Páginas

quinta-feira, 11 de abril de 2013

VIAGEM



À noite sem iluminação artificial,
Olhamos à frente – nada vemos.
Porém, no céu, incontáveis estrelas, e a lua – iluminam o que está acima de nós...

De dia podemos visualizar a terra, com suas formas e cores.
No alto as estrelas sumiram, mas da mesma forma percebemos as formas das nuvens e os tons do céu...

Essa viagem é constante neste nosso plano físico...
Ela descreve uma simplicidade  - e a simplicidade sempre traduz algo subjetivo, para além das cores e formas visíveis.

Assim é nosso caminho – uma viagem multicolorida aos horizontes de um espaço que permitimos vislumbrar dentro de nossos limites sensíveis.

                        Claudio Pierre
(Do Registro FRAGMENTOS)

Meu comentário => O que seria subjetivo para além das cores e formas visíveis que nossos sentidos conseguem abarcar?!? 

//"Somos todos visitantes deste tempo, deste lugar. Estamos só de passagem. O nosso objetivo é observar, crescer, amar... E depois vamos para casa..."
Provérbio Aborígene //

Nessa dinâmica aflita exterior onde aceitando sua "sugestão" reclamamos geralmente pela tal "falta de tempo" desfocamos do nosso objetivo sempre presente (Observar, Crescer e Amar) - desconsiderando assim a  nossa responsabilidade relativa sobre a consciência de nossa  condição de "viajantes" aqui e agora...



sábado, 6 de abril de 2013

É UMA BRISA LEVE

É uma brisa leve
Que o ar um momento teve
E que passa sem ter
Quase por tudo ser.
Quem amo não existe.
Vivo indeciso e triste.
Quem quis ser já me esquece
Quem sou não me conhece.


E em meio disto o aroma
Que a brisa traz me assoma
Um momento à consciência
Como uma confidência.
 

                             Fernando Pessoa

quinta-feira, 4 de abril de 2013

UM PENSAMENTO

"Amigos amigos, negócios à parte"... "Tempo é dinheiro"...; e, por fim "Afinal temos de levar vantagem em tudo, certo"... //// Expressões como estas, que na "perspectiva materialista desse plano" exercem um poder de sugestão tão marcante na vida "das pessoas" (não dos seres), na verdade respondem pelo empobrecimento de nossa humanidade.
                     Claudio Pierre

sábado, 30 de março de 2013

MINHA ORAÇÃO



A minha prece é diária – produto da intenção de vibrar intensamente o que meu intimo professa.

Não tenho nenhum compromisso com o que é dito como “impossível” por essa realidade que agoniza que persegue alucinada na garimpagem de um tesouro falso – que não temos como levar para outras dimensões...

A corrida do ouro é a reafirmação daquilo que perdemos de mais humano a cada dia.

Quando entendermos a razão pela qual viemos a este plano, deixaremos de ser tão miseravelmente apegados em excesso aquilo que só leva a conjugação do verbo Ter...

Mas é claro que a prece que não é desse mundo já transmitiu ao espírito:
- É exatamente esse um dos motivos pelos quais estamos no exato momento presente – ora buscando ser um instrumento, ora almejando aquilo que não podemos Ser, mas, que podemos aparentemente Ter.
  
Essa é a minha Oração Presente!!!

                                       
                                        Claudio Pierre

(Do Registro ORAÇÃO)

quarta-feira, 27 de março de 2013

A Pálida Luz da Manhã de Inverno

A pálida luz da manhã de inverno,
O cais e a razão
Não dão mais 'sperança, nem menos 'sperança sequer,
Ao meu coração.

O que tem que ser
Será, quer eu queira que seja ou que não.

No rumor do cais, no bulício do rio
Na rua a acordar
Não há mais sossego, nem menos sossego sequer,
Para o meu 'sperar.

O que tem que não ser
Algures será, se o pensei; tudo mais é sonhar.

FERNANDO PESSOA

quarta-feira, 20 de março de 2013

BRASIL - O POVO E OS GOVERNANTES




DISCURSOS DE UM PLEBEU 

1º Discurso

O Povo e os Politicos e Governantes...

Existe uma distância fenomenal ao longo das Eras, entre esses atores e o Povo; cada qual seguindo uma reta paralela, que no modelo de Poder estabelecido, nunca se encontrarão...

Embora de maneira geral, os Governantes e os Políticos caracterizem o seu discurso direcionado a basicamente dois aspectos: 1º - Ser próximo do eleitor, como um “parente”; 2º - Se credenciar como “o único” qualificado para resolver os problemas que afligem o povo.

No entanto, na prática, a única relação direta entre ambos e o povo é a necessidade do voto, pois as dinâmicas de vida são totalmente diferentes, basicamente porque o Poder é excludente, pois pressupõe vantagens e privilégios dos Governantes e Políticos sobre a massa; ou seja, o próprio Povo.

Surge imediatamente a palavra Política, que têm sua origem em - Governo do Povo, pelo Povo e para o Povo.

Na realidade a utilização pratica desse termo se constitui em uma falácia, pois impera na prática a “politicagem”, que conceituo justamente como – ter privilégios, e fazer parte de uma “elite” que detém Poder.

Qualquer político tradicional se sentiria extremamente “ofendido” por essa declaração; no entanto, o povo bem entende o que quero dizer. E é natural, pois a população tem sofrido na pele, todos os descasos de “políticas desastradas”.

É muito fácil constatar que os que exercem a Politicagem usufruem um sistema de benefícios totalmente diferente daqueles “oferecido” ao povo.

Assim, quando do alto dos palanques aqueles que se intitulam “políticos” proferem as 04 palavras mágicas, que não podem faltar em seus discursos, os Serviços Públicos: Saúde, Educação, Segurança e Transporte. Decididamente, a qualidade desses mesmos serviços efetivamente não é a mesma para a classe política e os seus familiares, e para o povão; ou seja, o privilégio me parece um expediente da Politicagem.

De modo que enfatizo novamente o questionamento:
– Será que se os Políticos Governantes e seus familiares utilizassem os Serviços Públicos, oferecidos a População, a qualidade desses Serviços seria tão baixa??!!

É muita demagogia, um cidadão aparecer na mídia, sensibilizado com a miséria, se nunca em sua vida, esteve envolvido com ela, direta ou indiretamente; ou mesmo, quando empossado em um determinado cargo político, venha a se servir de determinados privilégios, regalias que o seu cargo conduz.

Não quero expressar que o Político tenha de viver na miséria; mas, quero dizer que a resolução dos problemas do Povo, não pode representar uma divisão entre duas realidades totalmente diferentes – de um lado o Povo, oprimido; do outro lado o Político / Governantes, com sua soberba e vantagens estipuladas pela própria classe Política e Cargos Executivos. Ex.: Imunidade Parlamentar, Aposentadorias, Decisão sobre o próprio salário.

.NOTA – Imagine se por acaso houvesse algum tipo de atraso no salário desses personagens. No dia seguinte eles estariam em cadeia nacional bradando sobre a Inconstitucionalidade de nossa Carta Magna; no entanto, eles não se manifestam dessa forma quando o artigo abaixo que consta na Constituição é totalmente violado:

“CAPÍTULO II - DOS DIREITOS SOCIAIS
IV - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;”

Esse Teatro é antigo. Geralmente a classe politiqueira vê muitas “dificuldades” em modificar as distorções do Poder; que eles mesmos legislam; porém, na realidade a simplicidade, nunca foi um caminho tão complexo assim. Por exemplo, nas eleições poderia haver um plebiscito onde o próprio povo decidiria se é a favor, por exemplo, da Imunidade Parlamentar; bem como dos inúmeros artifícios que os nossos legisladores criaram para, por exemplo, não serem presos por desvios de verbas públicas bem como devolverem aos cofres públicos os recursos desviados...
 
Esse é um exercício simples e possível da Política, já que somos considerados pelos políticos em épocas de eleição, como os “chefes da nação”.   

De imediato surge uma questão muito pouco aprofundada, justamente porque não interessa aos que detém um “certo poder”, desde Diretor de Sindicatos, até Síndico de Condomínio –
- O que seria a representatividade? 
Nos discursos posteriores, também abordarei a outra face da moeda. O Povo que é de certa forma indolente e co-responsável pela sua própria alienação.  

Claudio Pierre (extraído do registro Discursos de um Plebeu e Diálogos Consciência).

=> Meu comentário - Existe uma coisa que esse Poder instituicionalizado faz muito bem - Blindagem.
O povo não é bobo, reconhece exatamente os problemas, mas como transpor essa blindagem na qual os Politiqueiros de plantão se escondem...
Governantes e Políticos honestos essa deveria ser a regra não a excessão.

terça-feira, 12 de março de 2013

UM INSTRUMENTO - O MÚSICO - A MUSICISTA



E um longo caminho... Até chegar ao público, e quiçá encontrar o ouvinte que se deixe magnetizar pela limitação do seu inebriamento musical.

Bem antes desse suposto contato entre a Música e o Ouvinte – gostaria de render um tributo àqueles que se dedicaram e  se dedicam ao estudo da Arte; bem como, aos que se dedicam com afinco ao ofício de tocar um ou vários instrumentos musicais  – dia após dia.

Esta nobre jornada requer uma dimensão de consciência diferenciada, pois no contínuo exercitar buscando a criação de uma arquitetura sonora pessoal, se faz necessário certa limitação aos castelos de areia de um mundo essencialmente intitulado como “real”.

Tenho a impressão de que a grande mensagem que o músico expressa nunca será devidamente traduzida pela palavra, ou por qualquer outra manifestação, senão por esse som que chega aos meus (nossos) ouvidos, e que abre um portal para além desse mundo material. 

                     Claudio Pierre
(Do Registro - Para os Músicos)

Meu comentário => Numa perspectiva tão superficial que caracteriza esse tipo de Sociedade que "tem pressa" (de ter, de pensar, de ganhar dinheiro e de viver...)... Grande parte das pessoas não consegue captar o "Espírito da Coisa" - pois a Música pode ser uma tremenda manifestação de expressão de sentimentos, caso estejamos com os nossos "canais" devidamente receptivos para tal.

Venho dedicando grande parte da minha vida buscando dentro de minha limitação criar essa arquitetura sonora pessoal; mesmo que o sentido das "massas" privilegie algo que se opõe a Unidade, pois, Música de qualidade é a mesma coisa que entretenimento.

No entanto, entretenimento, passou a ser sinônimo de: "qualquer coisa serve"- desde que tenha muito movimento e de preferência muito estímulo visual, gritaria e barulho. 

A pouca importância que damos a qualidade do que fazemos, retrata essa sociedade superficial em que vivemos... 

As Tv´s e mídias congêneres só reforçam essa distorção massificando a audiência para esse determinado enfoque de entretenimento.