Páginas

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

FANTOCHE

Basta frequentar Baladas,
Virar noites em claro
Vestir-se conforme a manipulação da indústria que dita “moda”,
Falar determinadas gírias, ostentar uma pretensa rebeldia; e
Sobretudo pré julgar aquilo que “está velho”
Para ser a “expressão da Juventude”!

- Não seja um fantoche –
Você pode bem mais do que isso...


Basta ter A profissão considerada lucrativa $$$
Dinheiro no Banco e na Carteira
Para comprar as tais coisas impossíveis...
Uma casa própria, um carro do ano para ser respeitado e
Bajulado pelo “status” de ter conquistado
- Uma viagem ao país das maravilhas!
Afinal, o ”Ter é a mola da realidade que move o mundo”!

Prá que crer naquilo que se “apresenta como ficção”:
Sensibilidade para o essencial - Amor no Coração e a
Saúde Física e, sobretudo Espiritual.

- Não seja um fantoche –
Você pode bem mais do que isso...


E, quando chegam os inevitáveis problemas e frustrações
Basta acreditar na programação /sugestão do plano exterior
De fora para dentro, pelos meios de comunicação de massa e pela “cultura oficial”:
A receita do entretenimento barato – qualquer coisa serve (qualquer música serve)...  
Mas, o que há de contraditório entre entretenimento e qualidade? 


- Não seja um fantoche –
Você pode bem mais do que isso...

                       Claudio Pierre de França


Meu comentário => Somos programados a acreditar que o movimento/sugestão do plano exterior de fora para dentro; cada vez mais direcionado por valores de mercado, de propaganda e marketing - na prática geralmente voltada para interesse por lucro imediato, sem grandes preocupações com Educação - expresse a única expressão da Realidade.


Esse modelo se baseia justamente na divisão da Unidade; assim, por exemplo, a Música é vista como entretenimento - e eu também considero que seja - contudo, o que tem de contraditório entre entretenimento e qualidade?!?  

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

POEXISTÊNCIA

Os versos que construo e canto. As rimas que nascem em espanto. São emanações do íntimo meu. Mensagens, sentimentos, verdades, Que meu Ser acolheu. Por isso sinto intenso, E sou mais profundo, penso. Glória passageira que se transmuta no mentir. Como a árvore, inconsciente inteira. Busco simplesmente "poexistir". Roberto Woo

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

FLASH 53

Dizem que o Mundo está doente...

O Mundo somos nós e o que fazemos com ele – os valores, palavras e ações que praticamos...

De forma simplória, ao longo da história sempre existiu uma única versão oficial da realidade => As Esferas de Poder - e sob o seu controle e a sua sombra as massas...

Assim, todo o Ser Humano tem necessidades básicas de subsistência; e essa condição é manipulada por essas Esferas de Poder... Quanto mais gananciosa essas Esferas, mais dificultadas às massas a satisfação dessas necessidades básicas, pois o que realmente importa para elas é enriquecer a qualquer custo, mesmo que seja sugando o que não lhe pertence... (“Aos que fazem Política, em causa própria, e sugam além do que lhes pertence.” – Trecho do meu livro Caminho(s)).

Por isso desde o momento em que “fomos descobertos” Vidas Secas no Brasil...

Mas, se o Mundo está doente, certamente essa doença não se limita somente a uma Nação.

A raiz da doença é a direção dos valores, ações e palavras que praticamos: tanto nas Esferas como nas Massas...

Como nesse mundo a propaganda e marketing têm função de manipular e deslumbrar consciências sobre estruturas fictícias de Realidade baseadas em ostentação e ganância; essa doença se multiplica geometricamente sob as luzes de neon...

E o doente não entende que a cura está naquilo que é Atemporal e extra oficial sob um ponto de vista Real de Humanidade:  
Tanto o Poderoso como o Plebeu têm o mesmo direito a condições mínimas de Vida.   

Eu realmente não considero que a "Realidade" tenha de ser obrigatoriamente determinada pelos Podres Poderes e pelo movimento teleguiado das massas... Por isso o meu livre arbítrio diz que: - A Realidade é exatamente aquilo que você faz de melhor de dentro para fora utilizando sua energia criativa. ///Mesmo que essa voz interior soe como pieguice nesse Mundo Doente.///


Sim, se o Mundo está doente, creio que uma Ordem Interior de Humanidade sem Blá Blá Blá e TiTiTi pode ser a cura.

                             Claudio Pierre

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A UNIDADE DA VIDA VI

27 anos, 53 anos... Ou qualquer outra idade – são ciclos que se estendem a partir da experiência milagrosa da existência.

A questão essencial é: - O que fazer, e como fluir ao longo desses ciclos?!?

De modo geral, grande parte da população (sob a sugestão de um modelo exterior)- não acredita na vida Real; pois ao invés de preservar a intuição subjetiva do Ser, têm por diretriz seguir determinada direção em função: “daquilo que as pessoas dizem (ou vão dizer)...”; “daquilo que as pessoas fazem (ou vão fazer)...”; sem questionamentos mais profundos.

Pela divisão da Unidade, somos conscientes até a página 2; e, de acordo com a situação ou conveniência teatralizamos as relações sociais, assumindo diferentes personalidades conforme as circunstâncias e os papéis assumidos socialmente:
- quando somos parte das massas; quando estamos sós; ou em companhia com diferentes grupos de relacionamento.

E a desgraça prática dessa divisão da Unidade está caracterizada na sugestão de um modelo onde é estimulada a capacidade de ganância e ostentação como forma de se assegurar “vantagem de uns sobre os outros”...

É nesse contexto teatral que geralmente são elaborados o conjunto das Leis e Etiquetas Sociais, legitimando certo Status de Poder e privilégios para alguns em diferentes áreas, que na verdade deveriam ser Universais para todos nos aspecto básicos de Humanidade.

Por isso não somente na esfera dos Poderes com suas faraônicas estruturas... Onde muitos personagens se apresentam vestidos de pompa e circunstâncias interpretando um papel fictício com seus intermináveis discursos e debates que sabidamente não levarão a lugar algum... Também, no Teatro Novelesco das Relações Sociais, consciente ou inconscientemente, na medida em que nos negamos a conjugar aprofundadamente o verbo Ser, valorizando o nosso papel principal de Seres Humanos; representamos igualmente o mesmo papel de brincadeirinha, pois falamos sobre mudança em uma ponta do dia e na outra ponta “aceitamos” participar dessa farsa novelesca, contendo em seu enredo:

 => Estruturas dos partidos políticos e da representatividade de maneira geral baseadas em Poder Econômico em detrimento da qualidade de vida para a Sociedade;
=> A dinâmica dessa Roda Vida voltada com a principal preocupação de “ganhar dinheiro” sem o fundamento ético e o compromisso real de evolução da Sociedade em que vivemos.

De maneira que tanto na estrutura de Poder como na estrutura Social => só de brincadeirinha sempre estamos fazendo a tal “mudança e transformação”, que não acontece na prática, pois depende fundamentalmente de Consciência e de Ação Prática da Unidade nesse processo milagroso de ciclos de existência.

A questão essencial é: - O que fazer, e em que valores acreditar?!?

A resposta tem sido dada ao nível da ignorância das massas (que se deixam conduzir); e de tiranos que enriquecem a custa da exploração e miséria do outro => pela valorização dos valores efêmeros e desumanos de ostentação e ganância predominantes neste ciclo, responsáveis por tanta pobreza, violência e desigualdades => TESOURO FALSO considerado como A REALIDADE...

A resposta tem sido dada ao nível do SER => pelas esparsas iniciativas de quem se conecta pela palavra, sentimento e ação com a Chama de Consciência Universal voltada aos valores Divinos da Arte, Educação e Cultura em prol de uma visão de UNIDADE de uma nova ordem mais REAL.

A questão essencial é: - O que fazer, e como fluir ao longo desses ciclos?!?

Esse é o Livre Arbítrio.

                         Claudio Pierre


Meu comentário => "Ou feia ou bonita ninguém acredita na Vida Real"... 
O ninguém são "as pessoas" a Sociedade aflita se intrometendo na sua consciência original. A vida real é exatamente o seu momento presente, na plenitude de seu Livre Arbítrio. 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

CORPO & ALMA DE LUA

Aos meus ouvidos
Tudo é Música
Tudo é Poesia e Sentimento
Expressão de um Movimento
De
Corpo e Alma de Lua

                  Claudio Pierre

=Meu comentário => Essa é uma importante locução com a qual iniciei um dos meus Cd´s
            CORPO & ALMA DE LUA - produção independente e autoral. Violão solo e Poesias
            intercaladas. //  Uma motivação autêntica e profunda pode até não estar no compasso da
            batida frenética do Relógio Humano, mas, considero que tem o poder de ecoar no Curso
            do Atemporal.

domingo, 6 de outubro de 2013

DISCURSOS DE UM PLEBEU / DIÁLOGOS CONSCIÊNCIA

Enquanto a Lei Divina é clara, natural e Universal no coração dos Seres de Boa Vontade;

A Lei dos Homens estabelece critérios de diferenciação e vantagens – se diz Técnica, e num emaranhado de jargões e disposições intermináveis, confundem o entendimento de um simples mortal, e muitas vezes passam a ser manipuladas por agentes do Direito a serviço de tiranos...

Enquanto pelo Natural – Todos são iguais perante a Lei Divina;
Nas Leis Técnicas dos Homens a diferença entre um Habeas Corpus e uma Cela fria para um malfeitor, depende do Status daquele que pode pagar por um bom Advogado...

Seguindo a 1ª => mesmo que me custe a Liberdade, tenho de assumir a Verdade, admitindo quando infrinjo a Lei Divina;

Mas, na ótica da 2ª (dependendo do País em que eu esteja), tenho até o direito de mentir, pois estou amparado pela Lei Técnica, sem que tenha de responder por isso...

Parece que essas tais Leis, seguem mesmo fundamentos contrários, conforme valores que estão em jogo: Lei DivinaNatural e Clara aplicada da mesma forma para todos a serviço da qualidade da Geração e de nossa Humanidade; e, Lei TécnicaModificada conforme os interesses exclusivos de “Poder Econômico e/ou Politiqueiro” do momento...

Se o nível da Lei Divina é elevado, qual o nível de qualidade e exigência da Sociedade para quem elabora as Leis Humanas?!?


Seria possível responder a esse impasse se houvesse o entendimento de que a Unidade está sendo dividida e de que esse Ciclo é um problema a ser constantemente resolvido na Essência de cada Ser Humano; contudo esse movimento é de um simples Plebeu e não de um personagem que geralmente está no Poder pelo que Tem (manipulações marqueteiras, poder econômico, conchavos politiqueiros...); mas sim pelo que realmente É.

                        Claudio Pierre de França

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

BLÁ-BLÁ-BLÁ TI TI TI III

Educação => cálculo prá lá e prá cá; plano prá cá e prá lá...

Se Educação fosse realmente levada a sério os filhos dos Governantes estariam em escolas públicas, bem como os filhos dos professores, e funcionários públicos. 

Havendo coerência sobre a importância de determinadas atividades estratégicas para o crescimento efetivo de uma Nação o salário dos nobres parlamentares (sobre os quais eles mesmos legislam) não poderiam ser tão desproporcionais a tantas e tantas profissões fundamentais para o crescimento de um País.

Quem vale mais um parlamentar ou um professor; um médico ou um parlamentar???!!!

Afinal, que *profissão especial e misteriosa é essa na qual após sua eleição o corporativismo blinda um determinado cidadão a ter de prestar contas sobre a sua atuação e comprovação do seu preparo específico e nível moral desejável no exercício do mandato de representatividade pelo qual foi eleito.  

(*Por falar nisso, porque alguns parlamentares ficam tanto tempo nos seus cargos, acumulando nesse período um patrimônio surreal em comparação com a esmagadora maioria da população que eles teoricamente estariam representando).

* Na Constituição Cidadã, Capítulo II – Dos Direitos Sociais, transcrito abaixo, os nobres parlamentares tão endeusados pela sua elaboração, esqueceram de como princípio fundamental e básico Universalizar esses direitos para TODOS sem REGALIAS, inclusive para eles mesmos. 
  
“CAPÍTULO II - DOS DIREITOS SOCIAIS                               

IV - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;”

VIDAS SECAS - BRASIL

Os Índios em sua simplicidade original preservavam naturalmente a sua origem, respeitando intuitivamente a harmonia de sua Terra, trabalhando duro por ela, cuidando e protegendo-a.

Veio o invasor, ávido pela cobiça e ganância com o único intuito de saquear dessa Terra todas as riquezas possíveis para sustentar a ostentação e status de suas elites fora daqui.

Essa é a trágica lógica do Poder = > levar vantagem sobre o outro, sem respeitar princípios básicos de humanidade como: origem; solidariedade; valorização daquele que realmente trabalha, sem a covardia de enriquecer a custa do esforço de terceiros.

A História registra que esse contexto se sofisticou, mas na essência não se modificou...

Somos ainda sugados de fora para dentro, pelo grande supermercado da globalização – alienando consciências;

Mas, também de dentro do nosso próprio país pelos:

- Srs. Coronéis e congêneres – dominando estruturas de uma comunidade pelo Poder Econômico;

- Srs. Politiqueiros e Governantes – estabelecendo realidades distintas para a maioria do povo e para si, em função do conjunto de privilégios que detém sobre a população em função de sua representatividade.

- Atravessadores em diferentes áreas – aqueles agentes intermediários que direcionam e empresariam sem nenhum compromisso com qualidade e ideologia, visando apenas o lucro fácil e oportunista.

Vivemos então num tipo de Sociedade que não prioriza a Educação, a Cultura e a Dignidade em padrões mínimos para todos – começando é claro pelos personagens acima, e também se estendendo para os valores cultuados pelas classes que poderiam realmente protestar e exigir mudanças, seja pelo voto ou por iniciativa social; mas que preferem garantir certo “Status de superioridade” sobre as outras menos favorecidas, em função de seu poder econômico.  


- É essa ignorância que retrata para mim as Vidas Secas no Brasil.

                              Claudio Pierre de França

domingo, 22 de setembro de 2013

DISCURSOS DE UM PLEBEU

A FARSA DA SOCIEDADE HUMANA E DO CAPITALISMO NO BRASIL

As “autoridades” no Brasil, em seus discursos enfatizam de maneira geral que: 
- “O Brasil tem a sua própria autonomia e independência perante as outras Nações”...

Na prática, entretanto, estamos constantemente repetindo os mesmos equívocos dos Países Capitalistas, com um agravante => Temos muita gente mal intencionada nos representando que na verdade estão há muito tempo ganhando com isso materialmente falando.

A sociedade tem sua relativa parcela de culpa, pois aceita nesse contexto a sugestão capitalista...

Assim, quando os nossos impostos são mal aplicados de maneira geral, nos setores de: Educação, Saúde, Transporte e Habitação, pelo nosso Sistema de representatividade falido e obsoletopermitimos a manutenção dessa subversão, na medida em que galgamos certo “status” dentro desse mesmo Sistema.

Dessa maneira, uma parte da Sociedade Brasileira pode “pagar” por esses serviços na esfera privada, e até contam com essa “facilidade” como forma de estabelecimento de “vantagem” e “ostentação” de uma determinada classe sobre outra.

Ou seja, se pensarmos com um pouco mais de calma – que não é a tônica desse Sistema, verificaremos que nessa condição levantada no parágrafo acima, pagamos duas vezes => 1) Por meio de nossos Impostos que não são aplicados conforme determina a nossa Constituição; e, 2) Pela via particular – no “status capitalista” exercendo assim um certo Poder.

Todas as demais estruturas deterioradas favorecem essa farsa => dos Impostos que pagamos, e pelos quais não recebemos uma contrapartida... Sendo assim, a desordem é freqüentemente realimentada:

Porque será que as Penitenciárias são fábricas de bandidos; e os Institutos de Recuperação de Menores refletem uma estrutura decadente que de maneira geral, devolvem as ruas delinqüentes que voltam aos pequenos e grandes crimes???

Porque será que o Estudo a Educação e a Cultura no Brasil não são devidamente valorizadas e estimuladas universalmente para todos os cidadãos, como forma de construção efetiva de uma Sociedade Livre e Independente, ao invés de termos uma estrutura que sustenta a mediocridade exaltando: conchavos politiqueiros; propaganda mentirosa; bumbum; a indústria do “diploma”; ostentação do Ter sobre o Ser; uma “indústria de entretenimento” que atrofia o cérebro e desafia a inteligência???

Não se resolvem os problemas com mágica (a vida em si já é um problema a ser resolvido constantemente)...

Mas com um mínimo de Competência, Honestidade e Política (aquela descrita no dicionário), seria possível a construção de uma Sociedade mais justa do que esta que vemos em nosso País.   


     Claudio Pierre de França

sábado, 21 de setembro de 2013

PARADOXO III

No Teatro Novelesco das Relações Sociais predomina uma máxima perversa:
 A Propaganda é a Alma do Negócio...

Nesse contexto, o compromisso com a Ética e principalmente com a Verdade é uma questão secundária (sendo até otimista); assim, como molas propulsoras desse cenário têm: 

 => Propagandas Políticas organizadas pelos “poderosos marqueteiros” => que “inventam” um personagem que não existe realmente...

=> Pesquisas de Opinião questionáveis e, sobretudo, manipuladoras que são direcionadas para uma massa que não tem vontade própria e, “Maria vai com as outras”, segue aquele que presumivelmente está “ganhando” – afinal, a massa assim raciocina: - “Gosto daquele, mas fico com este, pois quero “ganhar” também...”.   

Os Governos de modo geral, usam e abusam desse expediente, divulgando nos comerciais das TVs uma excelência nas áreas de Saúde, Educação e Segurança, que simplesmente não existe na prática.

Esses efeitos também estão disseminados na Sociedade Civil em suas diferentes áreas, por meio de comerciais e propagandas enganosas e endeusamento de determinada “personagem” (com licença da má palavra denominada “celebridade”), em nome de um formato de ostentação e demais “sugestões” que no fundo manipulam conceitos como: Juventude, Beleza, Esperteza, em nome de um determinado “produto de mercado”... 

Enfim, o fundamento  que movimenta essa engrenagem é => A Propaganda é a Alma do Negócio...

 Propaganda nesse sentido, nada tem a ver com Alma, mas sim com um negócio de compra e venda. 

Portanto, não adianta o discurso popular e social dentro do Teatro Novelesco das Relações Sociais pela mudança e transformação, se essa estrutura continuar a mesma e de certa forma também “(re)programar” a nossa direção em oposição ao que realmente Somos e Pensamos.

                       
                         Claudio Pierre

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

TRAÇOS DE MIM

À noite, ouço os seus passos...
Busco nos sonhos – os pés descalços,
O Brilho de mim.

Na manhã – Despertar,
Os pés descalços caminham...
Me espelho sobre seus passos,
Caminhamos lado a lado.

Já não se distingue a identidade
Somos descalços,
Somos iguais.

Flutuamos sob nossa crença,
Reluzimos em nosso brilho,
Nos fundimos em um único traço.

Somos o fruto da noite na manhã,
Somos descalços,
Somos iguais.

Singularmente ao tempo rebrilham

-          Os traços de mim.    

                               Claudio Pierre


(Do registro de Poesias => Mostragem)

Meu comentário => Uma Poesia enigmática contém muitos elementos subliminares... Reafirmo o meu fascínio sobre o aparente desmembramento entre a palavra e o 
      colorido da música instrumental, de maneira que o subjetivo sentido contido na 
      Poesia e na Abstração Sonora encontram plena resolução no Ritmo, Espaço e 
      Tempo => elementos singulares da expressão e do sentimento artístico.  

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

CANTO SOLITÁRIO

Esse teatro artificial e novelesco de ostentação e ambição que tanto seduz como modelo de felicidade,
Onde o peso da balança geralmente tende para => o ter sobre os direitos humanos do Ser...
- Decididamente não é o meu canto de vida.      
         
Essa engrenagem movida pelo capital, onde a fantasia se sobrepõe a realidade,
E a propaganda mascara a verdade como fundamento de princípio, meio e fim para obtenção de podres poderes e interesses mesquinhos de cobiça...
- Essa não é a minha canção.

Esse plano onde a desconexão entre o sentimento a palavra e a ação é considerada a coisa mais natural do mundo; e ao mesmo tempo se pergunta com “perplexidade” na Sociedade o motivo de tanto desamor e miséria neste ciclo.
- Essa é de fato a sua canção interior?

E se diz que o mundo real é aquele que não corresponde ao seu Ideal, mas sim que se reproduz do lado exterior como expressão da verdade, sem contestação.

- Eu prefiro crer que a canção interior busca uma resolução que está além desse corpo e dessa matéria.
O canto solitário se harmoniza com corações que crêem na voz interior de humanidade.


                 Claudio Pierre

sábado, 14 de setembro de 2013

ÊTA SISTEMA MAIS "SISTEMÁTICO"

Participar de manifestações populares é importante; mas, não esqueçamos de que grande parte dos "politiqueiros" que estiveram nos grandes comícios de outrora: Diretas Já, Impeachment, etc... Estão hoje, ou estiveram no poder direta ou indiretamente e nada modificaram.

Moral da História:

- Além do "sistema vigente" que permite "maracutaias" (em causa própria), e corrupção, além é claro da "politicagem" => sem a harmonia entre: Palavra, Sentimento e Ação tudo o mais é puro Blá-Blá-Blá... Ti Ti Ti - características desse Teatro Novelesco das Relações Sociais.

                    Claudio Pierre

domingo, 8 de setembro de 2013

QUEM ME REPRESENTA...

Quem me representa...


  1.  É Aquele que exerce sua atividade profissional guiado por um Ideal e pela Ética e não prostitui esses princípios fundamentais em função de “valores de mercado” ou de interesses espúrios;
  2.  É um especialista em sua área específica: seja Humanas ou Exatas – mas que não deixa de preservar em sua origem a Condição de Humanidade;
  3. Não se ilude pela ostentação desse mundo materialista/capitalista onde temos por tendência: perseguir, valorizar e invejar – a acumulação de riquezas, privilégios e poderes, além do que realmente precisamos neste ciclo. 

Assim, na Política tradicional essa ótica de representatividade é violada, pois:

Nesse sistema distorcido, elegemos personagens que se “perpetuam” em cargos legislativos e executivos pelo dito voto cidadão.

Na prática esse modelo eleitoral é sustentado por => Poder econômico; Propaganda enganosa; e, Falsas promessas...

Se essa estrutura fosse minimamente ética e não uma forma de garantir e preservar privilégios => esses personagens teriam vergonha de fazerem dessa função uma Profissão, permanecendo em seus cargos por tantos anos, e ainda legislando sobre os seus próprios vencimentos e regalias de seus cargos representativos.

Dessa forma, na maioria das vezes esses personagens representam a si próprios, pois não preenchem os requisitos acima descritos.

Se essa estrutura fosse minimamente responsável e patriótica cada cargo e função ministerial não seria “loteada” a “certos partidos”; mas sim, facultadas a profissional de carreira e realmente capacitado em sua respectiva área pertinente.

O problema é que esse quadro fictício de representatividade vigente cria um imenso obstáculo para a maior parte do povo aos seus direitos constitucionais de acesso a Educação, Saúde e Cultura.

Simplesmente esse direito de Ser é negado à grande parte da população.

A isso denomino COVARDIA. 



                                        Claudio Pierre de França

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

DOIS POEMAS DE FERNANDO PESSOA

COMO É POR DENTRO OUTRA PESSOA

Como é por dentro outra pessoa
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Como que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.

Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição de qualquer semelhança
No fundo.
                             
                                 Fernando Pessoa
////

COMO NUVENS PELO CÉU

Como nuvens pelo céu
Passam por mim.
Nenhum dos sonhos é meu
Embora eu os sonhe assim.

São coisas no alto que são
Enquanto a vista as conhece,
Depois são sombras que vão
Pelo campo que arrefece.

Símbolos? Sonhos? Quem torna
Meu coração ao que foi?
Que dor de mim me transforma?
Que coisa inútil me dói?

                                    Fernando Pessoa
     ////////

Meu comentário => Nesse plano de existência, marcado por contradições - Céu e Inferno...
A ignorância sobre o sentido de Humanidade em nossas Vidas - pelo desprezo
a Educação e a Cultura refletida pelo "nível" daquilo que é veiculado a população pelos meios
tradicionais de comunicação; convive com O legado da Arte expressando aquilo que é Atemporal
- que decididamente não pode ser dissimulado pelos "interesses premeditados" de um mercado direcionado
basicamente para os conceitos de compra e venda.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

BLÁ-BLÁ-BLÁ TI TI TI... II // (MAIS UM POUCO DE METRALHA...)

De modo geral, dentro do “Teatro Novelesco das Relações Sociais” quando chega o momento efetivo de por a mão na massa; ou seja, colocar em prática pela Ação a fusão da Unidade entre a Teoria e Prática aproximando ao máximo a Palavra do Sentimento e da Ação – surge o tal Blá-Blá-Blá  Ti Ti Ti...

Seja nos afazeres básicos domésticos como: lavar, passar roupa, cozinhar, etc... Ou no  conjunto de práticas relacionadas ao Estudo Sério - em outras palavras, estabelecimento de uma Rotina (que nunca foi sinônimo de castigo; mas, sem dúvida tem muita correspondência com o sentido Esforço e Dificuldade) – somos “seduzidos” ao artifício desse excessivo palavrório e teorização.

Dessa forma, cada qual se utiliza das “racionalizações” pertinentes a cada conveniência para pular algumas páginas do livro de nossa jornada, quando chega o momento de enfrentamento com essa Realidade...

Os politiqueiros também utilizam desse artifício, quando no alto dos palanques, dizem e prometem com palavras bonitas resolverem os problemas de Educação, Saúde e Transporte – contudo, essas promessas se perdem no emaranhado da Politicagem partidária, voltada para outros interesses... E eles, diga-se de passagem, se apóiam no conjunto de Leis – repletas de artigos complexos e inacessíveis a população – para serem beneficiados em causa própria  no Universo do Blá-Blá-Bl-a Ti Ti Ti e justificarem a sua inércia.

No fundo a questão é que existe de fato, grande dificuldade a ser transposta para “diminuirmos” esse efeito de inoperância do Blá-Blá-Blá Ti Ti Ti em nosso dia a dia; principalmente porque a perfeição, simplesmente não é desse Plano. 
Mas, em contrapartida é a busca sincera pela Perfeição que pode melhorar essa nossa Sociedade aflita começando pelo nosso próprio esforço interior.  

                               Claudio Pierre


Meu comentário => A meditação sem Blá-Blá-Blá Ti Ti Ti não tem nada a ver com “desligamento” da Realidade e ausência de Esforço.  É exatamente a Consciência sobre a Unidade que faz com que reconheçamos nossas limitações, sem, contudo, perder a atitude, cultuando o espaço vazio que deve ser preenchido de forma subjetiva na Ação e intenção de nossa Humanidade

Particularmente, não tenho grande trânsito social, pois justamente preservo certo distanciamento com esse Teatro Novelesco das Relações Sociais.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

FRAGMENTOS

Fragmentos no tempo
(delírios de um Mísero Demente...)

A canoa virou...
Por tantas vezes, na linha tênue do sonhador – barquinho de papel – no mar sem fim,

E o tempo passou...
Mas a Alma juvenil, não se deixou levar pela frieza de uma programação fugaz, que dita normas e procedimentos.

A ilha...
O coração da Musa a milhares de milhas da proposta evolutiva de simplesmente trocar sentimentos, e, quem sabe – rebrilhar a Aurora, no encantamento do Encontro.

Travessia complexa...
Essa herança do Místico – mesmo sob intensa pressão, de uma padronização insensível que segue na contramão da comunhão – que gera a competição histérica para com nosso semelhante, em troca de uma ilusão fugaz de um “sucesso artificial” –  ainda no fundo do peito o inabalável compromisso de seguir sempre em frente.

Roda viva...
Tudo o que foi dito e conceituado, não pode substituir a emoção do momento - com todos os seus desdobramentos para cada caminho.

Talvez por isso a existência tenha esse sabor – nem sempre doce, nem sempre amargo... Cujo paladar nem sempre podemos definir no instante presente; cuja fotografia registre somente o flash, nesta nossa pressa louca de viver pelo amanhã.    

Fragmentos no tempo – Registro de um Mísero Demente,
Que sob o signo da lua, delirantemente brinca com seus versos – sem métrica e sem rima, Buscando um sentido que traduza algo além dos limites que a palavra e a severidade dos conceitos impõem aos sentimentos juvenis do coração. 


Alma de Lua  

        Claudio Pierre

(Do Registro - FRAGMENTOS)


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

BLÁ-BLÁ-BLÁ... TI TI TI...

Esse "papo furado" que proclama ser determinada "Lei" legal, mas imoral; bem demonstra o desequilíbrio da Sociedade; logo se constata ser "aceitável" que um cidadão se credencie e fundamentalmente continue cumprindo um mandato de Legislador independente de sua moralidade, principalmente quando fique configurado que o mesmo utiliza o seu mandato em causa própria. // É por isso que eu não meu considero um "Ser Social" nesse sentido, aceitando a Lei como uma "proclamação divina" da qual, na condição de "simples mortais" - temos que cumprir (e engolir) cegamente - sem contestação.

                               Claudio Pierre

Meu comentário =>  Na medida do possível vou tentar postar mensagens e pensamentos que enfoquem sobre esse tal de Blá-Blá-Blá... Ti Ti Ti, que compõem esse Teatro Novelesco das Relações Humanas.  

sábado, 10 de agosto de 2013

DIÁLOGOS CONSCIÊNCIA

Existe uma determinada “zona de profundidade”, que segue em rota contrária a essa engrenagem de hipnose, que nos programa para um enfoque essencialmente exterior; de modo que só quando conseguimos superar as divisões interiores, provenientes desse processo, podemos travar um diálogo no presente com a consciência pura, reunificando as diversidades.

“O Amor não se divide. O Amor nos leva a Deus” – Escrevi esta frase há muitos anos atrás; e tenho plena consciência do que ela representa na minha essência.

Para ilustrar essa tese da programação / divisão mental que ocorre externamente,  exemplifico citando algumas situações  subliminares que ocorrem na dinâmica do mercado de trabalho e em extensão na própria dinâmica da vida social:

- O “chefe” cobra a dedicação extrema do “subordinado”, provocando muitas vezes uma “tensão” injustificada e desnecessária, para em seguida, pedir calma...; ou,

- A “chefia” pede urgência para alguma atividade considerada inadiável para aquele dia, e, surpreendentemente no dia seguinte, quando porventura não conseguimos realizar a tarefa solicitada por absoluta impossibilidade, percebemos que “outras prioridades” se sobrepõem aquela que era considerada inadiável...

Ou seja, por vezes uma absoluta incoerência sobre prioridades e uma excessiva pressão sobre resultados – tudo de “brincadeirinha”...

Quando trabalhei em serviços burocráticos, usei certa vez uma frase que pode até soar como chocante; porém, que tem uma resposta essencial a esta pressão, quando pressionado dizia:- O meu chefe é a minha consciência!!!

O que manifestei com essa frase não representa desleixo ou falta de empenho; pois uma das maiores virtudes do meu desempenho profissional era exatamente a eficiência naquilo que me propunha a fazer.

As situações acima se repetem ao longo de nossa vida social, onde somos violentamente condicionados a lutar pela sobrevivência, numa selva de pedra, marcada por toda sorte de injustiças e desigualdades, assistindo invariavelmente ao desrespeito aos nossos direitos mais básicos, como por exemplo, o das garantias individuais proclamadas em nossa Constituição; e ainda assim sermos compelidos a ter tranqüilidade e cidadania – zelando pela Paz Social proclamada pelos politiqueiros de plantão.. 

Volto a pontuar que não deve existir uma única resposta. No entanto, acredito que todo impulso que demanda de uma ação equilibrada representa a melhor motivação para o melhor resultado.

Essa ação equilibrada depende de um conjunto de valores que estabelecemos do lado interior e não de uma certa “padronização exterior e teatral”. 


Também vale a pena frisar que acredito que toda essa estrutura de alienação se sustenta exatamente por essa dinâmica apressada imposta no movimento social organizado, desde Assembléias de Sindicato, Condomínio, até sessões de Câmaras Legislativas. Amparados por uma estrutura que me parece caótica – excesso de “formalidades regimentais” (atas, etc.) => muita palavra e pouco compromisso com orientação para um ação efetiva =>  Tudo é resolvido num clima muito tenso, muito rápido (ou devagar, conforme a conveniência politiqueira) – isso deve ser bom para aquele que se esconde por trás dessa estrutura, utilizando-a para realçar um falso poder, justamente configurando a personagem do “chefe” da maneira como enfatizei.

                                 Claudio Pierre

(Extraído do Registro => Diálogos Consciência / Discursos de um Plebeu).

domingo, 4 de agosto de 2013

DIÁLOGOS CONSCIÊNCIA

Sim; o sistema globalizado, os governos, os governantes, a sociedade, agonizam. Porém, não podem “contaminar” algo que tem raiz na simplicidade original, na essência que está contida em cada consciência.

Essa essência subjetiva brota do movimento natural, que requer muito esforço, contínuo aprimoramento, e que fundamentalmente, percebe essa nossa Condição Humana, como frágil. Que encerra a compreensão de que fazemos parte de um Ciclo; estando naturalmente sujeitos ao movimento de que não podemos “ganhar sempre”, indicando que precisamos entender que as perdas fazem parte do movimento da vida onde nas dificuldades formamos nosso caráter. 

Não tenho a ilusão de crer que vibrações semelhantes as minhas tenham o poder de modificar humanamente o mundo. Considero por minha formação simpática ao Taoísmo, que esse tipo de evolução não existe nesse ciclo.

Ceio que seja, sobretudo uma questão de escolha – quanto maior a ilusão do Poder que desnivela e conduz a competição e a idéia de não perder; menor a consciência sobre a humanidade contida em nosso interior.

Quanto mais nos deixemos “programar” e “hipnotizar” pelo frenético movimento de uma comunicação essencialmente voltada para o apelo do ter sobre o ser, tudo o mais repetirá uma tendência de um mercado de compra e venda.

- Quem quer dinheiro?!? Sob esse slogan se construiu um Império.

Essa é a “lógica” que nos tem programado no nível de massa a crer que existe apenas um modelo, a ponto de popularmente serem corriqueiras expressões como:

- “Amigo é dinheiro no bolso!!!
- “Sou profissional, trabalho aonde pagam mais...”.

Ou seja, quem não está dentro dessa programação está fora – à margem do “Social”.

E a sensibilidade???
Como encontrar nas atividades cotidianas esse precioso espaço subjetivo e imprescindível para o exercício da humanidade, se grande parte das consciências têm sido anestesiadas pela pressão do competir sempre para ter que girar essa Roda / Sânsara...

A nossa mente se sobrecarrega além da conta, e passa a exercer total supremacia sobre o nosso Ser e o nosso Sentir; de forma que o movimento das massas é toda premeditação, na lógica: - O que ganharei em troca?!!

Como artista, venho observando esse diferencial, até entre os próprios artistas (que também são seres)...

O espaço da sensibilidade está sendo contaminado pela mera lógica do mercado, do relógio, da pressa do dia a dia.

Existem dois conceitos que deveriam representar a mesma coisa – Ação e Atividade; porém, cada vez mais estão expressando essa enorme distância entre a sensibilidade e a sua ausência.

ð Atividade – passa a ser a grande válvula de escape, que a nossa mente perspicaz utiliza para que “maquiemos” nossa alienação sub humana, criando com isso a ilusão de uma pretensa Humanidade. Socialmente, precisamos de uma frenética atividade, caracterizada pelas inúmeras “ocupações diárias”, que levam a extrema competitividade, que geram os apelos ao consumo desenfreado...
      Criamos assim a expressão => “O tempo voa”- dessa forma, sem perceber estamos “atrofiando” nossa capacidade subjetiva de frear e desacelerar a programação de um Relógio Humano, imposta pela nossa própria mente - que não corresponde exatamente a realidade plena; e adentrar na consciência do Tempo real que simplesmente passa... 

ð Ação é sutil, seria uma atividade que “brota” do interior (do sentimento) – requer para isso um espaço interior subjetivo que não está condicionado ao comando “exclusivo da mente”.
A ação surge da interação entre o Ser, Sentir e o Pensar – decididamente, ela não poder ser “programada”/”imposta” de “fora” para “dentro”. Sua sede é o coração e o sentimento em harmonia com a razão.
Por isso ela não é “mecânica”, “Social”, “convencional”.

Ao que parece – conceitos e palavras – tem o incrível poder de hipnotizar consciências que se deixam “programar” – esse é o efeito sobre as massas.

A partir daí, se estabelecem critérios sobre o que seria ou não realidade.

Assim, para exemplificar alguns aspectos, na hipnose coletiva das massas, existe um determinado conceito que está diretamente ligado à base daquilo que considero uma das principais habilidades do Ser Humano que seria buscar a realidade do  sonho possível, que sofre com a “programação” que incute a oposição entre: Esse conceito proclama Trabalho x Ideal – levando ao entendimento de que todo o processo que leve ao ideal, nem sempre isento de luta, representa uma ilusão; e que a realidade determina o caminho mais curto – exercer uma atividade ao longo de toda uma vida em troca de dinheiro, muitas vezes sem nenhum laço emocional com essa atividade – comparado à prostituição. 

Ou seja, quem entra nesse circuito, corre o risco de ficar aprisionado nesta cadeia exercendo parcialmente seu potencial criativo, pois o seu Ideal de vida não encontrará espaço nessa “realidade”, que o levará sempre a essa racionalização => trabalho x prazer.

Mesmo aquele que consegue êxito em sua busca pelo ideal, corre o risco de que em nome da tal “independência financeira” – venha a trilhar situações de vida que nada acrescentem ao seu movimento integral e subjetivo de Humanidade; ou seja, na ótica exclusiva do conceito e da palavra ele fará qualquer coisa com o objetivo de ganhar mais dinheiro – viverá em função disso. 

 A essência do problema não está ligada como se poderia supor ao dinheiro.
O dinheiro passa a ser somente uma manifestação de uma “válvula de escape” para por meio de um apelo contumaz de um ímpeto frenético de compra e venda compensar o nosso descontrole em frear, desacelerar a programação acelerada que herdamos de uma sociedade automatizada e globalizada, que conclama para uma única direção.

Existe, portanto, certa relação com o Poder, no sentido de competição, de levar vantagem sobre “o outro”; que no fundo revela justamente um desencontro com nossa essência interior.


Em suma, falta o devido diálogo com a consciência pura que habita em nosso interior, e que absolutamente não está relacionada com um padrão de linguagem que possa ser “manipulado” exclusivamente pela mente, com suas racionalizações e artimanhas “socialmente lógicas” do Ter sobre o Ser. 

                          Claudio Pierre

(Do Registro Diálogos Consciência / Discursos de um Plebeu)