Dois mundos - corpos ardentes.
Vidas que vibram na luta diária,
E que encerram um caminho de suor...
Como seria bom se a recompensa de uma jornada intensa,
Fosse um mergulho - sem medo, ilusões ou fantasias - na pequena
morte do Orgasmo.
Na fusão Yin Yang.
Sem julgamentos, sem pensamentos, sem destino
Ausência de temores e receios
Ausência de Identidade.
Claudio Pierre
Do livro de Poesias Caminho(s)
=> meu comentário => o sexo, a sexualidade, o ato de amor... como me parece complexo entender
a naturalidade dessa prática em um ciclo tão marcado por artificialidades e premeditações mentais.
Contudo, sei que existe algo milagroso como o verdadeiro encontro de dois mundos à despeito dessa
"zorra total" que envolve algo tão sutil como: sexo, sexualidade e o ato de amor.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
ALMA DE LUA
Tenho um ritmo lento...
Às vezes sol, às vezes lua
- Tenho um ritmo de chuva de vento.
Meu raciocínio é calmo,
e nem sempre chega no instante em que me pressionam:
- Como posso falar sobre o que ainda nem pensei?!?
Meu vento é brando
É brisa de final de tarde de sol,
Minha chuva é miúda
Quase não molha...
Alma de Lua
Claudio Pierre
Às vezes sol, às vezes lua
- Tenho um ritmo de chuva de vento.
Meu raciocínio é calmo,
e nem sempre chega no instante em que me pressionam:
- Como posso falar sobre o que ainda nem pensei?!?
Meu vento é brando
É brisa de final de tarde de sol,
Minha chuva é miúda
Quase não molha...
Alma de Lua
Claudio Pierre
terça-feira, 10 de julho de 2012
A UNIDADE DA VIDA II
Por mais que a ilusão do Ter congele corações infantis,
O SER é a condição mais pura e ingênua do Amor.
Portanto, a Essência se revela no milagre contido na pureza daquele que nasce e ao longo do seu
subjetivo tempo vai traçando o seu caminhar... Como naquele que deixa esse plano após cumprir
sua Sina, dentro dos limites de sua consciência de SER HUMANO.
Meu Comentário: A referência é mundial - basta ser terráqueo...
Venho dedicando a maior parte da minha existência focado nessa proposição.
Como a questão não é somente palavra (blá-blá-blá...) e meramente posição acadêmica ou de
posses materiais, encontro geralmente grande dificuldade de diálogo e conexão, pois nesse
contexto sou "considerado" como um cidadão inferior que não é levado a sério em sua
proposição de elevar o nível de Humanidade ao seu redor.
Por isso desde que iniciei efetivamente o meu Projeto Holístico - na maior parte dos contatos
que fiz ou tentei fazer com o público: produtores, organismos oficiais de cultura, escolas,
universidades e "as pessoas" - massa - o destino desse Projeto foi a lata do lixo, principalmente
porque em um primeiro momento a linguagem que utilizo não se traduz em receita imediata; bem como não obedece a padrões e formatos estabelecidos por um determinado "marketing cultural".
De modo geral esse é o contexto predominante "socialmente" onde a Unidade é dividida pela
"programação" de que o TER seja a ÚNICA realidade - e essa direção leva a pouca profundidade:
excesso de barulho, pornomarketing, competição desenfreada, politicagem e desumanidade do
nosso lado mais singelo que é o SER.
O que me deixa mais "injuriado" é que esse Poder institucionalizado (Políticos/politiqueiros de plantão => "as pessoas" - a massa); se utilize em um primeiro momento da mesma retórica de
Harmonia e Equilíbrio da Unidade do SER.
Falam de mudança e transformação da boca para fora - de fora para dentro...
Por certo desconhecem o segredo da Unidade da Vida => o SER é a real essência do TER, não
ao contrário.
É inútil tentar sensibilizar alguém que não tenha a devida consciência dessa condição.
Por outro lado, não posso deixar de exercer meu ofício independentemente de reconhecimento ou
não, portanto vou continuar sobrevivendo com a pureza e ingenuidade do meu Amor.
É simples assim!!!
Claudio Pierre de França
O SER é a condição mais pura e ingênua do Amor.
Portanto, a Essência se revela no milagre contido na pureza daquele que nasce e ao longo do seu
subjetivo tempo vai traçando o seu caminhar... Como naquele que deixa esse plano após cumprir
sua Sina, dentro dos limites de sua consciência de SER HUMANO.
Meu Comentário: A referência é mundial - basta ser terráqueo...
Venho dedicando a maior parte da minha existência focado nessa proposição.
Como a questão não é somente palavra (blá-blá-blá...) e meramente posição acadêmica ou de
posses materiais, encontro geralmente grande dificuldade de diálogo e conexão, pois nesse
contexto sou "considerado" como um cidadão inferior que não é levado a sério em sua
proposição de elevar o nível de Humanidade ao seu redor.
Por isso desde que iniciei efetivamente o meu Projeto Holístico - na maior parte dos contatos
que fiz ou tentei fazer com o público: produtores, organismos oficiais de cultura, escolas,
universidades e "as pessoas" - massa - o destino desse Projeto foi a lata do lixo, principalmente
porque em um primeiro momento a linguagem que utilizo não se traduz em receita imediata; bem como não obedece a padrões e formatos estabelecidos por um determinado "marketing cultural".
De modo geral esse é o contexto predominante "socialmente" onde a Unidade é dividida pela
"programação" de que o TER seja a ÚNICA realidade - e essa direção leva a pouca profundidade:
excesso de barulho, pornomarketing, competição desenfreada, politicagem e desumanidade do
nosso lado mais singelo que é o SER.
O que me deixa mais "injuriado" é que esse Poder institucionalizado (Políticos/politiqueiros de plantão => "as pessoas" - a massa); se utilize em um primeiro momento da mesma retórica de
Harmonia e Equilíbrio da Unidade do SER.
Falam de mudança e transformação da boca para fora - de fora para dentro...
Por certo desconhecem o segredo da Unidade da Vida => o SER é a real essência do TER, não
ao contrário.
É inútil tentar sensibilizar alguém que não tenha a devida consciência dessa condição.
Por outro lado, não posso deixar de exercer meu ofício independentemente de reconhecimento ou
não, portanto vou continuar sobrevivendo com a pureza e ingenuidade do meu Amor.
É simples assim!!!
Claudio Pierre de França
quarta-feira, 4 de julho de 2012
PENSAMENTO
"Não há despertar de consciências sem dor.
As pessoas farão de tudo, chegando aos limites do absurdo para evitar
enfrentar a sua própria alma.
Ninquém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por
tornas consciente a escuridão."
Carl Jung
Meu comentário: Essa é a distinção entre "as pessoas" - o movimento da multidão em
você, e da essência subjetiva de cada SER.
Portanto, o desafio do Ser é justamente transcender a dor pela consciência da
Unidade entre: Palavra, Sentimento e Ação.
As pessoas farão de tudo, chegando aos limites do absurdo para evitar
enfrentar a sua própria alma.
Ninquém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por
tornas consciente a escuridão."
Carl Jung
Meu comentário: Essa é a distinção entre "as pessoas" - o movimento da multidão em
você, e da essência subjetiva de cada SER.
Portanto, o desafio do Ser é justamente transcender a dor pela consciência da
Unidade entre: Palavra, Sentimento e Ação.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Sou uma mulher de três histórias, todas sem fim.
A minha
história na alfabetização começou por acaso quando , na faculdade ,
encantei-me com os textos
da Emilia Ferreiro . E mais tarde ,
trabalhando de maneira bem diferente
do que se fazia usualmente
nas escolas , com
o despertar da leitura
e escrita dos meus
alunos da prefeitura
do Rio de Janeiro .
Evoluiu quando compartilhei meus saberes na
formação de professores
alfabetizadores na SME e continua hoje , na escola ,
como orientadora pedagógica .
No entanto , ela
não tem fim
porque um
pouco de tudo
que vivo ,
construo, aprendo e sinto, como é
compartilhado, seja bom ou ruim , ou parte do caminho , fica, de um
jeito ou
de outro , naquele que
comigo somou em
existência .
A minha
história na maternidade
começou num desejo imenso
de ser muitas. O desejo
tanto cresceu que
se multiplicou em dose
dupla . Hoje
ela continua nos
primeiros sorrisos ,
palavras , beijos ,
danças e gracinhas das minhas en-cantáveis meninas. E alimenta
as outras duas histórias . No entanto , ela também não tem fim porque
escrevemos todos os dias ,
a oito mãos ,
uma página . Páginas
de um livro
– a gosto de eterno
- onde de tudo fica um pouco , onde fica um pedaço de mim ,
ou melhor ,
dois pedaços ,
cada um
em seus
diferentes contornos ,
mas sempre
pedaços de mim .
terça-feira, 26 de junho de 2012
"O ABORRECENTE"
Temos por hábito repetir "conceitos sociais", sem a devida reflexão sobre sua real extensão...
Costumamos assim, classificar a fase de adolescência, como uma fase problemática e complicada
de se lidar; porém esquecemos que a principal causa de tudo tem origem na desajustada organiza-
ção que está institucionalizada em nossa vida "adulta"...
Assim, geralmente consideramos natural que nossos filhos cresçam sob nossa proteção e cuidado,
que de tão extremado não permite que independentemente da sexualidade tarefas que seriam como
um ajuste para o exercício da cooperação, como por exemplo - auxiliar nas tarefas domésticas, por
meio de uma graduação progressiva de participação nas atividades.
Como então cobrar que eles valorizem e reconheçam o trabalho doméstico, se não são levados a
percepção de que uma cama arrumada e asseada, reflete um sentido de zelo e cuidado básico com a
saúde de um Ser?!?
E então, um pouco mais à frente na própria adolescência, muitas vezes nossos filhos convivendo
com os desregramentos de uma vida adulta - fumaça, bebida, falta de tempo dos pais para com os
filhos...
Como impor regras de conduta aquela criança que não teve exemplos saudáveis dos próprios pais?!?!?
E quanto aquelas festas de arromba de adolescentes maiores - bebedeiras, chegada de madrugada,
descompromisso com respeito a si mesmo principalmente - Tudo isso amparado pelo pornomarketing
reinante - quanto mais fedor melhor, quanto menos consciência melhor - afinal o que representa a
zorra de uma boate, com suas luzes entorpecentes de fumaça, álcool e drogas...
Os pais por vezes acham "natural" que o intitulado "jovem" tenha mesmo que se divertir -
"curtir a vida" - nas noitadas - isto para a Sociedade alienada é acobertado como uma passagem
normal da vida...
Como então ter a coragem de denominar o Adolescente de Aborrecente, se a direção adulta é um
constante mau exemplo?!?!?
Assim, em um ambiente de mentiras, falsidades, corrupção. jogo de interesses que se apresenta para
aquele que está em formação - como esperar que este Ser se expresse, a não ser pela opção que a
pressão social de uma existência na maiora das vezes hipócrita se apresenta!?!?!
O adolescente de hoje será um adulto aborrescente de amanhã...
Felizmente, existe em cada um de nós o poder do exercício de auto consciência, embora possamos
não acreditar em sua possibilidade sempre concreta ao nosso alcance.
Não se trata, de estabelecer uma conduta uniforme e robótica (que na verdade é a que prevalece na
maioria das vezes à nível externo - que bem retrata a "sociedade atual"). Não há regras de conduta de procecimento, porém existe uma bandeira comum, um objetivoa a atingir que é o do Amor em suas
múltiplas variantes: Amor aos Pais, Amor a Vida, Amor ao Caminho - Amor a Cosciência.
Certamente daí se origina um Adulto mais feliz, e uma criança e adolescente mais preparada para a
transformação que dá alegria e compreensão ao processo dessa existência, onde relativamente perdemos bem mais do que ganhamos, mas onde podemos lograr uma felicidade relativa dentro de um nível bem mais evolutivo do que o atual.
Claudio Pierre
(do Registro METRALHA)
=> Meu comentário, esse texto foi escrito por volta de 1998 e foi dedicado ao meu filho, ao seu amigo e a uma amiguinha da mesma idade na mesma faixa de transição.
Cosidero todo o conjunto de Metralha um tanto polêmico em boa parte de seus textos, naquele momento particular, essa foi a intenção.
Costumamos assim, classificar a fase de adolescência, como uma fase problemática e complicada
de se lidar; porém esquecemos que a principal causa de tudo tem origem na desajustada organiza-
ção que está institucionalizada em nossa vida "adulta"...
Assim, geralmente consideramos natural que nossos filhos cresçam sob nossa proteção e cuidado,
que de tão extremado não permite que independentemente da sexualidade tarefas que seriam como
um ajuste para o exercício da cooperação, como por exemplo - auxiliar nas tarefas domésticas, por
meio de uma graduação progressiva de participação nas atividades.
Como então cobrar que eles valorizem e reconheçam o trabalho doméstico, se não são levados a
percepção de que uma cama arrumada e asseada, reflete um sentido de zelo e cuidado básico com a
saúde de um Ser?!?
E então, um pouco mais à frente na própria adolescência, muitas vezes nossos filhos convivendo
com os desregramentos de uma vida adulta - fumaça, bebida, falta de tempo dos pais para com os
filhos...
Como impor regras de conduta aquela criança que não teve exemplos saudáveis dos próprios pais?!?!?
E quanto aquelas festas de arromba de adolescentes maiores - bebedeiras, chegada de madrugada,
descompromisso com respeito a si mesmo principalmente - Tudo isso amparado pelo pornomarketing
reinante - quanto mais fedor melhor, quanto menos consciência melhor - afinal o que representa a
zorra de uma boate, com suas luzes entorpecentes de fumaça, álcool e drogas...
Os pais por vezes acham "natural" que o intitulado "jovem" tenha mesmo que se divertir -
"curtir a vida" - nas noitadas - isto para a Sociedade alienada é acobertado como uma passagem
normal da vida...
Como então ter a coragem de denominar o Adolescente de Aborrecente, se a direção adulta é um
constante mau exemplo?!?!?
Assim, em um ambiente de mentiras, falsidades, corrupção. jogo de interesses que se apresenta para
aquele que está em formação - como esperar que este Ser se expresse, a não ser pela opção que a
pressão social de uma existência na maiora das vezes hipócrita se apresenta!?!?!
O adolescente de hoje será um adulto aborrescente de amanhã...
Felizmente, existe em cada um de nós o poder do exercício de auto consciência, embora possamos
não acreditar em sua possibilidade sempre concreta ao nosso alcance.
Não se trata, de estabelecer uma conduta uniforme e robótica (que na verdade é a que prevalece na
maioria das vezes à nível externo - que bem retrata a "sociedade atual"). Não há regras de conduta de procecimento, porém existe uma bandeira comum, um objetivoa a atingir que é o do Amor em suas
múltiplas variantes: Amor aos Pais, Amor a Vida, Amor ao Caminho - Amor a Cosciência.
Certamente daí se origina um Adulto mais feliz, e uma criança e adolescente mais preparada para a
transformação que dá alegria e compreensão ao processo dessa existência, onde relativamente perdemos bem mais do que ganhamos, mas onde podemos lograr uma felicidade relativa dentro de um nível bem mais evolutivo do que o atual.
Claudio Pierre
(do Registro METRALHA)
=> Meu comentário, esse texto foi escrito por volta de 1998 e foi dedicado ao meu filho, ao seu amigo e a uma amiguinha da mesma idade na mesma faixa de transição.
Cosidero todo o conjunto de Metralha um tanto polêmico em boa parte de seus textos, naquele momento particular, essa foi a intenção.
sábado, 23 de junho de 2012
ORAÇÃO PELA ORAÇÃO
Nesses tempos de Globalização e Tecnologia a mente humana que deveria ser a síntese da
essência da vida, passa a ser como um mero chip de uma engrenagem que só concebe o
avanço e progresso em uma única direção...
Assim, algo que deveria ser tão subjetivo como o caminhar, passa a ter uma diretriz do programa
focado no sempre mais...
Acúmulo de informação não significa efetivo conhecimento, e, por essa razão essa programação
do acúmulo indiscriminado de títulos não leva a nada, senão a dispersão mental, que como um
computador armazena e processa.
No entanto, essa não e uma função da mente humana - as máquinas é que foram criadas com
essa finalidade.
Por isso nessa oração conclamo a um estado de quietude mental que retorne a essência - a
nossa identidade original, onde o conhecimento do que realmente necessitamos para uma
felicidade relativa, se sobreponha a informação - e esse processo é atemporal.
Deixemos que as máquinas trabalhem em paz, e saibamos preservar nossa humanidade
pela prática do Amor e dedicação aos nossos valores internos.
Claudio Pierre
(do Registro Oração)
meu comentário => Grande parte "das pessoas" vive (ou tenta viver), praticamente "conectada" ao que se conceitua tecnologia: por celulares, internet 24h, e correlatos. Direcionadas pela "adoração" ao Deus Dinheiro, buscam a todo custo acumular cada vez mais, para "reproduzir em suas vidas" os modelos de felicidade e poder "das pessoas" que aparecem na mídia exibindo suas posses materiais.
Esse padrão certamente muitos tentam, mas poucos conseguem...
Se por um lado "as pessoas" acham ou são programadas a julgar que esse padrão é realmente importante. Do lado do Ser, fica bem clara a "programação" de um sistema que não leva em conta a subjetividade do ser humano; mas sim a diretriz que programa para o TER.
Porque será que o mundo em que vivemos é tão repleto de contradições, violência e misérias?
Porque será que uma conferência como a Rio + 20 não conseguiu efetivamente uma proposta para equilibrar esse planeta de forma mais humana?
Essa resposta na verdade se encontra na raiz da essência de cada Ser - cabe no entanto, ter a coragem de atuar com Unidade Interior, desenvolvendo sobretudo algo como a nossa real personalidade.
*Este é um desabafo para o qual também tenho uma resposta.
essência da vida, passa a ser como um mero chip de uma engrenagem que só concebe o
avanço e progresso em uma única direção...
Assim, algo que deveria ser tão subjetivo como o caminhar, passa a ter uma diretriz do programa
focado no sempre mais...
Acúmulo de informação não significa efetivo conhecimento, e, por essa razão essa programação
do acúmulo indiscriminado de títulos não leva a nada, senão a dispersão mental, que como um
computador armazena e processa.
No entanto, essa não e uma função da mente humana - as máquinas é que foram criadas com
essa finalidade.
Por isso nessa oração conclamo a um estado de quietude mental que retorne a essência - a
nossa identidade original, onde o conhecimento do que realmente necessitamos para uma
felicidade relativa, se sobreponha a informação - e esse processo é atemporal.
Deixemos que as máquinas trabalhem em paz, e saibamos preservar nossa humanidade
pela prática do Amor e dedicação aos nossos valores internos.
Claudio Pierre
(do Registro Oração)
meu comentário => Grande parte "das pessoas" vive (ou tenta viver), praticamente "conectada" ao que se conceitua tecnologia: por celulares, internet 24h, e correlatos. Direcionadas pela "adoração" ao Deus Dinheiro, buscam a todo custo acumular cada vez mais, para "reproduzir em suas vidas" os modelos de felicidade e poder "das pessoas" que aparecem na mídia exibindo suas posses materiais.
Esse padrão certamente muitos tentam, mas poucos conseguem...
Se por um lado "as pessoas" acham ou são programadas a julgar que esse padrão é realmente importante. Do lado do Ser, fica bem clara a "programação" de um sistema que não leva em conta a subjetividade do ser humano; mas sim a diretriz que programa para o TER.
Porque será que o mundo em que vivemos é tão repleto de contradições, violência e misérias?
Porque será que uma conferência como a Rio + 20 não conseguiu efetivamente uma proposta para equilibrar esse planeta de forma mais humana?
Essa resposta na verdade se encontra na raiz da essência de cada Ser - cabe no entanto, ter a coragem de atuar com Unidade Interior, desenvolvendo sobretudo algo como a nossa real personalidade.
*Este é um desabafo para o qual também tenho uma resposta.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
FRAGMENTOS
O peso das horas sobre nossos caminhos...
A linha do Tempo traçando os contornos dos traços imperfeitos de nossa humanidade...
Por mais que desconheçamos e nos afastemos do Vazio que nos conecta com a Unidade
- nossas ações e atitudes serão: uma ponte, um caminho - uma ligação atemporal com
algo transcendente de nossa limitada Origem terrena.
Somos então, fragmentos de um Universo pulsante e mágico; onde nossa vida transcorre
tal qual a fragrância de uma flor que se desprende de sua transitória forma ao vendaval
da tempestade, mas que se renova ao retornar ao solo - transmutando-se em nova forma
ao prenúncio da calmaria, ao primeiro raio de Luz...
Claudio Pierre
(do Registro Fragmentos)
=> meu comentário - A linha do nosso tempo, se constitui no Milagre que chamamos de Vida.
* "A folha caindo
Agora é borboleta
Voando até a flor
Onde se transforma em pétala"
* (Poesia do livro - O Dragão com Asas
de Borboleta e outras histórias Zen-Taoístas)
A linha do Tempo traçando os contornos dos traços imperfeitos de nossa humanidade...
Por mais que desconheçamos e nos afastemos do Vazio que nos conecta com a Unidade
- nossas ações e atitudes serão: uma ponte, um caminho - uma ligação atemporal com
algo transcendente de nossa limitada Origem terrena.
Somos então, fragmentos de um Universo pulsante e mágico; onde nossa vida transcorre
tal qual a fragrância de uma flor que se desprende de sua transitória forma ao vendaval
da tempestade, mas que se renova ao retornar ao solo - transmutando-se em nova forma
ao prenúncio da calmaria, ao primeiro raio de Luz...
Claudio Pierre
(do Registro Fragmentos)
=> meu comentário - A linha do nosso tempo, se constitui no Milagre que chamamos de Vida.
* "A folha caindo
Agora é borboleta
Voando até a flor
Onde se transforma em pétala"
* (Poesia do livro - O Dragão com Asas
de Borboleta e outras histórias Zen-Taoístas)
terça-feira, 19 de junho de 2012
domingo, 17 de junho de 2012
QUANTO VALE A SUA HORA?
Um menino, de voz tímida e olhos cheios de admiração, pergunta ao pai quando este retorna do trabalho:
- Pai, quanto o senhor ganha por hora?
O pai, num gesto severo responde:
- Meu filho, isto nem a sua mãe sabe. Por isso, não me amole, estou cansado!!!
Mas o filho insiste:
- Mas papai, por favor, diga, quanto o senhor ganha por hora?
A reação do pai foi menos severa e ele respondeu:
- Três reais por hora.
- Então, papai, o senhor poderia me emprestar um real?
O pai, cheio de ira e tratando o filho com brutalidade, respondeu:
- Então essa era a razão de querer saber quanto eu ganho? Vá dormir e não me encha mais o saco!
Já era noite, quando o pai, por algum momento raro, começou a pensar no que havia acontecido com o filho e sentiu-se culpado. Talvez, quem sabe: o filho precisasse comprar algo...
Querendo aliviar sua consciência, foi até o quarto do menino e, em voz baixa, perguntou:
- Filho, está dormindo?
-Não papai! - O garoto respondeu sonolento e choroso.
-Olha, aqui está o dinheiro que me pediu: um real.
- Muito obrigado, papai!
Levantando-se rapidamente e retirando mais dois reais de uma caixinha que estava sob a cama, disse:
- Agora já completei, papai! Tenho três reais. Poderia me vender uma hora do seu tempo?
Nota: Recebi esse texto da Internet por volta de 1990 - não sei quem foi o autor
Meu comentário: A questão é => em que medida o sentimento do coração pode intermediar a forte pressão social que "nos programa" para que tudo ao nosso redor se reduza unicamente a uma questão de compra e venda. Pressão essa que de modo geral induz o Ser a perder a sua Condição de Humanidade.
- Pai, quanto o senhor ganha por hora?
O pai, num gesto severo responde:
- Meu filho, isto nem a sua mãe sabe. Por isso, não me amole, estou cansado!!!
Mas o filho insiste:
- Mas papai, por favor, diga, quanto o senhor ganha por hora?
A reação do pai foi menos severa e ele respondeu:
- Três reais por hora.
- Então, papai, o senhor poderia me emprestar um real?
O pai, cheio de ira e tratando o filho com brutalidade, respondeu:
- Então essa era a razão de querer saber quanto eu ganho? Vá dormir e não me encha mais o saco!
Já era noite, quando o pai, por algum momento raro, começou a pensar no que havia acontecido com o filho e sentiu-se culpado. Talvez, quem sabe: o filho precisasse comprar algo...
Querendo aliviar sua consciência, foi até o quarto do menino e, em voz baixa, perguntou:
- Filho, está dormindo?
-Não papai! - O garoto respondeu sonolento e choroso.
-Olha, aqui está o dinheiro que me pediu: um real.
- Muito obrigado, papai!
Levantando-se rapidamente e retirando mais dois reais de uma caixinha que estava sob a cama, disse:
- Agora já completei, papai! Tenho três reais. Poderia me vender uma hora do seu tempo?
Nota: Recebi esse texto da Internet por volta de 1990 - não sei quem foi o autor
Meu comentário: A questão é => em que medida o sentimento do coração pode intermediar a forte pressão social que "nos programa" para que tudo ao nosso redor se reduza unicamente a uma questão de compra e venda. Pressão essa que de modo geral induz o Ser a perder a sua Condição de Humanidade.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
PRECE
Não julgue os momentos da vida
Fanal de infinitos caminhos.
O Infinito é um sentimento inefável
Que irrompe com as Sendas do tempo.
Não espere da vida um novo começo,
Sem que antes rebrilhe à Aurora
Sem que antes liberte seu mundo
Do imenso fantasma que existe em você.
Não acredite demais nessa razão aflita,
Compreenda da vida o surpreendente.
Não se esqueça: O que quer que lhe aconteça, a vida lhe assiste -
calada.
Abrace serenamente o novo começo
Não se deixe enganar pela fugacidade.
Corre manso e manso vá menino
- Corre em busca da verdade!
Claudio Pierre (do livro de Poesias Caminho(s))
meu comentário => A experiência milagrosa da vida, pode nos reservar "algo" de surpreendente à respeito do ciclo de nosso tempo subjetivo...
No entanto, ao que parece, esta sociedade direcionada para a sugestão =>"as pessoas", só reconhece aquela "aprendizagem que vem de fora para dentro" - o Ter sobre o Ser.
Esse detalhe na verdade não faz nenhuma diferença para quem consegue se libertar pela meditação dos fantasmas interiores... Não se trata portanto de apenas "ler sobre..." criando a diferenciação entre eu e o outro; mas sim, SER o próprio processo.
Certa vez em uma atividade que realizei uma pessoa comentou: - É bom estar com vocês, pois estando acompanhada posso me soltar e meditar tranquila / despreocupada...
Portanto, a meditação, não é algo que possa ser dividido / condicionado / separado da realidade - quem reconhece de fato o processo, faz da meditação um ato como o da própria respiração.
Fanal de infinitos caminhos.
O Infinito é um sentimento inefável
Que irrompe com as Sendas do tempo.
Não espere da vida um novo começo,
Sem que antes rebrilhe à Aurora
Sem que antes liberte seu mundo
Do imenso fantasma que existe em você.
Não acredite demais nessa razão aflita,
Compreenda da vida o surpreendente.
Não se esqueça: O que quer que lhe aconteça, a vida lhe assiste -
calada.
Abrace serenamente o novo começo
Não se deixe enganar pela fugacidade.
Corre manso e manso vá menino
- Corre em busca da verdade!
Claudio Pierre (do livro de Poesias Caminho(s))
meu comentário => A experiência milagrosa da vida, pode nos reservar "algo" de surpreendente à respeito do ciclo de nosso tempo subjetivo...
No entanto, ao que parece, esta sociedade direcionada para a sugestão =>"as pessoas", só reconhece aquela "aprendizagem que vem de fora para dentro" - o Ter sobre o Ser.
Esse detalhe na verdade não faz nenhuma diferença para quem consegue se libertar pela meditação dos fantasmas interiores... Não se trata portanto de apenas "ler sobre..." criando a diferenciação entre eu e o outro; mas sim, SER o próprio processo.
Certa vez em uma atividade que realizei uma pessoa comentou: - É bom estar com vocês, pois estando acompanhada posso me soltar e meditar tranquila / despreocupada...
Portanto, a meditação, não é algo que possa ser dividido / condicionado / separado da realidade - quem reconhece de fato o processo, faz da meditação um ato como o da própria respiração.
terça-feira, 12 de junho de 2012
FRAGMENTOS DE ÊXTASE
Verão!
Quero sonhar com o Encontro e conectar-me a um coração descompassado como o
meu...
E assim me libertar desse labirinto, que me aprisiona no tempo e no espaço; mas que
não me tira a esperança no fundo d´alma - daquele que crê e segue pelos caminhos do
Amor.
Não espero as armadilhas de um romance novelesco, onde tudo é azul e límpido;
porquanto a natureza humana perverte a simplicidade do inesperado - onde brota a
espontaneidade, onde se revela a essência da flor - no presente.
Como irradiar uma onda de ternura e carinho entre os corações, se seguimos
programados a incorporar padrões moldados pelos rituais da sedução: dos gestos,
sentimentos e palavras em conflito?!?
Onde tudo segue pré-determinado, demarcado pela "gélida lógica do mercado" - onde
tudo é uma questão de compra e venda.
Não obstante, sigo em minha busca - pois, sempre em frente, não posso perder o sentido
de que tudo se interliga e se unifica, indicando que todas as nossas experiências são
movidas pelo desafio de um contínuo segundo que sempre vibra e se completa.
Este sonho é da estação - o apelo vem do Sol que aquece minha face de Lua.
Nada tenho de concreto, de palpável, além das expectativas de um eterno sonhador...
sempre alerta e disponível a encontrar sua Musa, que se encante por seus versos, que se
deixe seduzir pela Sina do Errante Demente.
São esses os fragmentos de um suspiro - sinalizando o inevitável retorno do poeta
com a atmosfera mágica da Poesia.
Claudio Pierre
(do Registro de Poesias Fragmentos)
Quero sonhar com o Encontro e conectar-me a um coração descompassado como o
meu...
E assim me libertar desse labirinto, que me aprisiona no tempo e no espaço; mas que
não me tira a esperança no fundo d´alma - daquele que crê e segue pelos caminhos do
Amor.
Não espero as armadilhas de um romance novelesco, onde tudo é azul e límpido;
porquanto a natureza humana perverte a simplicidade do inesperado - onde brota a
espontaneidade, onde se revela a essência da flor - no presente.
Como irradiar uma onda de ternura e carinho entre os corações, se seguimos
programados a incorporar padrões moldados pelos rituais da sedução: dos gestos,
sentimentos e palavras em conflito?!?
Onde tudo segue pré-determinado, demarcado pela "gélida lógica do mercado" - onde
tudo é uma questão de compra e venda.
Não obstante, sigo em minha busca - pois, sempre em frente, não posso perder o sentido
de que tudo se interliga e se unifica, indicando que todas as nossas experiências são
movidas pelo desafio de um contínuo segundo que sempre vibra e se completa.
Este sonho é da estação - o apelo vem do Sol que aquece minha face de Lua.
Nada tenho de concreto, de palpável, além das expectativas de um eterno sonhador...
sempre alerta e disponível a encontrar sua Musa, que se encante por seus versos, que se
deixe seduzir pela Sina do Errante Demente.
São esses os fragmentos de um suspiro - sinalizando o inevitável retorno do poeta
com a atmosfera mágica da Poesia.
Claudio Pierre
(do Registro de Poesias Fragmentos)
sábado, 9 de junho de 2012
PARA AQUELES QUE AMEI E QUE ME AMARAM
Quando eu tiver partido, liberte-me, deixe-me ir
Tenho tantas coisas para ver e fazer
Não chores ao pensar em mim,
Seja grato pelos maravilhosos anos que vivemos juntos.
Eu lhe dei a minha amizade e você não pode nem imaginar
A alegria que você me deu.
Obrigada pelo amor que todos me demonstraram
Agora é hora de eu viajar sozinha.
Por algum tempo você pode sentir dor
A confiança trará conforto e consolação.
Estaremos separados por algum tempo,
Deixe as lembranças aliviarem a sua dor,
Eu não estou muito longe, e a vida continua...
Se precisar, chame por mim, e eu virei,
Mesmo que você não possa me ver ou me tocar, eu estarei lá.
E se você ouvir o seu coração, experimentará claramente a doçura do amor
que eu vou trazer.
E quando for a sua hora de partir,
Eu estarei lá para recebê-lo
Ausente do meu corpo, presente com Deus.
Não chore sobre a minha sepultura,
Eu não estou lá, eu não durmo,
Estou nos mil ventos que sopram,
Eu sou o brilho dos cristais de neve,
Eu sou a luz que atravessa os campos de trigo,
Eu sou a chuva suave de outono,
Eu sou o despertar das aves na manhã calma,
Eu sou a estrela que brilha à noite.
Não chore sobre a minha sepultura,
Eu não estou lá
Eu não estou morta.
Autora: Charlotte-Newashish Flamand, Índia americana da tribo
Atikamekw Manawan
Tenho tantas coisas para ver e fazer
Não chores ao pensar em mim,
Seja grato pelos maravilhosos anos que vivemos juntos.
Eu lhe dei a minha amizade e você não pode nem imaginar
A alegria que você me deu.
Obrigada pelo amor que todos me demonstraram
Agora é hora de eu viajar sozinha.
Por algum tempo você pode sentir dor
A confiança trará conforto e consolação.
Estaremos separados por algum tempo,
Deixe as lembranças aliviarem a sua dor,
Eu não estou muito longe, e a vida continua...
Se precisar, chame por mim, e eu virei,
Mesmo que você não possa me ver ou me tocar, eu estarei lá.
E se você ouvir o seu coração, experimentará claramente a doçura do amor
que eu vou trazer.
E quando for a sua hora de partir,
Eu estarei lá para recebê-lo
Ausente do meu corpo, presente com Deus.
Não chore sobre a minha sepultura,
Eu não estou lá, eu não durmo,
Estou nos mil ventos que sopram,
Eu sou o brilho dos cristais de neve,
Eu sou a luz que atravessa os campos de trigo,
Eu sou a chuva suave de outono,
Eu sou o despertar das aves na manhã calma,
Eu sou a estrela que brilha à noite.
Não chore sobre a minha sepultura,
Eu não estou lá
Eu não estou morta.
Autora: Charlotte-Newashish Flamand, Índia americana da tribo
Atikamekw Manawan
quinta-feira, 7 de junho de 2012
CORAÇÃO BOBO
O poema se apresenta ao poeta, na medida em que seu bobo coração se reveste com
as asas da eterna candura
Esta sina errante é dissonante da lógica fria,
Que por vezes atribui - ao sopro - ao suspiro - a alegoria de um mero sonho.
Quiçá um dia a magia do sentimento
Desperte uma nova Aurora
Amplie um novo Portal
Que venha a projetar um Arco Íris multicolorido em nosso Amanhã.
Claudio Pierre
( do registro de Poesias Fragmentos)
meu comentário => A Aurora - O Portal que projeta o Arco Íris multicolorido=> sempre estiveram presentes na sua dimensão espacial própria.
Assim é a Arte nada mais nada menos que um convite...
E se estivermos receptivos podemos suspirar nessa sugestão.
as asas da eterna candura
Esta sina errante é dissonante da lógica fria,
Que por vezes atribui - ao sopro - ao suspiro - a alegoria de um mero sonho.
Quiçá um dia a magia do sentimento
Desperte uma nova Aurora
Amplie um novo Portal
Que venha a projetar um Arco Íris multicolorido em nosso Amanhã.
Claudio Pierre
( do registro de Poesias Fragmentos)
meu comentário => A Aurora - O Portal que projeta o Arco Íris multicolorido=> sempre estiveram presentes na sua dimensão espacial própria.
Assim é a Arte nada mais nada menos que um convite...
E se estivermos receptivos podemos suspirar nessa sugestão.
terça-feira, 5 de junho de 2012
POESIAS MASCULINAS
Um mistério, um fenômeno, envolve a sede do prazer.
Uma compulsão, uma Energia que atrai e consome - Embriaga e
seduz.
Além dessa magia que atrai sexos, uma máquina que produz desejos,
e impõe a obsessão desenfreada da tara.
Os olhos do homem são um fogo que consome (e é consumido), na
ânsia do sentido carente.
O corpo de mulher é um instrumento manipulado, consumido como
fonte de prazer.
Há um fato vercadeiro - o cio do homem na mulher e vice-versa.
Há um equívoco programado - A indústria que nos consome num
círculo que não tem fim...
Claudio Pierre
(do livro de Poesias Caminho(s))
meu comentário => O pornomarketing utiliza amplamente esse "equívoco programado": nas propagandas, na mídia - nos processos de massificação e consumo.
O cio é um processo normal da natureza animal, mas em se tratando da postura predominante neste ciclo de Poder Humano - reflete toda uma contradição / apelação voltada para a idéia de "algo" que pode ser "explorado" gerando consequentemente "lucro fácil", mesmo em detrimento de nossa Condição Humana.
Uma compulsão, uma Energia que atrai e consome - Embriaga e
seduz.
Além dessa magia que atrai sexos, uma máquina que produz desejos,
e impõe a obsessão desenfreada da tara.
Os olhos do homem são um fogo que consome (e é consumido), na
ânsia do sentido carente.
O corpo de mulher é um instrumento manipulado, consumido como
fonte de prazer.
Há um fato vercadeiro - o cio do homem na mulher e vice-versa.
Há um equívoco programado - A indústria que nos consome num
círculo que não tem fim...
Claudio Pierre
(do livro de Poesias Caminho(s))
meu comentário => O pornomarketing utiliza amplamente esse "equívoco programado": nas propagandas, na mídia - nos processos de massificação e consumo.
O cio é um processo normal da natureza animal, mas em se tratando da postura predominante neste ciclo de Poder Humano - reflete toda uma contradição / apelação voltada para a idéia de "algo" que pode ser "explorado" gerando consequentemente "lucro fácil", mesmo em detrimento de nossa Condição Humana.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
POESIAS FEMININAS
Por detrás da maquiagem,
Sob o reflexo do Espelho.
O retoque no decote,
Seios expostos,
Pernas à mostra.
Os gestos medidos, provocantes,
Ritual de sedução.
Desde pequena envolvida na trama de um pornomarketing,
Onde por detrás do fator beleza,
Se encerra uma causa Ilusória,
Que sufoca o verdadeiro sentido de ser feminina.
Claudio Pierre
(do livro de Poesias Caminho(s)
Meu comentário = > "pornomarketing" - criei esse conceito na década de 90 a partir da observação de algumas situações como:
. Um outdoor que exibia uma mulher de costas com a seguinte frase: "Faça de seu bumbum um bombom!"// - A chatura do "tchan", fazendo "concursos" para suas bailarinas...
No entanto, ainda hoje esse movimento apelativo ainda predomina com as diferentes qualificações que o pornomarketing apelida as mulheres que estão na "mídia"(frutas, legumes, popozões, filés da vida...).
O verdadeiro sentido de ser feminina no entando, não pode ser "maculado" - mas, certamente depende de uma tomada de consciência sobre os valores da beleza.
Sob o reflexo do Espelho.
O retoque no decote,
Seios expostos,
Pernas à mostra.
Os gestos medidos, provocantes,
Ritual de sedução.
Desde pequena envolvida na trama de um pornomarketing,
Onde por detrás do fator beleza,
Se encerra uma causa Ilusória,
Que sufoca o verdadeiro sentido de ser feminina.
Claudio Pierre
(do livro de Poesias Caminho(s)
Meu comentário = > "pornomarketing" - criei esse conceito na década de 90 a partir da observação de algumas situações como:
. Um outdoor que exibia uma mulher de costas com a seguinte frase: "Faça de seu bumbum um bombom!"// - A chatura do "tchan", fazendo "concursos" para suas bailarinas...
No entanto, ainda hoje esse movimento apelativo ainda predomina com as diferentes qualificações que o pornomarketing apelida as mulheres que estão na "mídia"(frutas, legumes, popozões, filés da vida...).
O verdadeiro sentido de ser feminina no entando, não pode ser "maculado" - mas, certamente depende de uma tomada de consciência sobre os valores da beleza.
sábado, 2 de junho de 2012
BREVE
A vida fluindo no movimento.
Na sina da devoção aos passos que levem ao encontro do Amor.
Quase palavra,
Brotando do profundo silêncio d´alma que vibra e crê no caminho.
Fazer da existência um sopro que seja breve;
Mas que contenha em si a essência da paz,
A fragrância do Sândalo.
Suspiro de Luz!
Claudio Pierre
=> do Livro de Poesias Caminho(s)
=> meu comentário =>De maneira geral, o acesso a dimensão da meditação requer um estado de "calma" que não tem nada a ver com esse (des)compasso de ansiedade que predomina socialmente, sob a sugestão "as pessoas"...
Não tenho dúvidas de que TODOS tenham o potencial do Amor em seus corações, mas, por outro lado entendo que a falta de consciência sobre a Unidade desse Amor, gere muitas vezes a indolência no sentido da qualidade de algo tão milagroso como o nosso subjetivo suspiro de luz.
Na sina da devoção aos passos que levem ao encontro do Amor.
Quase palavra,
Brotando do profundo silêncio d´alma que vibra e crê no caminho.
Fazer da existência um sopro que seja breve;
Mas que contenha em si a essência da paz,
A fragrância do Sândalo.
Suspiro de Luz!
Claudio Pierre
=> do Livro de Poesias Caminho(s)
=> meu comentário =>De maneira geral, o acesso a dimensão da meditação requer um estado de "calma" que não tem nada a ver com esse (des)compasso de ansiedade que predomina socialmente, sob a sugestão "as pessoas"...
Não tenho dúvidas de que TODOS tenham o potencial do Amor em seus corações, mas, por outro lado entendo que a falta de consciência sobre a Unidade desse Amor, gere muitas vezes a indolência no sentido da qualidade de algo tão milagroso como o nosso subjetivo suspiro de luz.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
MAIA
E lá vão os homens e mulheres
Produzindo sonhos, construindo o dia-a-dia...
Marchando em prol de um Progresso exterior
Automatizados pela ambição que gera desigualdades.
Pobres de nós,
Proclamamos aos céus - Progresso!
E temos sido tão culpados pela Ilusão de nossa Sociedade Robotizada.
Talvez o silêncio, talvez a dor
Quem sabe essa própria existência,
Marcada tão profundamente por Maia
Seja um estágio, umaetapa de Evolução para a Claridade.
Claudio Pierre
Do livro de Poesias Caminho(s)
Meu comentário => Não vejo com bons olhos a luta de classes buscando a ostentação a partir do Ter.
Essa tônica move a vida da maioria das pessoas e reproduzem a "zona", dessa Sociedade tão estressada e distanciada dos valores do Ser.
FOME ZERO - proclamou um partido político que só vizava o Poder.
A fome não é unicamente de comida, mas também de HUMANIDADE => respeito ao Ser Humano, o que nada tem a ver com o Poder Humano voltado as "panelinhas" e "apadrinhamentos".
Se essa Fome não for saciada, tudo será meramente uma questão de Compra e Venda.
Produzindo sonhos, construindo o dia-a-dia...
Marchando em prol de um Progresso exterior
Automatizados pela ambição que gera desigualdades.
Pobres de nós,
Proclamamos aos céus - Progresso!
E temos sido tão culpados pela Ilusão de nossa Sociedade Robotizada.
Talvez o silêncio, talvez a dor
Quem sabe essa própria existência,
Marcada tão profundamente por Maia
Seja um estágio, umaetapa de Evolução para a Claridade.
Claudio Pierre
Do livro de Poesias Caminho(s)
Meu comentário => Não vejo com bons olhos a luta de classes buscando a ostentação a partir do Ter.
Essa tônica move a vida da maioria das pessoas e reproduzem a "zona", dessa Sociedade tão estressada e distanciada dos valores do Ser.
FOME ZERO - proclamou um partido político que só vizava o Poder.
A fome não é unicamente de comida, mas também de HUMANIDADE => respeito ao Ser Humano, o que nada tem a ver com o Poder Humano voltado as "panelinhas" e "apadrinhamentos".
Se essa Fome não for saciada, tudo será meramente uma questão de Compra e Venda.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
A DANÇA DOS DEUSES
Pus toda a minha alma numa canção
que cantei para os homens. E os homens se riram!
Tomeu meu alaúde, fui sentar-me no topo de uma
montanha
e cantei para os deuses a canção que os homens
não tinham entendido.
O sol baixava. Ao ritmo da minha canção, os Deuses
dançaram
nas nuvens encarnadas que flutuavam no céu.
Li Po
- extraído do livro Poemas chineses
(tradução Cecília Meireles)
que cantei para os homens. E os homens se riram!
Tomeu meu alaúde, fui sentar-me no topo de uma
montanha
e cantei para os deuses a canção que os homens
não tinham entendido.
O sol baixava. Ao ritmo da minha canção, os Deuses
dançaram
nas nuvens encarnadas que flutuavam no céu.
Li Po
- extraído do livro Poemas chineses
(tradução Cecília Meireles)
segunda-feira, 21 de maio de 2012
A UNIDADE DA VIDA
Por volta de 1982 eu trabalhava em um escritório de uma Editora de livros jurídicos.
Certa vez o responsável pelo escritório levou seu filho, que tinha aproximadamente 12 anos, e que era uma criança muito estudiosa e inteligente.
Tivemos um diálogo que resumidamente consistiu no seguinte conteúdo:
Perguntei a ele o que ele fazia e estudava, e ele me apontou uma série de atividades e interesses voltados para sua formação geral, inclusive estudo de idiomas.
Era um menino considerado popularmente "cdf" ou "Nerd" nos padrões sociais.
Porém em minha avaliação se tratava de alquém que tinha o estímulo adequado e proporcional com total apoio dos Pais.
Mas o mais interessante, foi quando ele me perguntou:
E você tio? Quais são as suas atividades e interesses?
Foi quando lhe falei que entre 10 e 11 anos, tinha iniciado meu estudo de Violão e Teoria Musical, e a partir daí vinha adicionando ao longo do caminho áreas de interesse voltadas para as Artes e Meditação.
Foi quando ele retrucou:
- Tio você não me entendeu, quiz dizer o que Sr. faz de "ÚTIL".
//
Sempre que posso reproduzo esse diálogo, para contextualizar algo que minha experiência só vem a confirmar, à despeito do que alguns dizem por aí.
As áreas abstratas, ou seja, as "áreas inúteis" não tem o devido respeito de uma sociedade estruturada materialmente.
E o grande problema ao meu ver consiste simplesmente na divisão que estabelecemos da Unidade.
De modo que as páginas desse Blog, não são meramente "palavras inúteis"; bem como todo o rico Universo Artístico que move qualquer pessoa que busque traduzir o sentimento subjetivo ao seu redor.
É esse o sentido que prevalece em meu caminho - Ser um instrumento da Arte nas atividades que desenvolvo.
Poexistência é valorizar a Consciência da Unidade - que vem a rebater a ignorância da divisão do que é "útil" e "inútil".
Claudio Pierre
Certa vez o responsável pelo escritório levou seu filho, que tinha aproximadamente 12 anos, e que era uma criança muito estudiosa e inteligente.
Tivemos um diálogo que resumidamente consistiu no seguinte conteúdo:
Perguntei a ele o que ele fazia e estudava, e ele me apontou uma série de atividades e interesses voltados para sua formação geral, inclusive estudo de idiomas.
Era um menino considerado popularmente "cdf" ou "Nerd" nos padrões sociais.
Porém em minha avaliação se tratava de alquém que tinha o estímulo adequado e proporcional com total apoio dos Pais.
Mas o mais interessante, foi quando ele me perguntou:
E você tio? Quais são as suas atividades e interesses?
Foi quando lhe falei que entre 10 e 11 anos, tinha iniciado meu estudo de Violão e Teoria Musical, e a partir daí vinha adicionando ao longo do caminho áreas de interesse voltadas para as Artes e Meditação.
Foi quando ele retrucou:
- Tio você não me entendeu, quiz dizer o que Sr. faz de "ÚTIL".
//
Sempre que posso reproduzo esse diálogo, para contextualizar algo que minha experiência só vem a confirmar, à despeito do que alguns dizem por aí.
As áreas abstratas, ou seja, as "áreas inúteis" não tem o devido respeito de uma sociedade estruturada materialmente.
E o grande problema ao meu ver consiste simplesmente na divisão que estabelecemos da Unidade.
De modo que as páginas desse Blog, não são meramente "palavras inúteis"; bem como todo o rico Universo Artístico que move qualquer pessoa que busque traduzir o sentimento subjetivo ao seu redor.
É esse o sentido que prevalece em meu caminho - Ser um instrumento da Arte nas atividades que desenvolvo.
Poexistência é valorizar a Consciência da Unidade - que vem a rebater a ignorância da divisão do que é "útil" e "inútil".
Claudio Pierre
domingo, 20 de maio de 2012
MAIA
Como posso ser normal se minha mente não se alimenta de
esperanças,
Naquilo que minha potencialidade me conduz.
Se a escola me deseduca de aprender Liberdade.
Onde o conhecimento é chave em mãos de um deus vulgar e
mesquinho, que vende a idéia de superioridade - uns sobre os
outros.
Como posso Ter Energia, satisfação pessoal - sensibilidade e
alegria pela vida, se sou projetado para ser como um barco à deriva,
naufragando em um Oceano que não me conduz a lugar nenhum.
Claudio Pierre
(do livro de Poesias Caminho(s)
=> meu comentário: Quando o acesso a "educação" ao "diploma formal" é apenas uma condição de mercado para "ganhar mais"... Quando o "conhecimento" passa a ser adquirido sob a "pretensão" de superioridade de "uns sobre os outros", e não como ferramenta para transformação e valorização da humanidade - ao meu ver, perdemos a conexão com a nossa natureza humana.
Por essas e por outras é que a Arte, e consequentemente o Artista que busca desenvolver elementos relacionados com a sensibilização da essência do Ser, tem sua expressão geralmente "atropelada" e "sufocada" por uma "estrutura de mercado" que não concede espaço para o subjetivo, e com isso "padroniza" o que considero indústria de entretenimento a serviço de uma única diretriz voltada exclusivamente para o lucro material.
Nesse contexto pouco importa o valor e a qualidade da mensagem artística, desde que atenda aos princípios de um determinado "modelo de sucesso".
É então que para aquele mais desavisado: - "Qualquer coisa serve"...
esperanças,
Naquilo que minha potencialidade me conduz.
Se a escola me deseduca de aprender Liberdade.
Onde o conhecimento é chave em mãos de um deus vulgar e
mesquinho, que vende a idéia de superioridade - uns sobre os
outros.
Como posso Ter Energia, satisfação pessoal - sensibilidade e
alegria pela vida, se sou projetado para ser como um barco à deriva,
naufragando em um Oceano que não me conduz a lugar nenhum.
Claudio Pierre
(do livro de Poesias Caminho(s)
=> meu comentário: Quando o acesso a "educação" ao "diploma formal" é apenas uma condição de mercado para "ganhar mais"... Quando o "conhecimento" passa a ser adquirido sob a "pretensão" de superioridade de "uns sobre os outros", e não como ferramenta para transformação e valorização da humanidade - ao meu ver, perdemos a conexão com a nossa natureza humana.
Por essas e por outras é que a Arte, e consequentemente o Artista que busca desenvolver elementos relacionados com a sensibilização da essência do Ser, tem sua expressão geralmente "atropelada" e "sufocada" por uma "estrutura de mercado" que não concede espaço para o subjetivo, e com isso "padroniza" o que considero indústria de entretenimento a serviço de uma única diretriz voltada exclusivamente para o lucro material.
Nesse contexto pouco importa o valor e a qualidade da mensagem artística, desde que atenda aos princípios de um determinado "modelo de sucesso".
É então que para aquele mais desavisado: - "Qualquer coisa serve"...
sábado, 19 de maio de 2012
ALERTA
Há um alerta estampado em cada rosto, trancafiado no fundo de cada consciência:
- Estamos mal, somos produtos do medo...
Não adianta taparmos o sol com a peneira,
A vergonha pelo orgulho de sermos "tidos" criadores,
Se nem ao menos podemos viver em paz.
Quando a solidão de uma existência vazia nos sufoca - recorremos ao sonho que embriaga.
Onde estão nossos meninos de rua, nossa alienante idéia de "curtir a vida"
Nossa herança de aflitos - prostrados na telinha que faz plim-plim
- vampiro eletrônico de nossa Energia.
Onde nossa Esperança; nossa Redenção; nosso poder de construção.
E pensar que toda essa capacidade criadora tem sido sugada por uma estrutura corrupta:
De governo, de políticos, de Imperialismo; a troco de uma Ilusão tão fugaz e vazia
- O poder dos poucos sobre os muitos - Zumbis do sempre.
Não se constrói a Esperança por detrás da estrutura imbecil de que fazemos parte.
Não dá prá enxergar um novo horizonte a reboque de tanta trapalhada.
O Alerta parte da consciência Individual, sem esse barulho infernal de nossa Natureza Robotizada.
Claudio Pierre
=> do livro de Poesias Caminho(s)
=> meu comentário: Transformar ou mesmo contribuir de alguma forma para melhorar o mundo - essa é a "sugestão" que recebemos ao longo de nossas vidas juntamente com o conceito de que somos realmente os "cidadãos da sociedade"; contudo, as próprias estruturas da sociedade não desenvolvem e efetivamente possibilitam o exercício prático dessa condição.
Assim, essa "programação da globalização" acentua a solidão sinalizando para uma padronização de uma única forma de Pensar e seguir em uma única direção.
Ao mesmo tempo a telinha com sua "programação alienante", contribui para a imbecilização da consciência sobre valores do Ser.
Nesse contexto as cidades acentuam em muito os problemas sociais, a violência e a desumanidade de forma geral; afinal, vivemos sob a "ilusão" de que o que se passa exteriormente, ou seja, no plano material represente a Realidade; enquanto que aquele movimento subjetivo e interior de nossa consciência transcendente seja ignorado.
Esse é o efeito da "Roda Viva" tão bem caracterizado por Chico Buarque.
No entanto, sou daqueles que acreditam que o poder da Consciência Interior seja bem mais real do que se supõe.
- Estamos mal, somos produtos do medo...
Não adianta taparmos o sol com a peneira,
A vergonha pelo orgulho de sermos "tidos" criadores,
Se nem ao menos podemos viver em paz.
Quando a solidão de uma existência vazia nos sufoca - recorremos ao sonho que embriaga.
Onde estão nossos meninos de rua, nossa alienante idéia de "curtir a vida"
Nossa herança de aflitos - prostrados na telinha que faz plim-plim
- vampiro eletrônico de nossa Energia.
Onde nossa Esperança; nossa Redenção; nosso poder de construção.
E pensar que toda essa capacidade criadora tem sido sugada por uma estrutura corrupta:
De governo, de políticos, de Imperialismo; a troco de uma Ilusão tão fugaz e vazia
- O poder dos poucos sobre os muitos - Zumbis do sempre.
Não se constrói a Esperança por detrás da estrutura imbecil de que fazemos parte.
Não dá prá enxergar um novo horizonte a reboque de tanta trapalhada.
O Alerta parte da consciência Individual, sem esse barulho infernal de nossa Natureza Robotizada.
Claudio Pierre
=> do livro de Poesias Caminho(s)
=> meu comentário: Transformar ou mesmo contribuir de alguma forma para melhorar o mundo - essa é a "sugestão" que recebemos ao longo de nossas vidas juntamente com o conceito de que somos realmente os "cidadãos da sociedade"; contudo, as próprias estruturas da sociedade não desenvolvem e efetivamente possibilitam o exercício prático dessa condição.
Assim, essa "programação da globalização" acentua a solidão sinalizando para uma padronização de uma única forma de Pensar e seguir em uma única direção.
Ao mesmo tempo a telinha com sua "programação alienante", contribui para a imbecilização da consciência sobre valores do Ser.
Nesse contexto as cidades acentuam em muito os problemas sociais, a violência e a desumanidade de forma geral; afinal, vivemos sob a "ilusão" de que o que se passa exteriormente, ou seja, no plano material represente a Realidade; enquanto que aquele movimento subjetivo e interior de nossa consciência transcendente seja ignorado.
Esse é o efeito da "Roda Viva" tão bem caracterizado por Chico Buarque.
No entanto, sou daqueles que acreditam que o poder da Consciência Interior seja bem mais real do que se supõe.
sábado, 12 de maio de 2012
Dedicatória
Árvore genealógica - herança que recebemos ao longo das gerações que nos antecederam: Nossos avós, pais, tios, irmãos, da qual se originam nossos filhos que nos sucederão...
Dedico esse livro a esta corrente sem começo e fim, na qual consciente ou inconscientemente se estabelecem nossos passos.
Claudio Pierre
=> Dedicatória que abre o meu livro de Poesias Caminho(s).
Comentário => Dentre as coisas belas nessa Vida as lembranças que guardamos de nossos entes queridos.
Deixo essa dedicatória para complementar os registros de Prosa e Poesia que foram feitos anteriormente aqui no Poexistência sobre uma das personagem mágicas de nossas vidas que são nossas Avós.
A todos os que tiveram a oportunidade de registrar no coração essa saudade sempre presente.
Dedico esse livro a esta corrente sem começo e fim, na qual consciente ou inconscientemente se estabelecem nossos passos.
Claudio Pierre
=> Dedicatória que abre o meu livro de Poesias Caminho(s).
Comentário => Dentre as coisas belas nessa Vida as lembranças que guardamos de nossos entes queridos.
Deixo essa dedicatória para complementar os registros de Prosa e Poesia que foram feitos anteriormente aqui no Poexistência sobre uma das personagem mágicas de nossas vidas que são nossas Avós.
A todos os que tiveram a oportunidade de registrar no coração essa saudade sempre presente.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Vó Sofia
Quando minha avó materna não estava de acordo com alguma coisa, dizia: Eu passo! (como se diz em uma rodada de cartas, no buraco). Também fazia a melhor sopa de feijão e o melhor bolo de aipim que já comi. Ela era cearense, de família numerosa, tendo trabalhado na agricultura e em fábrica de filó ainda adolescente, quando a família se deslocou para Pernambuco por falta de condições locais. Até hoje me lembro de minha avó e minha tia contando sobre a Societé Cottonière du Nordest du Brésil, localizada em Morenos (PE) – possivelmente uma precursora da SANBRA (Sociedade Algodoeira do Nordeste do Brasil, hoje vendida à holandesa Bunge, um conglomerado multinacional de alimentos e fertilizantes). Pelo visto, o nordeste do Brasil ainda é holandês ...
Voltando ao tema principal, minha avó Sofia era realmente uma pessoa sábia: apesar de só ter a educação básica, era a pessoa mais serena e equilibrada que já conheci. Fazia umas toalhas de crochê maravilhosas, algumas para vender, com o que complementava o minguado orçamento doméstico (minha tia Yvette, com quem vivia, era professora do SESI: dava aulas na comunidade do Turano na Tijuca e trabalhava no Juizado de Menores, mas o salário, ó ...). Vó Sofia gostava de jogar paciência e sueca e, talvez como resquício de alguma ancestralidade indígena desconhecida, também gostava de mascar tabaco - o que fazia escondido, para não ser censurada.
Adorava torrada e era incapaz de jogar pão fora, por motivos meio religiosos. Quando sobrava pão demais em casa, até mesmo para fazer torrada, e não havia ninguém a quem dá-lo, ia jogar os farelos no Rio Maracanã ('para os peixes', segundo ela). Acredito que naquela época já não havia peixes naquele rio, mas vejo hoje que era um ato simbólico: ela, que chegara a passar privações na infância, não admitia jogar pão no lixo, além de ver no pão o corpo de Jesus.
Sinto falta dela, de sua cadeira de balanço, do seu jeito calmo e bem humorado. Era, a meu ver, uma pessoa iluminada, sinônimo de bondade e paz. Abro essa janela de prosa na poesia só para falar dela.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Vi olhares desconfiados
Sobre a espontaneidade da pureza
Infantil do Ser que vivia a Liberdade.
Percebi a altivez nas relações interpessoais, como se
Todos fossem inimigos entre si e se mascarassem da real
Identidade d´alma.
Ouvi um sem número de vozes...
Excesso de teorias, erudição, mera competição de retórica, de conhecimento.
Um ruído angustiado que sufocava a mais significativa
Oração de silêncio, pela pacificação Interior.
Suportei um lapso de existência que não me permitiu
Vibrar integralmente minha sina, meu caminho.
Fui feliz por aceitar a oportunicade de errar, de voltar, de me unir.
- Optei pelo Amor!
Claudio Pierre => do livro de Poesias Caminho(s)
Meu comentário => Sob certo ângulo, parece que estamos lutando uns contra os outros, seja dissimuladamente, seja diretamente... Os valores "Globalizados do Ter" suplantam o Ser em cada Coração.
A desconfiança sobre o "outro", muitas vezes, reflete a incapacidade de realmente transformar a Sociedade em que vivemos, exercendo nossa capacidade de discernimento sobre a qualidade das relações humanas.
E decididamente essa não pode ser apenas uma mera expressão de retórica.
Sobre a espontaneidade da pureza
Infantil do Ser que vivia a Liberdade.
Percebi a altivez nas relações interpessoais, como se
Todos fossem inimigos entre si e se mascarassem da real
Identidade d´alma.
Ouvi um sem número de vozes...
Excesso de teorias, erudição, mera competição de retórica, de conhecimento.
Um ruído angustiado que sufocava a mais significativa
Oração de silêncio, pela pacificação Interior.
Suportei um lapso de existência que não me permitiu
Vibrar integralmente minha sina, meu caminho.
Fui feliz por aceitar a oportunicade de errar, de voltar, de me unir.
- Optei pelo Amor!
Claudio Pierre => do livro de Poesias Caminho(s)
Meu comentário => Sob certo ângulo, parece que estamos lutando uns contra os outros, seja dissimuladamente, seja diretamente... Os valores "Globalizados do Ter" suplantam o Ser em cada Coração.
A desconfiança sobre o "outro", muitas vezes, reflete a incapacidade de realmente transformar a Sociedade em que vivemos, exercendo nossa capacidade de discernimento sobre a qualidade das relações humanas.
E decididamente essa não pode ser apenas uma mera expressão de retórica.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
....
Ânsia de chegar
Sentido de competir.
Correr, ser o melhor
Por quê?!
O Relógio Humano é um pouco assim
- Apressa a pulsação natural dos Corações.
A Humanidade é um pouco assim
- Se atropelando, se autodevorando, pela ilusão fugaz da medida do tempo.
Claudio Pierre => do livro de Poesias Caminho(s)
Meu comentário => Grande parte da ilusão programada vem da idéia de: "Ser o melhor, nisso ou naquilo..."...
Somos estimlados a "correr" para competir sempre e subjugar numa corrida contra o Relógio Humano, pois afinal - "tempo é dinheiro!".
Nunca me conformei com essa "programação" - por isso busquei um espaço interior de controle sobre a ansiedade. Creio na pulsação natural do coração. Nesse sentido, compreendi que não estou aqui para competir e correr, mas sim para buscar a felicidade possível em meus sonhos mais profundos e singelos.
Como diria um amigo músico baiano que conheci: "Sou atochado por isso..."
Sentido de competir.
Correr, ser o melhor
Por quê?!
O Relógio Humano é um pouco assim
- Apressa a pulsação natural dos Corações.
A Humanidade é um pouco assim
- Se atropelando, se autodevorando, pela ilusão fugaz da medida do tempo.
Claudio Pierre => do livro de Poesias Caminho(s)
Meu comentário => Grande parte da ilusão programada vem da idéia de: "Ser o melhor, nisso ou naquilo..."...
Somos estimlados a "correr" para competir sempre e subjugar numa corrida contra o Relógio Humano, pois afinal - "tempo é dinheiro!".
Nunca me conformei com essa "programação" - por isso busquei um espaço interior de controle sobre a ansiedade. Creio na pulsação natural do coração. Nesse sentido, compreendi que não estou aqui para competir e correr, mas sim para buscar a felicidade possível em meus sonhos mais profundos e singelos.
Como diria um amigo músico baiano que conheci: "Sou atochado por isso..."
quinta-feira, 3 de maio de 2012
FEIJÃO DE SOL
tinha um gosto
só dela
desses
de quem detesta cozinhar
mas não sabe
nada fazer
sem colocar
suas pitadas
de sol
(não me lembro nunca das jantas)
nas panelas pretas
desde que ela
parou de cozinhar
às voltas com memória curta
e pernas cansadas
eu não como mais feijão
ninguém entende
meu jejum antigo
minha cara de nojo
diante dos caroços aguados
é tempero pronto
alho
cebola
etc
nada tem graça
tudo sem graça
falta a pitadinha
de sol
da minha avó
(Fabiana Esteves)
só dela
desses
de quem detesta cozinhar
mas não sabe
nada fazer
sem colocar
suas pitadas
de sol
(não me lembro nunca das jantas)
nas panelas pretas
desde que ela
parou de cozinhar
às voltas com memória curta
e pernas cansadas
eu não como mais feijão
ninguém entende
meu jejum antigo
minha cara de nojo
diante dos caroços aguados
é tempero pronto
alho
cebola
etc
nada tem graça
tudo sem graça
falta a pitadinha
de sol
da minha avó
(Fabiana Esteves)
quarta-feira, 2 de maio de 2012
IMPROVISO (Homenagem ao Zen Budismo)
Sonhei que o vôo da Alma
Era como uma seta
Que mirava o Alvo na Direção do vazio...
Ao Encontro da Extensão do Ser Sobre-humano que Habita em Nós.
Claudio Pierre - do livro de Poesias Caminho(s)
Meu comentário => Registrei uma frase interessante de um dos grandes músicos que admiro Winton Marsalis, ele disse: "Todos querem ser heróis, mas no entanto, poucos se dispõem a enfrentar o dragão"...
O vôo da Alma não permite concessões => "acomodações" próprias de uma "programação mental" que sinaliza para apenas uma direção da idéia daquilo que seria viver confortavelmente...
Quem se dispõe a viver no Caminho da Arte não pode evitar o confronto com o dragão.
Era como uma seta
Que mirava o Alvo na Direção do vazio...
Ao Encontro da Extensão do Ser Sobre-humano que Habita em Nós.
Claudio Pierre - do livro de Poesias Caminho(s)
Meu comentário => Registrei uma frase interessante de um dos grandes músicos que admiro Winton Marsalis, ele disse: "Todos querem ser heróis, mas no entanto, poucos se dispõem a enfrentar o dragão"...
O vôo da Alma não permite concessões => "acomodações" próprias de uma "programação mental" que sinaliza para apenas uma direção da idéia daquilo que seria viver confortavelmente...
Quem se dispõe a viver no Caminho da Arte não pode evitar o confronto com o dragão.
sábado, 28 de abril de 2012
ILUSÃO DO TEMPO
Vivi outrora
Buscando uma Certeza no Futuro,
Uma Resposta no Passado...
Como se a Certeza do Passado,
Fosse única e inabalável.
Como se a Resposta do Futuro
Preenchesse, enfim, o Vazio da Espera...
Quando rompi com as Respostas e Certezas - preenchi minhas
expectativas com a Ação presente.
Fiz da Ilusão do tempo
Um devaneio presente.
Abri um portal mais amplo:
Holístico e Atemporal.
Claudio Pierre
do Livro de Poesias Caminho(s)
Buscando uma Certeza no Futuro,
Uma Resposta no Passado...
Como se a Certeza do Passado,
Fosse única e inabalável.
Como se a Resposta do Futuro
Preenchesse, enfim, o Vazio da Espera...
Quando rompi com as Respostas e Certezas - preenchi minhas
expectativas com a Ação presente.
Fiz da Ilusão do tempo
Um devaneio presente.
Abri um portal mais amplo:
Holístico e Atemporal.
Claudio Pierre
do Livro de Poesias Caminho(s)
terça-feira, 24 de abril de 2012
ALÉM DA DOR
Deixei o tempo passar...
Preferi entender o silêncio...
As respostas estavam lá
- No Curso do Tempo.
Deixei a ferida sangrar...
Acompanhei o Curso do Sangue...
- As respostas estavam lá!
Claudio Pierre
Meu comentário => Nesse plano, costumamos "dividir" a Unidade... No entanto, não há como separar no curso da jornada que nos cabe nesta nossa caminhada - os traços da Unidade contidos na Dor e Amor que vivenciamos em nosso tempo subjetivo.
E a palavra é o elemento mágico com o qual expressamos esse "mistério" pela Poesia...
Preferi entender o silêncio...
As respostas estavam lá
- No Curso do Tempo.
Deixei a ferida sangrar...
Acompanhei o Curso do Sangue...
- As respostas estavam lá!
Claudio Pierre
Meu comentário => Nesse plano, costumamos "dividir" a Unidade... No entanto, não há como separar no curso da jornada que nos cabe nesta nossa caminhada - os traços da Unidade contidos na Dor e Amor que vivenciamos em nosso tempo subjetivo.
E a palavra é o elemento mágico com o qual expressamos esse "mistério" pela Poesia...
terça-feira, 17 de abril de 2012
O Tempo (que já não volta)
Cada dia é o dia,
Cada minuto importa,
Cada segundo, cada hora,
Cada esperança morta.
Não vês que hoje é o dia?
Não sentes que esta é a hora?
Não percebes o tiquetaquear
Batendo à tua porta?
Imagina a tua vida,
Construída de momentos,
Cada segundo é o templo,
Do tempo que já não volta.
Sede bons enquanto é tempo,
Sede bons, é o que importa.
Aproveitai bem o tempo,
O tempo que já não volta.
Flávio Prieto
segunda-feira, 16 de abril de 2012
A PEQUENA FESTA
Apanho uma garrafa de vinho e vou bebê-la entre as
flores.
Somos sempre três - incluindo minha sombra e
minha amiga, a luz brilhante.
Felizmente a lua não entende nada de beber, e minha
sombra nunca tem sede.
Quando canto, a lua me ouve em silêncio.
Quando danço, minha sombra dança também.
Findas as festividades, os convidados precisam se
separar;
Essa tristeza eu não conheço.
Quando volto para casa, a lua vai comigo e minha
sombra me acompanha.
Poesia Chinesa Autor => Li Po
. extraída do livro Taoísmo - O Caminho do Místico - J.C. Cooper
flores.
Somos sempre três - incluindo minha sombra e
minha amiga, a luz brilhante.
Felizmente a lua não entende nada de beber, e minha
sombra nunca tem sede.
Quando canto, a lua me ouve em silêncio.
Quando danço, minha sombra dança também.
Findas as festividades, os convidados precisam se
separar;
Essa tristeza eu não conheço.
Quando volto para casa, a lua vai comigo e minha
sombra me acompanha.
Poesia Chinesa Autor => Li Po
. extraída do livro Taoísmo - O Caminho do Místico - J.C. Cooper
sábado, 14 de abril de 2012
VERSOS
Como uma imensa onda
Eles vão e vem,
Irradiando minha face reflexiva e mística.
Meus versos são
soltos _ loucos...
Eles acompanham meu
espaço:O menino de outrora, trancafiado entre as grossas grades da Ilusão,
E o menino de hoje – voando pelo vento com as asas da Liberdade...
Eles acompanham
O menino aflito –
sozinho e indefeso.O menino livre – Imenso de sensibilidade e Amor.
Não; sei que não
serei o único...
Os versos na
verdade, pertencem a VidaE só a ela eles respondem.
Serão a Esperança e
a Ventura,
A Imensa Força, que
encoraja e consolaO imenso peito,
Sem jeito...
De um Pensante a crer perpetuamente em uma nova Aurora.
Rio,21/11/80.
Claudio Pierre => do Registro de Poesias Mostragem
Meu comentário => 1980/ 2012 = > 20 anos / quase 52 anos... - O menino ainda está comigo...
Como perder a essência?
Perdemos a essência, quando permitimos que o "peso das horas" sufoque o sentido subjetivo do nosso fluir no tempo...
terça-feira, 10 de abril de 2012
CATÓN (JORNALISTA MEXICANO) MEDINDO AS RIQUEZAS DO SER HUMANO
Escrito de por
Catón, jornalista mexicano
Fabuloso
texto escrito por Catón, jornalista mexicano.
Aparecem: o sultão de Brunei, os herdeiros de Sam Walton e
Mori Takichiro.
E eu sou um homem rico, imensamente rico. Como não, vou
mostrar a vocês:
Eu tenho vida, que eu recebi não sei porquê, e saúde, que conservo
não sei como.Eu tenho uma família, esposa adorável, que ao me entregar sua vida me deu o melhor para a minha; meus filhos maravilhosos dos quais só recebi felicidades, netos com os quais pratico uma nova e boa paternidade.
Eu tenho irmãos que são como meus amigos, e amigos que são
como meus irmãos.
Tenho pessoas que sinceramente me amam, apesar dos meus
defeitos, e a quem amo apesar dos meus defeitos.
Tenho quatro leitores a cada dia para agradecer-lhes porque
eles lêem o que eu mal escrevo.
Eu tenho uma casa, e nela muitos livros (minha esposa iria
dizer que tenho muitos livros e entre eles uma casa).
Eu tenho um pouco do mundo na forma de um jardim, que todo
ano me dá maçãs que iria reduzir ainda mais a presença de Adão e Eva no Paraíso.
Eu tenho um cachorro que não vai dormir até que eu chegue, e
que me recebe como se eu fosse o dono dos céus e da terra.
Eu tenho olhos que vêem e ouvidos para ouvir, pés para andar
e mãos que acariciam; cérebro que pensa coisas que já ocorreram a outros, mas
que para mim não haviam ocorrido nunca.
Eu sou a herança comum dos homens: alegrias para apreciá-las
e compaixão para irmanar-me aos irmãos que estão sofrendo.
E eu tenho fé em Deus que vale para mim amor infinito.
Pode haver riquezas maiores do que a minha?
Por que, então, a revista "Fortune" não me colocou
na lista dos homens mais ricos do planeta? "
E você, como se considera? Rico ou pobre?
Há pessoas pobres, mas tão pobres, que é a única coisa que possuem
é ... DINHEIRO.
Armando Fuentes Aguirre (Catón)
segunda-feira, 9 de abril de 2012
CHEIRO MEL
- têm gosto de mel!!
Mas, mesmo que não tivessem cheiro ou gosto,
Preencheriam as manhãs com seu aroma sem perfume.Adoçariam o paladar com o seu gosto sem mel.
Porque, ambas têm seu próprio Espaço,
Seu particular cheiro e sabor.- Tocam na Alma daquele que se sensibiliza.
Se não podem agradar a todos, conterem a Imensidão
dos mundos,
Ao menos são como: Um cheiro, Um mel.Claudio Pierre - do livro de Poesias Caminho(s)
Meu comentário => Penso que Artista, o Poeta têm uma grande responsabilidade em sua Obra, na medida em que compreende ou até diria - faz a opção por expressar sua Arte traduzindo sua linguagem interior, ou buscando primeiramente agradar a todos; obviamente com sentido de prestígio e poder, e na maioria das vezes a serviço de um grande apelo de mercado.
Enfim é uma opção, e cabe ao leitor exercer seu livre arbítrio de discernimento.
domingo, 8 de abril de 2012
FRAGMENTOS
FRAGMENTOS
-
Essa luta desenfreada, que não conduz a lugar nenhum.
Que produz bem mais do que a dissonância - alimenta a disritmia entre os
caminhos.
Em fragmentos de perseverança, busquei aprender aquilo que me foi sugado pela farsa do “social”
Reaprendi o valor da vida, do sonho e do precioso silêncio interior.
Tênue, limitada – porém apaixonada!!!
Claudio Pierre => do Registro de Poesias Fragmentos
Nasci dissonante
Na corda bamba de
uma frágil estrutura
-
Terra de desenganos, colônia de aflitos...
As rédeas do poder
– são como esporas – sangrando as potencialidades – de ternura, de carinho e
evolução para todos os Corações – todos os Sonhos.
Se todos os Cantos
pudessem se entrelaçar – em constantes rearmonizações – sem fronteiras e sem
barreiras. Ruiriam, enfim, as bases da ignorância que gera – egoísmo e ganância
.
Cresci dissonante,
Entendendo pelo
avesso, reescrevendo minha essência.Em fragmentos de perseverança, busquei aprender aquilo que me foi sugado pela farsa do “social”
Reaprendi o valor da vida, do sonho e do precioso silêncio interior.
Como tudo foi
dissonante
-
Me foi doído e longo o processo, o qual compreendi
irremediavelmente inacabado.
Fragmentos de
minha dissonância,
Refletem algo como
uma SinaTênue, limitada – porém apaixonada!!!
Esse canto, me
harmoniza com minha dança solitária
Este sopro
dissonante conecta de alguma forma minha Alma de Lua com a Harmonia da Unidade.
Claudio Pierre => do Registro de Poesias Fragmentos
sábado, 7 de abril de 2012
RETRATO DE FÉ
RETRATO DE FÉ
Meu destino – meus caminhos.
Quem sabe um dia...
A Esperança, a Fé e a Luz.
Meus passos – serão
retos,
Minha estrada –
mais clara,Meus Ideais de Amor e Fé – mais presentes.
Os anseios sublimes
flutuam com o tempo...
Rebuscam na
motivação interior, uma realidade pura,Exterior...
Um dia...
Quem sabe um dia...- Minha Fé.
Claudio Pierre - do Registro de Poesias Mostragem
Meu comentário=> Encontramos o Caminho da Fé quando percebemos que necessariamente ela sempre esteve presente ao nosso alcance. E esse não é o final, senão o ponto de partida para seguirmos o destino, o caminho...
quarta-feira, 4 de abril de 2012
ÁGUA E FOGO
Tua alma cinza
destrutíves um pelo outro .
O número perfeito -um -
Sobram cinzas ?
Há quem diga que sim ,
devemos recolhê-las
o mais breve possível
se aposse delas
e as ame assim ,
a primeira vez .
(Fabiana Esteves)
CORAÇÕES INFANTIS
CORAÇÕES INFANTIS
Deveriam ser livres em plenitude.
Mas, como um coração ter liberdade
Se as Asas são cortadas pela razão da Sociedade Humana.
Temos um coração infantil,
Na maioria das vezesSufocado pela ilusão da maioridade.
A inocência se mascara
Sob Arquivos de memória, sobre a prepotência da
experiência acumulada- Marcas do tempo sangrando.
Ao perdermos a pureza do Coração Infantil, julgamos
que Crescemos.
Na verdade, atrofiamos o canal do sentir.
Os rituais de crescimento,
Pulsam mais forte do que a Emoção de Ser o que
somos - Um coração infantil.
terça-feira, 3 de abril de 2012
.
A Pobreza gera ignorância,
A ignorância gera desigualdades.
No mundo em que vivo, o Materialismo gera Ilusão,
A ilusão gera egoísmo,O Egoísmo gera Poder.
No mundo em que vivo – a Riqueza e a Pobreza
“classificam”o Homem.
A ignorância e a desigualdade desnivelam o homem.O materialismo e a ilusão escravizam o homem,
O egoísmo e o poder orgulham o homem.
. Do Livro Caminho(s) Claudio Pierre
=> meu comentário:
Uma reação em cadeia desafia a Consciência sobre a nossa Condição de Humanidade...
Riqueza Pobreza; Materialismo Ilusão; Egoísmo Poder = visões da "dualidade" proporcionadas "pelas pessoas (em nós)"...
Defendo uma visão da Unidade, que se origina do encontro com a nossa capacidade subjetiva de discernimento sobre o Mundo que nos cerca...
Mas no fundo percebo que o Mundo que me cerca é bem maior do que meu limitado sopro poético de alma de lua.
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