ação...
O Teatro da VidaMoldando as máscaras da sociedade.
Entre plumas e paetês – encobrimos o curso do sangue e suor
de nossas raízes...
Como em uma propaganda que antecede o evento principal que
nos programa – nossa
energia potencial se dissipa e se dissimula sob as luzes da
ribalta.
Se estamos apressados, estressados, embriagados – tudo é uma
questão de cena, que tem
poder de dissimular nossa realidade a cada ato.
Talvez, sendo a Luz do Sol, a Câmera de nosso Coração e a
Ação de nossas
Consciências possamos transcender o papel de coadjuvantes e
sejamos os protagonistasda Ação principal.
Claudio Pierre
=> do Regsitro de Poesias Fragmentos
/ Meu comentário => O grande Teatro da Vida - as inúmeras máscaras sociais "dissimuladas" a cada papel que interpretamos => O Chefe, o Subordinado, o Machão, a Fêmea Fatal, o Jovem, o Rico, o Pobre, o Intelectual, o Ignorante, o Esperto... (e tantas outras...)
Estabelecer um compromisso de Unidade entre: Coração, Ação e Consciência, é distinguir onde estão "as pessoas" e onde reside o nosso Ser que é efetivamente o real protagonista do nosso subjetivo destino...
sábado, 31 de março de 2012
M O S T R A G E M
Estou aqui – olhos
abertos, sentidos abertos,
Estou aqui...Olhando o passado, que vivi e traguei
- Meus passos caminhei.
Estou aqui – diante
da vida...
Percebendo a chama
que aclara as trevas,Sentindo aquecer a Alma que se eleva,
Vivendo a solidão de um solitário Ser.
Mostragem...
Toda uma vida – num
segundo...Todo um segundo – em um momento de ternura e paz,
Todo um momento – Serenidade do Ser.
E é preciso a Luz –
para não se sentir tão só
É preciso a Certeza
– para se tragar uma Infinita espera,Preciso a Vida – Mostragem em Alto Relevo das manifestações Insólitas do Viver.
quarta-feira, 28 de março de 2012
ANNANDA
Sabe o que é o
tempo?!?
É o curso do
rio...O som que se “perde” aos nossos sentidos, mas que se perpetua no silêncio de outras “vozes”
Cada vida
pequenina é uma oportunidade de ser como esse fluir do Rio,
Como essa Vibração
– som e silêncio.
É importante que
você cresça, porém igualmente importante é perceber que o Tempo real, não é
como o Relógio Humano, que divide nossa vida em dias, meses, anos, “rótulos” de
crescimento...
O que sempre
valerá é a forma sincera como você – Vibra e Flui, seja nas fases fáceis ou
difíceis de sua Vida...
Inesperadamente,
algo de revolucionário acontece, e não está nas palavras...
Com afeto,
Claudio Pierre=> Do registro de Poesias "Fragmentos"
segunda-feira, 26 de março de 2012
O GATO
O gato é assim como eu
não se aborrece nunca
pensa, pensa,
conta até dez
mas um dia atravessa a rua, descuidado,
e nem se lembra mais!
Fernando Prieto (meu tio)
não se aborrece nunca
pensa, pensa,
conta até dez
mas um dia atravessa a rua, descuidado,
e nem se lembra mais!
Fernando Prieto (meu tio)
sábado, 24 de março de 2012
MOSTRAGEM - O SENTIMENTO...
VOCÊ 09.11.82
Quando em mim...
Lembranças de você.
Um sentir de
esperança, de querer bem...
Lembrar você!
Iluminar meu
pensamento, minhas percepções ao lembrar você...
Integrando minhas
raízes – as lembranças de você...
É tudo o quanto
penso de você
Não busco nada além
do que nossas percepções indicarem.
Estou sereno por
adorar você,
Estarei sereno
também por sua determinação serena.
Vera Lúcia – VOCÊ.
Claudio Pierre
///////
VOCÊ 1990
Basta dizer para si – Você!
E a gente pensa que
tudo foi dito...
Que todos os
espaços estão preenchidos.Como se bastasse somente a nossa vontade apaixonada,
E tudo o mais que nos cerca se encantasse.
Sentimentos de
Pureza,
Tão infantis em
nosso Ser.Estejam adormecidos ou despertos,
Não deveriam ser esquecidos por nós,
Pelo pressuposto de
uma Identidade Adulta.
Claudio Pierre
// Meu comentário => De modo geral, todo o terráqueo tem sentimentos; porém, uma aparente desilusão amorosa é suficiente para que essa emoção seja "sufocada" pelo pressuposto de uma Identidade Adulta que por vezes, dissimula a pureza contida nesse sentimento apoiado por essa "desilusão".
E isso só ocorre quando permitimos que o nosso Pensar bloqueie a percepção mais ampla sobre o que a Vida ensina ao nosso Caminho de Unidade.
sexta-feira, 23 de março de 2012
POESIA TAOÍSTA
* De Wan Tsi, um provável contemporâneo de Chuang Tzu - extraído do livro => Taoísmo o Caminho do Místico - J.C. Cooper
Com minha flauta de ébano toquei para você a
melodia mais linda que conheço,
Mas você olhava as peônias,
e não me ouviu.
Escrevi-lhe um poema, no qual homenageava
sua beleza,
Mas você o rasgou e atirou os pedacinhos no lago,
Porque - você disse - o lago não tinha nenúfares.
Gostaria de dar-lhe uma linda safira,
Límpida e fria como uma noite de inverno,
Mas guardo-a para me lembrar de seu coração.
Com minha flauta de ébano toquei para você a
melodia mais linda que conheço,
Mas você olhava as peônias,
e não me ouviu.
Escrevi-lhe um poema, no qual homenageava
sua beleza,
Mas você o rasgou e atirou os pedacinhos no lago,
Porque - você disse - o lago não tinha nenúfares.
Gostaria de dar-lhe uma linda safira,
Límpida e fria como uma noite de inverno,
Mas guardo-a para me lembrar de seu coração.
quinta-feira, 22 de março de 2012
O POETA PEDE AO SEU AMOR QUE LHE ESCREVA
O POETA PEDE AO SEU AMOR QUE LHE ESCREVA
( F. Garcia Lorca )
Amor de minhas entranhas, morte viva,
em vão espero tua palavra escrita
e penso, com a flor que se murcha,
que se vivo sem mim quero perder-te.
O ar é imortal. A pedra inerte
nem conhece a sombra nem a evita.
Coração interior não necessita
o mel gelado que a lua verte.
Porém eu te sofri. Rasguei-me as veias,
tigre e pomba, sobre tua cintura
em duelos de mordiscos e açucenas.
Enche, pois, de palavras minha loucura
ou deixa-me viver em minha serena
noite da alma para sempre escura.
( F. Garcia Lorca )
Amor de minhas entranhas, morte viva,
em vão espero tua palavra escrita
e penso, com a flor que se murcha,
que se vivo sem mim quero perder-te.
O ar é imortal. A pedra inerte
nem conhece a sombra nem a evita.
Coração interior não necessita
o mel gelado que a lua verte.
Porém eu te sofri. Rasguei-me as veias,
tigre e pomba, sobre tua cintura
em duelos de mordiscos e açucenas.
Enche, pois, de palavras minha loucura
ou deixa-me viver em minha serena
noite da alma para sempre escura.
terça-feira, 20 de março de 2012
O R A Ç Ã O P E L A P A L A V R A
Oro pela palavra,
Pela qualidade do
sentimento.Tenho a crença de que o descrédito à palavra, reflete o descontrole com o nosso
Mundo Interior.
Então oro pela
Utopia,
De se conquistar a
liberdade interior, no seio de nossa própria individualidade.O sentimento de paz e de amor ao próximo,
A partir do nosso mundo Interior.
Oro por um
sentimento mais nobre, mais solidário em cada consciência.
Uma realidade mais
justa, e, sobretudo mais Humano para as Gerações Futuras.
Acredito em minha
palavra, tanto quanto creio em meu sentimento.
Penso, que devemos
semear o que puder Crescer e dar frutos: não o contrário.Nossas potencialidades de paz e solidariedade devem florescer e dar frutos: não o contrário.
Então oro em
silêncio
Choro em silêncio –
tenho consciência de que para muitos, um Ideal não passa de Utopia.E assim tem sido...
Oro por um mundo melhor.
Claudio Pierre
Meu comentário => "Se a palavra não for mais importante que o silêncio, melhor calar"...
Provérbio sufi // "De todos os animais, o Homem é o único que se falsifica"... Nelson Rodrigues.
A essência sagrada da palavra tem sido constantemente violada - por dissimulações e artifício diversos... Nesse contexto de maneira geral "as pessoas" (sempre esse "personagem") descreem da palavra e deixam de exercer seu senso de análise e julgamento sobre a "palavra que engana" e a palavra que liberta... Aquela que brota do sentimento, e aquela que "dissimula" visando unicamente o "podre poder" - Assim, colocam tudo em um mesmo saco.
Orar por um mundo melhor é fazer o possível para que a palavra expresse o sentimento do coração.
segunda-feira, 19 de março de 2012
MEDITAÇÃO
M E D I T A Ç Ã O
Quanto tempo em mim perdi...
Quantas feridas trago comigo...
Se eu pudesse
calar,
Silenciar a
revolta,Se eu pudessse rebuscar todas as coisas bonitas que deixei o curso do tempo levar...
Se eu pudesse
encontrar um novo sentido de Vida
Na pureza da
Meditação,No sentido nobre de me Amar.
Me deixar embalar
na Paz do Silêncio,
Compreender de meu
corpo frágil – um simples instrumento de minha Alma.
Compreender a
passagem por essa Vida, e por esse corpo
Como transitória-
pois a Viagem prosseguirá...Sobretudo, tentar honrar essa existência, enquanto nesta Viagem.
E assim em cada
Meditação,
Onde o produto
final é um sentimento além da Dor e do Prazer: da Alegria e da Tristeza,Renascer em mim o meu real caminho.
E saberei por certo, algum dia,
Serenar minhas angústias,
Cuidar de minhas feridas.
Buscar minhas próprias respostas,
Na fonte de uma Energia Superior. PAZ.
Claudio Pierre
Meu comentário => Estou escrevendo um livro atualmente chamado => Diálogos com a Consciência / Discursos de um Plebeu, nele utiizo uma figuração onde expresso que nesta Sociedade da forma como está estruturada => Povo e Política (que na verdade denomino "politicagem"), representam duas linhas paralelas que jamais se tocarão... Da mesma forma, considero que Meditação e Sociedade no formato vigente sejam conceitos que expressam esse mesmo paralelismo. ..
Isto porque a Mente está no controle, e considero que ela não tenha a capacidade de penetrar nessa dimensão tão subjetiva da Meditação, sem o devido equilíbrio com o Ser e o Sentir.
Por isso, muitos simplesmente "desconhecem" a Meditação em seu cotidiano, e alguns até tentam incorporá-la simplesmente de forma retórica, enquanto poucos se dipõem a uma Unificação de Corpo & Alma com esse Espaço Atemporal.
domingo, 18 de março de 2012
O RELÓGIO HUMANO
O RELÓGIO HUMANO
- Corramos!
O Relógio humano
tem muita pressa...
Não o deixemos atrasar demais...- Rápido!
Não espere demais – o relógio humano não
pode atrasar...
Não atrase demais – o relógio humano não
pode esperar...Corramos – Rápido!!
E o “tempo”, simplesmente passa.
Claudio Pierre
=> Poesia do Registro MOSTRAGEM
Comentário do autor:
O Relógio Humano e o Tempo...
Existe uma diferença imensa quando permitimos que exista uma divisão da Unidade...
Não sei bem se essa confusão começou de fora para dentro ou vice versa; mas o fato é que por vezes somos programados a uma aceleração considerada até normal, sob o ponto de vista exterior, porém, decididamente antinatural para o nosso ritmo subjetivo de Seres Humanos.
A ansiedade então assume por vezes a direção de nosso Caminho, e deixamos entre outras coisas de auto regular nosso "Tempo Interior" tão precioso.
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