Páginas

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

LIBERDADE MENTAL

É verdadeiramente livre aquele que se sente assim, age e pensa como tal. Os "Cadernos do Cárcere" foram escritos por Gramsci na prisão e hoje são uma bússola segura para muitos pesquisadores sociais e políticos. A saga de "Dom Quixote" também foi escrita por Miguel de Cervantes, em grande parte, na prisão.  Apesar de estarem fisicamente presos, gozavam de maior liberdade mental que muitos que se consideram livres.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

CONSCIÊNCIA

O que procuro expressar é um pouco daquilo que
minha Alma suspira...

Minha miséria existencial caminha lado a lado com
minha paz relativa...

No fundo, tenho a ilusão de fazer sempre o melhor.

                       Claudio Pierre

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

FRAGMENTOS

Eu sonhara com a mulher ideal,
Traçara planos de uma família feliz e saudável...
Não percebia que era um mero sopro - um fragmento de vida sujeito às tortuosas linhas
do tempo humano.

Precisei então, transpor o portal além dos sonhos e expectativas, compreender os
mistérios da vida e da alma dentro dos meus limites...

Aprender a me conformar com minhas próprias fraquezas e misérias - um profundo
mergulho além da superfície que ilude a profundidade da consciência do Ser.

Foi nesse instante, que vislumbrei o quanto somos fragmentos de um infinito lago de
energia...

Nesse presente compreendi o que representa estar acima da compreensão - corrente sem
começo e fim.

Algo como o Caminho me deu uma dimensão limitada de uma luz que se tornara
visível, na medida em que meu olhar não se detivesse apenas no que os olhos podem
alcançar.

   Claudio Pierre
(Do registro Fragmentos)

meu comentário => O modelo "ideal" não é nada mais do que uma ficção da mente programada pela
Sociedade. Nenhuma "programação" pode substituir o subjetivo caminho presente que temos a cumprir... Evocando a sabedoria milenar temos a expressão: "Transformar veneno em mel"; ou seja,
superar possíveis contrariedades ao longo de nossa jornada com a firme determinação de concretizar a realidade possível de nossos mais singelos sonhos de humanidade.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

MENSAGEM

Liberdade é uma palavra bonita
Porém, o pássaro não entende de liberdade ao voar.

Assim, a palavra é uma codificação humana para aquilo que já existe

E às vezes o Ser Humano em sua codificações, perde a essência do Ser e do Sentir.

Sem as asas; talvez não seja possível elevar a Alma para além da palavra.

   Claudio Pierre

(do Registro de Poesias Fragmentos)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

LENDA SUFI => A MÚSICA

"A música do universo é o pano de fundo de um pequeno retrato a que chamamos de música. Nosso entendimento do que seja música, nossa atração por ela, demonstra que existe música no fundo de
nosso ser. A música se encontra por trás do trabalho do universo inteiro. Ela não é, apenas o maior objetivo da vida, mas a vida em si. Hafiz, o grande e maravilhoso poeta Sufi da Pérsia, afirma: "muitos dizem que a vida entrou no corpo humano pelo auxílio da música, mas a verdade é que a vida em si mesma já é música". Que coisa terá feito com que ele dissesse tal coisa? Ele se referia a uma lenda que existe no Oriente, segundo a qual Deus fez uma estátua de barro à Sua própria imagem e pediu que a alma entrasse nela. A alma, no entanto, negou-se a ficar aprisionada, pois sua natureza consistia em voar livremente, sem qualquer limitação ou barreira de qualquer sorte à sua capacidade. Deus, então, pediu aos anjos que tocassem sua música. Os anjos tocaram-na e a alma atingiu um estado de êxtase e, nesse estado entrou no corpo. E afirma-se que Hafiz também disse; "As pessoas dizem que a alma, ouvindo aquela canção, entrou no corpo, mas, na realidade, a alma já era, em si, a própria canção."."
                  Do livro => Música // Autor: Sufi Inayat Khan

Meu comentário => O trecho acima reproduz a íntegra de um dos pensamentos contidos neste profundo livro, e faz parte de um conjunto dos poucos livros que tenho, os quais julgo ter tido acesso  por puro magnetismo; ou seja, acredito que sempre existe a possibilidade de nos "conectarmos" aquilo que necessitamos em nosso particular fluir...

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

A UNIDADE DA VIDA III (em fragmentos)

Em função da nossa Condição Humana limitada é praticamente impossível estarmos imunes a
Maia - Ilusão...

Ocorrem então "níveis de ilusão", conforme a nossa capacidade de consciência...
......

Nesse contexto, a Propaganda e o Marketing assumem um relevante papel, no sentido de:
criar, projetar, alimentar a ilusão sobre o irreal...

Por isso esses profissionais são tão bem pagos pelos Politiqueiros por exemplo, que geralmente
são "transformados" em "personagens perfeitos" através de uma "maquiagem" que realça o que
"as pessoas gostariam de ouvir" e não necessariamente o que corresponderia a realidade.
........

Vivemos nas grandes cidades, tão pressionados pela "ilusão do Ter sobre o Ser" que constato
o quanto negligenciamos e desvalorizamos algo tão revolucionário como a palavra realmente
sentida e as ações de Amor pela vida...

Socialmente "as pessoas" estão mais interessadas em "se dar bem" - perseguindo a "sugestão
de conforto a qualquer custo" - mesmo a custa da preservação do equilíbrio entre a qualidade
dos nossos Centros: Ser, Sentir e Pensar => Palavra, Sentimento e Ação.

.......

O que se denomina socialmente cultura é na verdade um movimento orquestrado pela visão
ilusória do que seja "entretenimento" - diga-se de passagem refletida na programação das
emissoras de TV; bem como na predominância de um formato único de Arte oferecido as
massas  => decididamente Cultura é coisa muito mais séria e profunda, a começar pela contínua
formação do Agente da Arte em seu ofício sagrado...

Com raras excessões grandes platéias se agrupam em torno de uma atividade, simplesmente para
cumprirem um rito social, e saem da atividade com a mesma noção que chegaram - ou seja,
"qualquer coisa serve" desde que tenha os ingredientes => pressa, barulho, muito movimento e
principalmente "descompromisso" com consciência.

Considero que esse processo reflete algo como uma "ilha da fantasia", onde somos estimulados
sob o pretexto de "aliviar a realidade" - ao tipo de entretenimento descrito acima, perdendo a
noção de que justamente essa divisão da Unidade gera uma Sociedade que cultua as "celebridades"
produzidas pela ilusão da propaganda e marketing; e, sobretudo "atrofia" nossos cérebros sobre
o desenvolvimento de nosso potencial de humanidade.

Escrevo dessa forma porque antes de ser Músico, Compositor, Poeta, Escritor e Místico, busco
exercer essa qualidade de avaliação/atuação ao meu redor - e, particularmente constato uma
grande indiferença da "sociedade" para manifestações que expressam leveza e profundidade refletindo a essência de nossa natureza humana, em função da ilusão proveniente
dos argumentos que descrevi acima.

Por isso ressalto novamente o pensamento em que iniciei esse artigo:

Em função da nossa Condição Humana limitada é praticamente impossível estarmos imunes a
Maia - Ilusão...
Ocorrem então "níveis de ilusão", conforme a nossa capacidade de consciência.

sábado, 6 de outubro de 2012

CÉU (T´ien)

A noite, o dia,
A brancura das nuvens - O Azul,
As Estrelas, o Sol

Todas as manifestações que induzem ao Infinito
Transcorrem sob o espelho do Céu.

O céu é então a porta dos mistérios, do além da terra...

Mas, para refletir tão fielmente as manifestações:
O Brilho, a Escuridão
O Azul, a Brancura
É preciso a pureza, a candura.

É necessário o sentido da verdade,
A razão da justiça,
O som do silêncio.

Alma de Lua se reflete sob o céu estrelado:
Na magia das noites, na anuência do Céu.

   Claudio Pierre

     (do livro de Poesias Caminho(s))

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

“De mensalão e futebol, todo brasileiro entende um pouco”

JUIZ LADRÃO!
(ou: “De mensalão e futebol, todo brasileiro entende um pouco”)

                 Da analogia com o futebol, paixão nacional, aprendemos que juiz que apita pra um lado só é ladrão. O juiz pode até ter time – vários árbitros famosos do nosso futebol tinham ‘time de coração’ – mas não pode demonstrar isso em campo e nem apitar de acordo com tal critério. Nos jogos em que o juiz-torcedor é escalado, o time pelo qual torce não poderia estar em campo e vice-versa, mas quando isso acontece, um dever sagrado dos narradores do jogo seria o de fiscalizar a atuação do juiz para garantir não haver favorecimento indevido ou penalização injusta.
                 A analogia com o futebol não pára aí: juízes têm que ter um comportamento exemplar e não devem ficar se explicando para a imprensa ou para quem quer que seja: a súmula é onde justificam e registram seus atos. Se algum jogador desobedece ou desafia, leva cartão – até os técnicos de ambos os times podem ser expulsos de campo. Árbitros devem ser soberanos e firmes na hora de arbitrar. No máximo, podem levar umas laranjadas da torcida e ter que sair de campo escoltados, ou serem xingados, mas não podem e nem devem ouvir os comentaristas durante o jogo e nem apitar para satisfazê-los e nem aceitar intimidações. Quando erram, há um tribunal acima deles para decidir controvérsias, pois apesar de gozarem de autonomia e autoridade em campo, não são infalíveis e nem intocáveis.
                No campo jurídico, as coisas mudam um pouco de figura. Apesar das analogias existentes e esperadas, Supremas Cortes parecem sofrer e aceitar pressões dos meios de comunicação, mostrando-se às vezes menos independentes que meros árbitros de futebol. Ao contrário de alguns árbitros de futebol ‘peitudos’, chegam a curvar-se à gritaria e à torcida de um dos lados, a que grita mais alto sempre. Se curvam até à pressão dentro de campo, às vezes, mudando de posição na hora. Quando erram, lá no ‘tapetão do STF’, só se pode recorrer a uma corte fora do país, a CIDH (Corte Internacional de Direitos Humanos), a cuja jurisprudência nosso país se vincula por tratados em questões envolvendo tais direitos, dentre os quais figura o de julgamento justo e imparcial e de ser considerado inocente até trânsito em julgado. Foi para lá que os aposentados que tiveram que continuar contribuindo para a previdência, apesar de estarem aposentados e já terem contribuído toda a vida para isso, tiveram que apelar, estando no aguardo de uma decisão saneadora.
                    Já que o julgamento do mensalão virou um mero jogo de torcidas, fartamente apresentado em manchetes e horário nobre, à semelhança dos certames futebolísticos principais, e uma vez que já tivemos vários juízes considerados ‘ladrões’ no futebol, acusados durante um bom tempo até de receber acertos para arbitrar a favor ou contra determinados times, ficaria a tentação de acusar os outros, do STF, de igual prática. Não o farei aqui, mas reservo-me o direito de mudar meu entendimento, como dizem alguns magistrados, já que chegam a julgar de modo diverso causas idênticas e a adiantar penas antes do fim do julgamento, o que, como se sabe, é totalmente irregular e ilegal.
                     Se o esquema do ‘mensalão’ sempre existiu (compra de partidos, é o que dizem eles), já que seu operador já ‘operava’ desde longa data para vários outros partidos, sempre com grande sucesso (rolo compressor de FHC, por exemplo), como é que só agora ‘descobrem’ e imputam a culpa do referido e suposto esquema ao partido que chega? Sim, se a corrupção já estava instaurada como norma de funcionamento político, como dar cartão vermelho a um só partido e seus eventuais aliados e acusá-lo de iniciar aquele sistema? Voltando à rica analogia com o futebol, se a porrada já comia solta dentro de campo desde o começo da partida, ou durante todo o campeonato, como pôr a culpa da violência e do anti-futebol em um time ou em um jogador apenas? Excelências, isso é roubalheira, marmelada!!! (O mais curioso é que os mesmos que agora os aplaudem ardentemente, até data bem recente os chamavam de ‘filhos da p ...!’ – condição à qual com certeza voltarão naturalmente, assim que passar esse campeonato).

Flávio Prieto

POESIA

Poesia a gente inventa
Como aquilo que brota e não tem nome
No silêncio despontando...

Poesia a gente tenta,
Com os olhos fechados
E o coração aberto
Sem a expectativa da palavra.

É sonho, é rio voltando
Suas águas - Imensidão Azul!!!
Misto de Emoções: dores e alegrias,
Venturas e desenganos...

A Poesia já existia antes da Razão
E a Liberdade a gente inventa.

     Claudio Pierre
(Do registro de Poesias Fragmentos)

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

VISÃO DO CONCRETO

Por que será que "as pessoas"
Se dão tão pouco?
Não trocam nem carinho nem afeto.

Mergulhadas em seus medos,
Produzidos pela ilusão social
Que distancia o Ser do real
Seres marcados pela obsessiva visão do concreto.

Descrentes do sentimento,
Da Oração pela Palavra.
Da possibilidade do silêncio interior abrir portal para a Unidade,
além das aparentes barreiras de nossas crenças e convicções.

Sei da resposta - Sinto
No fundo aceito.

   Claudio Pierre (do livro de Poesias Caminho(s)

=> meu comentário


O Tempo passa... e com ele nossas Vidas adicionam variadas experiências...
Estou pensando atualmente (aliás busco seguir essa direção) em como efetivamente podemos evoluir internamente perante essas "exigências plantadas" em nosso(s)caminho(s), particularmente nas "grandes cidades" que criam oposição entre conceitos como: Trabalho x Ideal; Máscaras Sociais x O Ser Real; Premeditação x Sentimento; O Pensar x O Sentir x O Ser; A Idéia de Conforto x A Sensação da Simplicidade; A Politicagem x A Política; O "Jogo da Vida" x A Qualidade de Nossa(s) Vida(s) em Jogo; O Ter x O Ser.
A "pressão" é muito grande... Não se trata de ensinar algo que já está em nosso interior => a capacidade de Amar; porém, de maneira geral, sob a "sugestão das pessoas" simplesmente "pulamos" algumas páginas do nosso básico livro interior de humanidade.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

UM PÁSSARO EM PLENO VÔO

Goza a euforia do vôo do anjo perdido em ti
Não indagues se nossa estrada, tempo e vento desabam no abismo
Se temes que teu mistério seja uma noite, enche-a de estrelas.

Conserva a ilusão que teu vôo te leva sempre para o mais alto
No deslumbramento da ascensão

Se pressentires que amanhã estarás mudo
Esgota, como um pássaro, as canções que tem na garganta

Canta!
Canta para conservar uma ilusão de festa e de vitória
Talvez as canções adormeçam as feras que esperam devorar o pássaro.

Desde que nasceste
Não és mais do que um vôo no tempo...

Rumo ao céu?
Que importa a rota
Vai e canta enquanto resistirem as asas.
                                 
                                            Menotti Del Picchia

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A SIMPLICIDADE DA POESIA

Acordo - abro a janela
Vejo um Arco íris com suas cores de vida,
Dando mais vida a vida da minha vida...

- Saio de casa num embalo, chupando bala...
Revejo o arco íris - dou um pulo para pegá-lo:
- E, caio numa poça d´água.

                      (Autor um menino de 12 anos) 

///

A outra lição  
                          Zuleica Reis

A palavra bola
pulou tanto
que quebrou a vidraça da sala de aula.

O professor disse:
- Menino, palavra não é brinquedo.
Daqui para frente seja mais disciplinado.

O menino
guardou a palavra bola no caderno de caligrafia
e aprendeu que Poesia é um brinquedo perigoso.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

FALTA DE JÚBILO


Dentro de mim pulsa
mas cá de dentro não vejo
exatamente
o que deveria ver.
Minha alegria é tímida,
- demais para o momento –
as lágrimas me caem
por não saber
o que fazer
com esta mágica obscura
que me enche
mas eu nada de transbordar.
Fica sempre faltando um pouco.
Pergunto a Deus
o que se passa.
Inútil.
Cega,
não enxergo os sinais Dele.
A vida dentro da vida...
(será demais pra mim?)
Não sei.
O júbilo cerca o sorriso
de quem me olha
e mal sei o motivo.

(Fabiana Esteves)

terça-feira, 4 de setembro de 2012

As Estrelas da Noite do Poeta

Criei duas composições com Letra (algo raro) que remetem ao tema "Estrelas".
Mas, decidi desmembrar as letras das músicas como é minha tradição.
Abaixo estou escrevendo as respectivas letras:

Estrelas da Noite

Não sei esse brilho
Representa algo mais
- Esse brilho essa imensa Luz!

Mesmo as luzes da cidade
Tão atormentadas
Que maravilham e deslumbram Homens...

Tal qual os Homens,
Que se esquecem de volverem
Suas raízes a essa pressa louca de viver.

Não sei esse brilho
Representa algo mais
- Esse brilho essa imensa Luz!

Esse brilho tão puro,
Tão real e verdadeiro
Tão distante,
Isolado por nós.

Estrelas da Noite
Tragam sua Luz até os Homens
Estrelas da Noite
Sejam Imaculadas,
Sejam Infinitas!

////

Estou paralisado em meio aos blocos de concreto,
E uma  densa fumaça se esvai pelo ar
Uma densa fumaça que mancha o céu
- Como posso ver as Estrelas...

Sufocado em meio a "multidão de aflitos"
Que segue apressada: seus passos e consciências
Automatizados na ânsia de multiplicar - se esquecem de Amar...

Triste sociedade uma herança de aflitos,
Onde está a razão?


   Claudio Pierre (alma de lua)

Poeta também é Cidadão

Tenho recebido postagens que retratam a "politicagem" que caracteriza cada período eleitoral
personificada pelos candidatos...

A questão fundamental está na "estrutura da representatividade", da qual o eleitor não participa
efetivamente.
Nesse contexto, somos convocados a "exercer a nossa cidadania", meramente votando, enquanto
que com raríssimas excessões, o "corporativismo" de: partidos políticos, sindicatos, etc...
"legalmente" preservam a estrutura viciada baseada em poder econômico e "politicagem".

De forma que entra ano e sai ano - os "personagens" invariavelmente até mudam, mas a
"estrutura" não sofre alteração, ou seja, "politicagem" continua sendo confundida com Política.

Particularmente, hoje conscientemete não voto até que me seja dado o direito cidadão de
participar realmente da vida política do meu País, sem a sensação de ser um excluído pelo
Poder Político Oficial.

sábado, 1 de setembro de 2012

Comentário

Meu caro leitor,
Seguindo a minha proposição de valorizar e acentuar nossa capacidade de efetivamente elevar o nível de Humanidade; quero fazer uma breve observação sobre essa sugestão que consta no Blog após cada postagem...
Lógicamente, considero a espontaneidade como fundamento de tudo; mas, creio que esse espaço,
está sendo pouco utilizado pelo leitor...
Afinal, o comentário equivale a um certo diálogo entre as partes e é uma forma de "ecoar" o pensamento...
Produzi certa vez um Registro que denominei "Cartas sem Resposta", justamente na época em que escrevia diversas cartas para pessoas do meu trabalho quando era bancário.

De fato com esse comentário, estou justamente caracterizando a linha do meu pensamento ao longo desse Blog.

Portanto, não se trata de "forçar a barra"; mas, estimular a troca, caso seja uma manifestação natural do amigo leitor.
Com afeto,
Claudio Pierre   

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

SEQUESTRO

Para onde me foram levadas
as cores que sempre amei
ou que podia amar
ou até repudiar
se me desse na telha
tu me sequestraste as cores
e poucas escolhas
ficaram no fundo do armário
que teimou em colecionar
peças proibidas
guardou nas gavetas
um fundo falso
onde pus as minhas peças
arcoirescas
bruscas
chegantes
elas ficaram lá
não descolori
de todo
ficou aquele suéter
do tempo do ronca
quando roncar era bonito
e música de sono tranqüilo
meus barulhos hoje
são outros
fazem silêncio no corpo
e meio que exaustos
resolveram juntar-se à minha
indumentária
condenada
pelo esquadrão da moda
e pelo amor que eu pensei
ser meu
mas era de
outra
que eu nunca fui
mas que de quinze anos pra cá
me persegue no espelho.

Fabiana Esteves

ACERCA


Ele disse que vinha voando.
Mas há tempos
eu pus
grades
redes
telas
nas janelas.
Ele disse que me inspira.
Mas há tempos
eu pus
ponto final
nos versos.
Só me restam frases feitas.
Ele disse que pulava da pedra
mais alta.
Mas há tempos
eu pus
camas infláveis
imensas.
Ele disse que pulava o muro.
Mas lá fora
há cercas
eletrificadas
alarmes
sensores de presença...
Ele disse que vinha me acordar.
Mas há tempos
não durmo.
Não há mais
como
fechar os olhos.
Ele então mudou os planos.
Nada disse.
E eu há tempos
não ouvia
o silêncio.
Pouco pude fazer.
Ele disse que vinha me beijar.
Como se proteger
de uma canção?

 (Fabiana Esteves)
(28/01/2012 – ouvindo “Soprano”)

Para Reflexão

A Globalização proclama que nesses "Novos Tempos Modernos" para que estejamos de
fato ligados ao mundo, basta que fiquemos "antenados" de preferência 24h a rede, de
modo que uma mensagem postada/trocada seja por um: Site, Twiter, Facebook ou Blog,
por exemplo, crie a ficção de que somos "celebridades" (esse conceito me dá arrepios...).

Assim, enfim temos a ilusão de que nossa mensagem está conectada ao mundo, como se
entre bilhões de habitantes, fosse possível realmente a pretensão dessa exclusividade.

Mesmo os entitulados grandes artistas, sejam eles impulsionados pela mídia predominande
de hoje; seja pelo seu exclusivo talento em sua respectiva área - sempre estarão restritos a
determinado horizonte de visibilidade... Isto porque, existe um traço de nossa essência humana
que corresponde a uma certa "solidão" um certo "anonimato" da nossa limitada natureza humana.

De modo que "Os Tempos Modernos da Globalização" mascaram a essência, muitas vezes
deliberadamente para faturar sobre esse conceito tão vazio...  

É necessário portanto ter noção de nossas limitações bem como, de preferência, atuarmos da
maneira mais criativa possível em nossos passos.  

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

IMAGENS / MIRAGENS

A ilusão me vende Imagens...
- Não quero me interiorizar.

Esqueço os problemas assistindo mil vezes o mesmo programa de TV...

O blá-blá-blá me faz "Alegre"
- Não quero me interiorizar.

Esqueço os problemas sorrindo mil vezes o mesmo sorriso,
Conversando mil vezes a mesma conversa,
Vivendo 99% exteriormente: nas esquinas, nos bares, na cama...

O que é profundo não me agrada
- Não quero me interiorizar.

Não preciso do profundo,  vivendo 99% exteriormente - tudo é maravilha,
tudo é tão mais fácil.

Não há nada a temer, tudo está a meu favor, vivo intensamente o meu tempo.

Até quando?

Bicho Homem.
                            
                Claudio Pierre (do livro de Poesias Caminho(s))

=> Meu comentário - "O moderno"... Chega a ser patético o fundamento que sustenta a
pouca profundidade nas relações sociais. Nesse pacto as "massas" aceitam simplesmente
um determinado padrão: seja televisivo; seja imposto na propaganda que vende a cerveja
e o consumo desenfreado; seja na indústria do entretenimento do oba oba; seja na linguagem
"codificada" das páginas sociais, onde prevalece muitas vezes o conceito frase vazia "empty
statements"- na troca de comentários monissilábicos: - Gostei ou não gostei... // É bom ou mau...
 // Amei ou odiei // e o famoso rsrsrsrs.../// ou seja, é evitado qualquer comentário um pouco mais profundo, pois no "mundo moderno" - ler e quiçá refletir sobre uma mensagem mais longa equivale
a "perder" tempo...

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

ORION

A primeira namorada, tão alta
Que o beijo não alcançava,
O pescoço não alcançava,
Nem mesmo a voz a alcançava
Eram quilômetros de silêncio.

Luzia na janela do sobradão.

                                Carlos Drummond de Andrade 


Meu comentário = > A sofisticação da Poesia está na pureza de sua expressão... Drummond não escreveu pensando em ser um Grande Poeta; simplesmente, ele acreditou na manifestação da
pureza de suas experiências cotidianas...

Em muitas das Rodas de Poesia que participei, verifiquei que muitos se consideram "diminuídos"
recitando suas Poesias em "comparação" a um Grande Poeta como Drummond. Rebato essa idéia
considerando que toda a experiência poética tenha um que de pureza - basta acreditar realmente nessa
possibilidade.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

PARA REFLEXÃO

"Numa peregrinação a cada passo, você está se aproximando de Deus.
E a cada passo que dê em direção a ele, são dados dez passos dele em
direção à você.
Quando a estrada termina, e o objetivo é cumprido,
O peregrino sente que viajou apenas de si para si mesmo...
E o Deus que encontramos estava o tempo todo dentro de nós,
Ao redor de nós, conosco e ao nosso lado". 
                                                 
                                 Satya Say Baba

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

PAIXÃO

Vem enquanto meus braços estão abertos,
Vem enquanto meu corpo se encontra morno
Pouse em mim,
Repouse em mim.

Levante seus olhos e veja o quanto é terno o meu pedido,
Apalpe com ternura, o ar entre os seus dedos
- Vem comigo,
Vamos cuidar de proteger o arco-íris.

Contemplemos o sol e o céu, e à noite
Respiremos com as estrelas.
Vamos fundir tempo e espaço,
Ultrapassar montanhas...

Permita que eu toque em sua alma sem fazê-la escrava,
Permita que eu relembre das torturas porque passei e passo...
Sim! A vida  me ensina a sofrer e amar por você.

Vem enquanto é possível,
Vem enquanto formos um só.

Mas, antes quero que saibas...
A vida traz consigo o enigma indecifrável do Surpreendente.

     Claudio Pierre
(do registro de Poesias - Mostragem)

sábado, 4 de agosto de 2012

DELÍRIO

Eu quero voltar a sentir na pele o gozo perdido
A sensação que me complemente e me faça mergulhar em um único
corpo, numa única direção.

Quero sentir a paixão febril ao meu corpo ardente de calor,
Na emoção de um Abraço, no contato de nossos sexos
- sem preconceitos, sem hipocrisias...

Estou delirando porque perdi esse encantamento, essa predisposição
apaixonada.
E todos nós perdemos um pouco desta Magia,
Na medida em que o Relógio Humano nos existe o compromisso que
aprisiona.

Estou em Maia porque meu olhar carente busca a cumplicidade
perdida ao meu redor - sem direção.

O ser é escravo de sua natureza errante e de seu olhar...

Escravos somos de nossa própria Condição Humana.

    Claudio Pierre
(do livro de Poesias Caminho(s))

meu comentário => Em uma de minhas poesias escrevo: "Solidão- fada singela, liberta a Imensidão de Estrelas aflitas por encontrarem a Luz"...

Assim como em uma de minhas composições instrumentais - Mistérios da Criação.

Considero que uma das funções da Arte seja justamente vasculhar os enigmas de nossa escravidão;
bem como, revelar esse contexto com relação a nossa condição humana...

Aquele que busca somente palavras, não pode compreender a extensão de um pensamento / sentimento que brota na Poesia.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

YIN YANG

Dois mundos - corpos ardentes.
Vidas que vibram na luta diária,
E que encerram um caminho de suor...

Como seria bom se a recompensa de uma jornada intensa,
Fosse um mergulho - sem medo, ilusões ou fantasias - na pequena
morte do Orgasmo.
Na fusão Yin Yang.

Sem julgamentos, sem pensamentos, sem destino
Ausência de temores e receios
Ausência de Identidade.

   Claudio Pierre

Do livro de Poesias Caminho(s)

=> meu comentário => o sexo, a sexualidade, o ato de amor... como me parece complexo entender
a naturalidade dessa prática em um ciclo tão marcado por artificialidades e premeditações mentais.
Contudo, sei que existe algo milagroso como o verdadeiro encontro de dois mundos à despeito dessa
"zorra total" que envolve algo tão sutil como: sexo, sexualidade e o ato de amor.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

ALMA DE LUA

Tenho um ritmo lento...
Às vezes sol, às vezes lua
- Tenho um ritmo de chuva de vento.

Meu raciocínio é calmo,
e nem sempre chega no instante em que me pressionam:
- Como posso falar sobre o que ainda nem pensei?!?

Meu vento é brando
É brisa de final de tarde de sol,
Minha chuva é miúda
Quase não molha...

Alma de Lua

  Claudio Pierre

terça-feira, 10 de julho de 2012

A UNIDADE DA VIDA II

Por mais que a ilusão do Ter congele corações infantis,
O SER é a condição mais pura e ingênua do Amor.

Portanto, a Essência se revela no milagre contido na pureza daquele que nasce e ao longo do seu
subjetivo tempo vai traçando o seu caminhar... Como naquele que deixa esse plano após cumprir
sua Sina, dentro dos limites de sua consciência de SER HUMANO.

Meu Comentário: A referência é mundial - basta ser terráqueo...
Venho dedicando a maior parte da minha existência focado nessa proposição.
Como a questão não é somente palavra (blá-blá-blá...) e meramente posição acadêmica ou de
posses materiais, encontro geralmente grande dificuldade de diálogo e conexão, pois nesse
contexto sou "considerado" como um cidadão inferior que não é levado a sério em sua
proposição de elevar o nível de Humanidade ao seu redor.

Por isso desde que iniciei efetivamente o meu Projeto Holístico - na maior parte dos contatos
que fiz ou tentei fazer com o público: produtores, organismos oficiais de cultura, escolas,
universidades e "as pessoas" - massa - o destino desse Projeto foi a lata do lixo, principalmente
porque em um primeiro momento a linguagem que utilizo não se traduz em receita imediata; bem como não obedece a padrões e formatos estabelecidos por um determinado "marketing cultural".

De modo geral esse é o contexto predominante "socialmente" onde a Unidade é dividida pela
"programação" de que o TER seja a ÚNICA realidade - e essa direção leva a pouca profundidade:
excesso de barulho, pornomarketing, competição desenfreada, politicagem e desumanidade do
nosso lado mais singelo que é o SER.

O que me deixa mais "injuriado" é que esse Poder institucionalizado (Políticos/politiqueiros de plantão => "as pessoas" - a massa); se utilize em um primeiro momento da mesma retórica de
Harmonia e Equilíbrio da Unidade do SER.

Falam de mudança e transformação da boca para fora - de fora para dentro...

Por certo desconhecem o segredo da Unidade da Vida => o SER é a real essência do TER, não
ao contrário.

É inútil tentar sensibilizar alguém que não tenha a devida consciência dessa condição.

Por outro lado, não posso deixar de exercer meu ofício independentemente de reconhecimento ou
não, portanto vou continuar sobrevivendo com a pureza e ingenuidade do meu Amor.

É simples assim!!!

Claudio Pierre de França

quarta-feira, 4 de julho de 2012

PENSAMENTO

"Não há despertar de consciências sem dor.
As pessoas farão de tudo, chegando aos limites do absurdo para evitar
enfrentar a sua própria alma.
Ninquém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por
tornas consciente a escuridão."

                                       Carl Jung


Meu comentário: Essa é a distinção entre "as pessoas" - o movimento da multidão em
você, e da essência subjetiva de cada SER.
Portanto, o desafio do Ser é justamente transcender a dor pela consciência da
Unidade entre: Palavra, Sentimento e Ação.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Sou uma mulher de três histórias, todas sem fim.



A minha história na alfabetização começou por acaso quando, na faculdade, encantei-me com os textos da Emilia Ferreiro. E mais tarde, trabalhando de maneira bem diferente do que se fazia usualmente nas escolas, com o despertar da leitura e escrita dos meus alunos da prefeitura do Rio de Janeiro. Evoluiu quando compartilhei meus saberes na formação de professores alfabetizadores na SME  e continua hoje, na escola, como orientadora pedagógica. No entanto, ela não tem fim porque um pouco de tudo que vivo, construo, aprendo e sinto, como é compartilhado, seja bom ou ruim, ou parte do caminho, fica, de um jeito ou de outro, naquele que comigo somou em existência.
A minha história na literatura começou quando minha mãe e professora na época, instituiu o “Caderno de criatividade” no lugar das aulas de redação e comecei a achar que poderia escrever. Alimentou-se nos encontros mensais do extinto Poexistência e hoje continua nas publicações ocasionais para novos autores e nos cinco blogs que alimento. Já não escolho escrever, sou escrava da palavra. No entanto, ela também não tem fim porque os livros mudam de lugar, as palavras lidas ou ouvidas permanecem em algum canto da memória, os sites correm mundo e as gavetas se abrem ainda que voltemos ao pó. Escrever é buscar a imortalidade.
A minha história na maternidade começou num desejo imenso de ser muitas. O desejo tanto cresceu que se multiplicou em dose dupla. Hoje ela continua nos primeiros sorrisos, palavras, beijos, danças e gracinhas das minhas en-cantáveis meninas. E alimenta as outras duas histórias. No entanto, ela também não tem fim porque escrevemos todos os dias, a oito mãos, uma página. Páginas de um livro – a gosto de eterno - onde de tudo fica um pouco, onde fica um pedaço de mim, ou melhor, dois pedaços, cada um em seus diferentes contornos, mas sempre pedaços de mim.

terça-feira, 26 de junho de 2012

"O ABORRECENTE"

Temos por hábito repetir "conceitos sociais", sem a devida reflexão sobre sua real extensão...

Costumamos assim, classificar a fase de adolescência, como uma fase problemática e complicada
de se lidar; porém esquecemos que a principal causa de tudo tem origem na desajustada organiza-
ção que está institucionalizada em nossa vida "adulta"...

Assim, geralmente consideramos natural que nossos filhos cresçam sob nossa proteção e cuidado,
que de tão extremado não permite que independentemente da sexualidade tarefas que seriam como
um ajuste para o exercício da cooperação, como por exemplo - auxiliar nas tarefas domésticas, por
meio de uma graduação progressiva de participação nas atividades.

Como então cobrar que eles valorizem e reconheçam o trabalho doméstico, se não são levados a
percepção de que uma cama arrumada e asseada, reflete um sentido de zelo e cuidado básico com a
saúde de um Ser?!?

E então, um pouco mais à frente na própria adolescência, muitas vezes nossos filhos convivendo
com os desregramentos de uma vida adulta - fumaça, bebida, falta de tempo dos pais para com os
filhos...

Como impor regras de conduta aquela criança que não teve exemplos saudáveis dos próprios pais?!?!?

E quanto aquelas festas de arromba de adolescentes maiores - bebedeiras, chegada de madrugada,
descompromisso com respeito a si mesmo principalmente - Tudo isso amparado pelo pornomarketing
reinante - quanto mais fedor melhor, quanto menos consciência melhor - afinal o que representa a
zorra de uma boate, com suas luzes entorpecentes de fumaça, álcool e drogas...

Os pais por vezes acham "natural" que o intitulado "jovem" tenha mesmo que se divertir -
"curtir a vida" - nas noitadas - isto para a Sociedade alienada é acobertado como uma passagem
normal da vida...

Como então ter a coragem de denominar o Adolescente de Aborrecente, se a direção adulta é um
constante mau exemplo?!?!?

Assim, em um ambiente de mentiras, falsidades, corrupção. jogo de interesses que se apresenta para
aquele que está em formação - como esperar que este Ser se expresse, a não ser pela opção que a
pressão social de uma existência na maiora das vezes hipócrita se apresenta!?!?!
O adolescente de hoje será um adulto aborrescente de amanhã...

Felizmente, existe em cada um de nós o poder do exercício de auto consciência, embora possamos
não acreditar em sua possibilidade sempre concreta ao nosso alcance.

Não se trata, de estabelecer uma conduta uniforme e robótica (que na verdade é a que prevalece na
maioria das vezes à nível externo - que bem retrata a "sociedade atual"). Não há regras de conduta de procecimento, porém existe uma bandeira comum, um objetivoa a atingir que é o do Amor em suas
múltiplas variantes: Amor aos Pais, Amor a Vida, Amor ao Caminho - Amor a Cosciência.

Certamente daí se origina um Adulto mais feliz, e uma criança e adolescente mais preparada para a
transformação que dá alegria e compreensão ao processo dessa existência, onde relativamente perdemos bem mais do que ganhamos, mas onde podemos lograr uma felicidade relativa dentro de um nível bem mais evolutivo do que o atual.

    Claudio Pierre
(do Registro METRALHA)

=> Meu comentário, esse texto foi escrito por volta de 1998 e foi dedicado ao meu filho, ao seu amigo e a uma amiguinha da mesma idade na mesma faixa de transição.

Cosidero todo o conjunto de Metralha  um tanto polêmico em boa parte de seus textos, naquele momento particular, essa foi a intenção.

sábado, 23 de junho de 2012

ORAÇÃO PELA ORAÇÃO

Nesses tempos de Globalização e Tecnologia a mente humana que deveria ser a síntese da
essência da vida, passa a ser como um mero chip de uma engrenagem que só concebe o
avanço e progresso em uma única direção...

Assim, algo que deveria ser tão subjetivo como o caminhar, passa a ter uma diretriz do programa
focado no sempre mais...

Acúmulo de informação não significa efetivo conhecimento, e, por essa razão essa programação
do acúmulo indiscriminado de títulos não leva a nada, senão a dispersão mental, que como um
computador armazena e processa.

No entanto, essa não e uma função da mente humana - as máquinas é que foram criadas com
essa finalidade.

Por isso nessa oração conclamo a um estado de quietude mental que retorne a essência - a
nossa identidade original, onde o conhecimento do que realmente necessitamos para  uma
felicidade relativa, se sobreponha a informação - e esse processo é atemporal.

Deixemos que as máquinas trabalhem em paz, e saibamos preservar nossa humanidade
pela prática do Amor e dedicação aos nossos valores internos.

        Claudio Pierre
    (do Registro Oração)

meu comentário => Grande parte "das pessoas" vive (ou tenta viver), praticamente "conectada" ao que se conceitua tecnologia: por celulares, internet 24h, e correlatos. Direcionadas pela "adoração" ao Deus Dinheiro, buscam a todo custo acumular cada vez mais, para "reproduzir em suas vidas" os modelos de felicidade e poder "das pessoas" que aparecem na mídia exibindo suas posses materiais.
Esse padrão certamente muitos tentam, mas poucos conseguem...

Se por um lado "as pessoas" acham ou são programadas a julgar que esse padrão é realmente importante. Do lado do Ser, fica bem clara a "programação" de um sistema que não leva em conta a subjetividade do ser humano; mas sim a diretriz que programa para o TER.

Porque será que o mundo em que vivemos é tão repleto de contradições, violência e misérias?
Porque será que uma conferência como a Rio + 20 não conseguiu efetivamente uma proposta para equilibrar esse planeta de forma mais humana?

Essa resposta na verdade se encontra na raiz da essência de cada Ser - cabe no entanto, ter a coragem de atuar com Unidade Interior, desenvolvendo sobretudo algo como a nossa real personalidade.

*Este é um desabafo para o qual também tenho uma resposta.
  

sexta-feira, 22 de junho de 2012

FRAGMENTOS

O peso das horas sobre nossos caminhos...
A linha do Tempo traçando os contornos dos traços imperfeitos de nossa humanidade...

Por mais que desconheçamos e nos afastemos do Vazio que nos conecta com a Unidade
- nossas ações e atitudes serão: uma ponte, um caminho - uma ligação atemporal com
algo transcendente de nossa limitada Origem terrena.

Somos então, fragmentos de um Universo pulsante e mágico; onde nossa vida transcorre
tal qual a fragrância de uma flor que se desprende de sua transitória forma ao vendaval
da tempestade, mas que se renova ao retornar ao solo - transmutando-se em nova forma
ao prenúncio da calmaria, ao primeiro raio de Luz...

          Claudio Pierre
    (do Registro Fragmentos)

=> meu comentário - A linha do nosso tempo, se constitui no Milagre que chamamos de Vida.

   *    "A folha caindo
            Agora é borboleta
               Voando até a flor
                  Onde se transforma em pétala"
                                                                   *  (Poesia do livro - O Dragão com Asas
                                     de Borboleta e outras histórias Zen-Taoístas)

domingo, 17 de junho de 2012

QUANTO VALE A SUA HORA?

Um menino, de voz tímida e olhos cheios de admiração, pergunta ao pai quando este retorna do trabalho:
- Pai, quanto o senhor ganha por hora?
O pai, num gesto severo responde:
- Meu filho, isto nem a sua mãe sabe. Por isso, não me amole, estou cansado!!!
Mas o filho insiste:
- Mas papai, por favor, diga, quanto o senhor ganha por hora?
A reação do pai foi menos severa e ele respondeu:
- Três reais por hora.
- Então, papai, o senhor poderia me emprestar um real?
O pai, cheio de ira e tratando o filho com brutalidade, respondeu:
- Então essa era a razão de querer saber quanto eu ganho? Vá dormir e não me encha mais o saco!

Já era noite, quando o pai, por algum momento raro, começou a pensar no que havia acontecido com o filho e sentiu-se culpado. Talvez, quem sabe: o filho precisasse comprar algo...
Querendo aliviar sua consciência, foi até o quarto do menino e, em voz baixa, perguntou:
- Filho, está dormindo?
-Não papai! - O garoto respondeu sonolento e choroso.
-Olha, aqui está o dinheiro que me pediu: um real.
- Muito obrigado, papai!
Levantando-se rapidamente e retirando mais dois reais de uma caixinha que estava sob a cama, disse:
- Agora já completei, papai! Tenho três reais. Poderia me vender uma hora do seu tempo?

        Nota:  Recebi esse texto da Internet por volta de 1990 - não sei quem foi o autor

Meu comentário: A questão é => em que medida o sentimento do coração pode intermediar a forte pressão social que "nos programa" para que tudo ao nosso redor se reduza unicamente a uma questão de compra e venda. Pressão essa que de modo geral induz o Ser a perder a sua Condição de Humanidade.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

PRECE

Não julgue os momentos da vida
Fanal de infinitos caminhos.

O Infinito é um sentimento inefável
Que irrompe com as Sendas do tempo.

Não espere da vida um novo começo,
Sem que antes rebrilhe à Aurora
Sem que antes liberte seu mundo
Do imenso fantasma que existe em você.

Não acredite demais nessa razão aflita,
Compreenda da vida o surpreendente.
Não se esqueça: O que quer que lhe aconteça, a vida lhe assiste -
calada.

Abrace serenamente o novo começo
Não se deixe enganar pela fugacidade.
Corre manso e manso vá menino
- Corre em busca da verdade!

      Claudio Pierre (do livro de Poesias Caminho(s))

meu comentário => A experiência milagrosa da vida, pode nos reservar "algo" de surpreendente à respeito do ciclo de nosso tempo subjetivo...
No entanto, ao que parece, esta sociedade direcionada para a sugestão =>"as pessoas", só reconhece aquela "aprendizagem que vem de fora para dentro" - o Ter sobre o Ser.

Esse detalhe na verdade não faz nenhuma diferença para quem consegue se libertar pela meditação dos fantasmas interiores... Não se trata portanto de apenas "ler sobre..." criando a diferenciação entre eu e o outro; mas sim, SER o próprio processo.

Certa vez em uma atividade que realizei uma pessoa comentou: - É bom estar com vocês, pois estando acompanhada posso me soltar e meditar tranquila / despreocupada...

Portanto, a meditação, não é algo que possa ser dividido / condicionado / separado da realidade - quem reconhece de fato o processo, faz da meditação um ato como o da própria respiração.